Capítulo 16
Entre a Cruz e a Espada
Uma
ventania fria soprava. A lua já não estava mais em seu auge, mas dominava os
céus enegrecidos daquela noite. Àquele horário da madrugada, em rotas mais
afastadas, o movimento ainda era nulo, senão por alguns Pokémons noturnos que
utilizavam aquele momento do dia para praticar suas atividades.
O
Parfum Palace dormia. Quando já não havia visitas transitando pelos corredores,
estes ficavam vazios e até mesmo sombrios. O único barulho, de fato, era o eco
dos roncos do tio Louis, que atravessava as paredes e alcançava quase todos os
pontos do palácio.
Enquanto
todos estavam estáticos, em profundo sono, alguém fez um ligeiro movimento.
Calem suspendeu as costas, sentando-se na cama, de um instante a outro. Ficou
por alguns momentos sentado, encarando a parede à sua frente, sem fazer
qualquer movimento.
“Eu estou aqui. Venha até mim.”
Calem
moveu as cobertas para o lado, dando espaço para que seus pés deslizassem para
a beira da cama, levantando-se. Estava vestindo um pijama azul celeste, fino, e
não o trocou ao se levantar. Não pegou seus chinelos, permaneceu descalço.
Apenas deu alguns passos, transpassando por Serena e Charlie e chegando até a
porta do quarto onde dormiam, onde deixou.
O
rapaz andava de maneira sistemática, e nada falava. O som de seus pés descalços
no tapete do corredor era quase inaudível, de maneira que não se percebesse
qualquer movimento.. Parecia estar sob algum tipo de transe. Ainda assim,
desceu as escadas e chegou até a porta de entrada do palácio. Ficou por alguns
instantes a encarando, também.
Venha.
Com
uma forte rajada de vento, as portas escancararam, de forma que o garoto
pudesse seguir em frente. Seus pés livres alcançaram a fria pedra que cobria o
chão externo ao Parfum Palace. Sem hesitar ou mudar a expressão do rosto, ele
continuou caminhando, sem qualquer menção, ou qualquer sinal de emoção. Seus
olhos, apesar de abertos, talvez nem enxergassem direito.
Concomitantemente,
no quarto, Serena moveu-se em seu colchão. Abriu pouco seus olhos azuis, e
deparou-se com a cama vazia de Calem. Ainda que o sono lhe tentasse forçar a
fechar as pálpebras, abriu-as com mais intensidade, notando a verdadeira
ausência do primo. Como um reflexo, verificou um relógio, e notou que passara
pouco das quatro da manhã.
A
menina colocou-se de pé, caminhando até a porta do quarto e tentando olhar pelo
corredor, inutilmente, uma vez que estava tudo tão escuro que sequer conseguia
enxergar alguns metros à sua frente. Em seguida foi até Charlie, em uma
terceira cama, e tocou suavemente o ombro do menino, que dormia profundamente.
Charlie
abriu os olhos verdes sutilmente, enquanto ouviu a voz doce, apesar de ainda
exausta, de Serena:
—
Charlie. — ela chamou. — Charlie. — chamou mais alto, e agora ele de fato a
encarava. — O Calem sumiu, mas as coisas dele estão aqui.
Charlie
virou-se na cama, puxando as cobertas mais para si.
—
Deve estar só se lavando, ou limpando as camas. — disse, tentando voltar a
dormir, com uma voz sonolenta.
—
Não. Sinto que alguma coisa ruim está acontecendo. — ela disse, enquanto
encarava pela porta o corredor escuro novamente.
O
rapaz voltou a se virar para ela, fitando um relógio próximo com os olhos
entreabertos.
—
Serena, são quatro horas da manhã. — resmungou.
—
Eu vou sozinha procurá-lo, então. — disse a menina, com simplicidade.
A
garota começou a colocar suas roupas por cima do pijama, e a vestir suas botas.
Charlie tentava virar-se para dormir, mas sabia que não conseguiria.
—
Por que ela sempre me convence? — reclamou para si mesmo, enquanto se
levantava.
Serena
deu um sorrisinho discreto de vitória, e aguardou que o garoto calçasse alguma
coisa e vestisse uma camiseta.
Juntos,
pegaram uma lanterna, cujo tio Louis havia oferecido caso precisassem. Como o
Parfum Palace era uma estrutura antiga, não havia instalações elétricas, e
àquele horário algumas velas já haviam se apagado. Restava apenas um palácio
antigo cheio de confusos corredores e cômodos sinistramente escuros.
Charlie,
com a lanterna na mão, foi na frente, enquanto Serena o segurava pelo ombro.
Ainda que soubessem que estavam sozinhos, em segurança, ainda era um ambiente
incômodo. Apesar dos sons do ronco do tio de Serena, era como se suas mentes
lhes pregassem peças, e fossem capazes de ouvir ao longe o tilintar de espadas
se chocando, os brados de guerra e os gritos de agonia. Talvez fosse apenas
impressão.
Passaram
pelo quarto do tio Louis, com a porta entreaberta. O senhor estava deitado de
barriga para cima, com uma máscara de dormir — ainda que estivesse uma
escuridão quase total no ambiente. — em um intenso sono.
—
Esse lugar é um tanto sinistro de noite. Como seu tio consegue dormir aqui? —
perguntou Charlie, sussurrando.
Serena
observou a profundidade do sono do tio.
—
Ele não parece ser do tipo que tem problemas com isso. — brincou ela,
cochichando.
Ao
chegarem ao fim do corredor, focaram a lanterna nas escadas, e as desceram. A
luz parecia oscilante, em virtude da mão de Charlie, que inevitavelmente
tremia. Estavam sozinhos, é claro, mas ainda assim levavam ligeiros sustos ao
se depararem com algumas estátuas ou outros objetos de formato curioso. O
menino parou por um instante, pedindo silêncio para Serena.
—
Serena, está ouvindo esse barulho? — perguntou, baixinho.
A
menina fez uma concha com a mão em volta do ouvido, passando a reparar por
alguns instantes.
—
Vento. — concluiu ela. — E está forte.
—
A porta deve estar aberta. — completou ele.
Passaram
pelos últimos corredores até chegarem à entrada, onde observavam a porta de
entrada escancarada, enquanto uma corrente fria de vento entrava e movia as
coisas ao redor. Da porta conseguiam observar que a noite estava com raras
estrelas, e a lua estava suavemente encoberta pelas nuvens.
—
Por que ele saiu? — perguntou Serena.
—
Vamos descobrir. — disse Charlie colocando a lanterna em uma mesinha, e
seguindo para fora.
Do
lado de fora, já não se ouvia, claramente, o ronco do tio Louis. Em
compensação, agora ouviam ao longe o som de alguns Pokémons que viviam nas
rotas próximas. Caminharam pelo chão bicolor externo ao palácio, até chegarem
ao portão de entrada. Serena olhou para trás, reparando no suntuoso palácio
dourado, que de noite ainda parecia muito impositivo, e talvez até intimidador.
Charlie comentou, sobre o portão:
—
Está aberto.
A
garota estranhou, uma vez que o palácio possuía alarmes, e mesmo alguns
guardas, mas não havia ninguém além dos dois no momento. Não tinham ao certo
como saber como Calem conseguira abrí-lo Apenas o atravessaram, deparando-se
com o exterior do palácio.
Estava
consideravelmente frio. A grama estava um pouco lisa pelo orvalho. Ao longe
ouvia-se o som de Pokémons se remexendo e caçando. O local ao longe era um
pouco sombrio, pois não se podia avistar muito entre as árvores e arbustos
condensados na paisagem. Contudo, viam alguém caminhar cada vez mais distante,
a passos lentos e vestindo pijamas.
—
Não é ele lá? — apontou Serena, semicerrando os olhos.
—
Parece que sim. — assentiu Charlie.
Ambos
partiram correndo em direção ao rapaz. Os passos eram um tanto sutis, na
esperança de não escorregarem, enquanto lutavam contra o frio. Os batimentos
cardíacos concorriam com os ruídos ao longo da vegetação que ficava cada vez
mais próxima. Calem, em mais alguns passos, entraria dentro de um conjunto de
altos arbustos, o que seria uma escolha perigosa, dado o horário.
—
Calem! Calem!
Charlie
alcançou-o primeiro, colocando a mão em seu ombro e o virando. Soltou a mão
imediatamente ao levar um susto. O garoto não parecia consciente. Os olhos
estavam fundos e sem foco, enquanto a expressão estática do rosto não esboçou
qualq uer reação mesmo após ser
abordado. Quando Charlie o soltou, o rapaz continuou andando à frente da mesma
maneira mecânica.
—
O rosto dele… O que houve com o rosto dele? — indagou a menina.
—
Isso está ficando muito estranho… — disse Charlie, um tanto ofegante. — Serena,
olhe para os pés dele.
—
Ele está… — a garota observou. — Descalço…
Ambos
engoliram em seco. Calem nunca caminharia descalço no mato, especialmente
durante a noite. Charlie tentou segurá-lo, mas ele continuava caminhando para a
frente, quase hipnotizado, como se buscasse algo.
—
Não consigo puxá-lo.
—
Calem, me responda. — disse Serena, posicionando-se à frente do garoto. — Calem.
Primo. — mesmo que continuasse chamando, ele não atendia.
Foi
quando ouviram outros sons de passos. Ao longe, apesar da escuridão, conseguiam
localizar alguns pontos de luz caminhando — talvez pessoas carregando velas. —
em uma direção comum. Quando se distraíram para observar, Calem seguiu seu
trajeto, parando a um passo de uma alta vegetação. Em seguida seguiu em frente,
mesmo assim, desaparecendo em meio às folhas.
Já
não conseguiam encontrá-lo pela vista, e tampouco poderiam persegui-lo entre o
matagal, visto que durante a noite poderia esconder criaturas suficientemente
perigosas para espantar a ideia. Um vento frio e forte soprou, balançando as folhas
em uma harmonia perturbadora. Serena colocou a mão no rosto. Seu primo nunca
agiria assim.
—
Nós o perdemos. — falou, com uma voz frágil. — Charlie, estou ficando com medo.
—
Não se preocupe, eu estou aqui. — falou ele, a abraçando, tentando esconder que
seu coração também batia mais rápido, mas por motivos ruins.
Tentando
contornar a vegetação alta, foram de encontro às pessoas ao longe, um tanto
hesitantes. Todas caminhavam em silêncio, carregando consigo uma vela e algum
objeto chamativo: algo para comer, alguma veste, flores, entre outros.
Decidiram vencer a dúvida, indagando a uma senhora que transitava na mesma
direção dos demais:
—
Senhora, o que está acontecendo?
Tinham
medo de que ela repetisse o comportamento de Calem. Por sorte, ela os fitou, serenamente.
—
Vocês não são daqui, rapazinhos?
Ambos
fizeram que não com a cabeça, um pouco aliviados.
—
Espero não assustá-los com essa história… — ela sorriu, respirando fundo. —Mas
há um espírito que perturba nossa vila, nas proximidades dessa rota.
Os
dois engoliram em seco. Sem ao certo saber como reagir, apenas ouviram a senhora
continuando os relatos.
—
Incomoda nosso sono, assombra nossa vila, causa pequenos desastres… — listou
ela. Uma vez por mês, então, nos reunimos para trazer oferendas, esperando que
ele descanse.
A
ideia era perturbadora, mas às quatro e meia da manhã, perseguindo um primo
hipnotizado em meio a uma rota, nada mais parecia poder surpreendê-los.
Ocasionalmente Serena dava beliscões sutis em seu braço, imaginando se não
estava dentro de um pesadelo. Talvez fosse tudo coisa de sua cabeça, afinal de
contas.
—
E por que vocês não se mudam? — perguntou a menina, simplesmente.
A
senhora deu uma risada um pouco sem jeito. Normalmente aqueles que formavam
vilas em lugares perigosos ou em meio a rotas não tinham grandes condições de
morar em outros lugares. Charlie, sabendo disso, deixou a senhora ir, mudando
de assunto para com a menina
—
Não que eu acredite nessa coisa de espíritos, e tudo mais… Mas será que isso
tem alguma coisa a ver com o Calem? — perguntou.
—
Só tem um jeito de saber.
Optaram
por seguir o fluxo. Havia algumas poucas dúzias de pessoas, marchando lentamente.
Entre eles, primordialmente idosos, mas alguns adultos também. As crianças
possivelmente haviam sido deixadas em casa. O grupo seguia entre um caminho de
terra ao qual a vegetação cobria ambos os lados. Era tão densa que não se podia
avistar o que havia por trás, e ocasionalmente as folhas atravessadas tocavam a
pele de quem transpassava, causando cócegas incômodas, como se fossem dedos que
provocavam quem se aproximava.
Alguém
sussurrou:
—
Ele está ali.
Perceberam
uma área mais espaçada entre as plantas, ampla suficiente para que todos se
dispusessem em círculo. Tentando desviar das pessoas, os dois procuraram um
espaço vazio para se colocarem. Afinal de contas, qual era a aparência de um
espírito?
—
É uma… — disse Charlie, achando uma brecha. — Espada…?
O
pequeno círculo de pessoas entornava uma rocha antiga, com um objeto fincado em
seu centro: uma espada. Ela parecia uma das expostas em museus e no Parfum
Palace, com detalhes antigos, apesar de parecer bem conservada, diante das
condições. Tinha um detalhe em seu guarda-mão, parecido com um olho, o que a tornava
perturbadora.
—
É um Honedge. — explicou um senhor, ao lado, que ouviu o comentário. — Diz a
lenda que quando um guerreiro morre, e seu espírito não consegue descansar, sua
alma é aprisionada em sua espada. — explicou. — Há séculos este Honedge está aqui,
preso àquela pedra.
Eles
observaram as pessoas depositando suas oferendas próximas à pedra.
—
Isso é um tanto sinistro. — comentou o rapaz. — Parece que tem vários outros desse
por aqui. — observou o som de criaturas transitando em volta, possivelmente
outros Honedges.
—
Eles não são o problema. — afirmou o senhor.
—
Por que ninguém tentou tirá-lo de lá? — perguntou Serena.
O
senhor virou-se para ela.
—
Ninguém nunca conseguiu. — falou. — Quando alguém tenta tocar um Honedge sem
sua permissão, o espírito drena totalmente a energia de vida da pessoa.
Quando
todos depositaram o que tinham em volta da pedra, a senhora encontrada
primeiramente por Charlie e Serena assumiu a frente, abaixando-se em forma de
respeito ao Pokémon. Com a voz um pouco trêmula, disse:
—
Trouxemos isto para o senhor… Sei que não é muito, mas foi o que conseguimos
neste mês. — ela parou por alguns instantes e deu um passo para trás.
Sem
qualquer um para proferí-la, uma frase soou dentro do ouvido de todos, ecoando
com uma voz perversa e horripilante:
“O que quero já está aqui.
Portanto, vão embora”
Um
ruído metálico agudo e incômodo ecoou por toda a rota em um volume alto e
intenso — talvez um golpe conhecido como Metal
Sound. Todos saíram correndo desordenadamente tentando tapar os ouvidos,
enquanto gritavam, assustados. Charlie preparou-se para seguir o mesmo destino,
mas Serena o segurou pelo braço.
—
Charlie… É o Calem.
O
ruído cessou. De dentro do matagal denso, Calem saiu normalmente, quase intacto
— se não por algumas sujeiras e rasgos em seu pijama, frutos da paisagem cheia
de obstáculos que enfrentara. — em direção à espada. Parou à frente do Pokémon,
e assim ficou, por alguns instantes. Charlie e Serena gritavam para que os
ouvisse, mas o garoto não ouvia nada, pois sua mente estava ocupada demais para
escutá-los.
Calem P.O.V
Se é apenas um sonho, por que não
consigo acordar?
Não havia nada. Apenas um solo
terroso em um tom de cinza, contrastando com um céu mesclado entre um vermelho
rubro e um tom de roxo escuro. O único além de mim era um homem — se é que
posso dizer que realmente era. — sentado em um trono a certa elevação de mim.
Não consegui ver seu rosto, ou qualquer parte de seu corpo, porque vestia uma
armadura completamente. Só ouvia uma voz por dentro do metal, que soava até
meio ecoada.
— És um prazer conhecer-te, jovem
rapaz. — disse, fazendo um sinal com sua mão. — E creio que prazer ainda maior
és estar conhecendo-me.
Vendo seu convencimento, e sua
linguagem um tanto arcaica, não vi motivos para estender qualquer conversa.
— O que quer de mim? — indaguei
de uma vez.
Ele soltou uma risada descarada.
— Por que a pressa? Quando tu és
um espírito cuja parcela da eternidade passou estático, vê que o tempo não é
tão manipulável assim. — falou, com tanta naturalidade que quase não percebi
que o significado de suas palavras era perturbador.
— O que quer de mim? — insisti.
Ele parou de rir, substituindo
tudo por um tom de voz imperativo.
— Por tua insolência, rapaz,
minha vontade seria de castigá-lo, como outrora teria feito, de forma que te
arrependestes amargamente. — disse, e permaneci com a mesma expressão neutra no
rosto, ainda que por dentro ardesse em medo. Ele amoleceu um pouco a voz. — Todavia,
creio que são outros tempos, e partilhamos de comuns interesses.
Claro que eu sempre compartilho
interesses com um homem de armadura que fala como se estivesse séculos atrás.
Não que eu reclame de um bom vocabulário — o prefiro, na verdade, em detrimento
de um vocabulário chulo.
— Estou ouvindo. — falei,
interessado.
Ele suspirou — eu ouvi de dentro
do capacete. — e começou a contar, em tom quase histórico:
— No tempo passado, fui um nobre
guerreiro. Se me permite, na verdade, um rei. — só então percebi algo como uma
coroa, um tanto acabada, em sua cabeça. — Toda batalha, todavia, é carregada de
perdas. E numa destas, perdi minha vida.
Mais perturbador do que já
estava, só descobrindo que ele estava morto. Fiz uma expressão involuntária que
não sei definir como foi, mas a julgar por sua resposta, creio que não foi boa.
— Não chora por mim, que já faz
certo tempo. — disse despojadamente. — Que um dia a Ave da Destruição
carregaria minha alma eu já tinha consciência. — falou, como se não se
queixasse de sua morte. — Porém, o que provocou-me foi a forma com que
ocorrera.
Ele parou de falar, e deduzi que
queria que eu perguntasse:
— E como ocorreu?
— Pelas mãos de um inimigo
histórico, na frente de meus soldados. — respondeu, enfim, com um ódio
disfarçado. — Perdemos, claramente, a batalha, e toda a guerra.
— Triste história. — falei com
falsa piedade. Ele ignorou.
— Minha espada, meu maior
símbolo, fora cravada na pedra que verás. E, claro, faleci. — não me diga. — ficando
aprisionado a ela. A amarga vingança que me tomou parece ter sido o principal
esqueleto que sustentou minha permanência neste mundo.
O encarei, esperando para ver
onde queria chegar. Sonhos às vezes são bizarros.
— Posso fazer muita coisa nesta
forma etérea, jovem rapaz. Contudo, nem tantas quanto gostaria. — disse ele com
certo pesar. — Não posso deixar este objeto ao qual estou atrelado, nem
tampouco sair atrás de minha vingança de forma desordenada e insensata. — não
sabia a qual objeto se referia, mas assenti. — É cá que tu entra.
— Com todo o perdão, não entendo
como eu me encaixo nessa história, vossa majestade. — o tratamento também
carregava uma falsa e irônica admiração, mas se ele percebeu, não disse nada.
— Sei bem onde está meu antigo
adversário. Pelos próprios motivos, também neste mundo ainda permanece. —
falou, com certo gosto. — Indo atrás dele, terei a oportunidade de finalmente
descansar em paz pela eternidade. — me parecia um bom plano. — Todavia,
alcançá-lo não és uma tarefa fácil para um Pokémon.
Àquela altura já não entendia o
que aquilo era: um homem, um espírito, ou um Pokémon. Apenas assenti, esperando
para ver onde aquilo terminaria.
— Está ele entre os grandes. A
Elite dos 4, conforme chamam-lhes. — naquele momento minha atenção fora
atraída. — Curioso é o nome, mas não entrarei no mérito disso. A questão é que
há apenas um jeito de alcançá-lo, seguindo as regras tradicionais que ainda se
aplicam: um treinador enfrentar a Liga, na companhia de seus guerreiros.
— Entendo onde quer chegar. —
disse. — Espera que eu, treinador, o leve comigo, — supus que era um Pokémon. —
para que sua majestade vingue-se de seu antigo rival em um dia futuro?
— Sinteticamente, entendeste a
mensagem.
— O que exatamente eu ganho com
isso? Já que diz que é um acordo de interesse para ambas as partes.
— Ora, meu jovem rapaz. — ele
riu. — Acredite nas palavras de um rei, especialmente naquele que já partiu, e
que observa o mundo há séculos: sabemos reconhecer alguém que está destinado à
grandeza. — por um momento me senti esquisitamente lisonjeado. — Teu presente
pode ser medíocre, mas teu futuro ainda reserva-te muito, crê. Como uma pedra
que precisa ser lapidada.
Fiquei a encará-lo, sem saber ao
certo o que dizer. Destinado à grandeza. Potencial. Não tinha porque acreditar
nele, mas queria. Ele parecia saber do que estava falando.
— Para tal, precisa de bons
aliados. — concluiu. — Como guerreiro que já passou por muito, digo-lhe para
confiar em minhas técnicas e conhecimentos. Creio que para tu és uma vantagem
vezes maior ter-me a teu lado, visto que tantos gostariam deste privilégio. —
falou sem qualquer humildade. — Peço apenas para que leve-me até minha
vingança, em troca de tudo o que posso oferecer-te ao longo do trajeto.
Fiquei por alguns momentos
atordoado e pensativo. Agora o impaciente era ele:
— A ideia de me subjugar a um
garoto insolente e estúpido me é repugnante, acredita. — falou com certo nojo,
como se jogasse fora todos os elogios que me dirigira momentos antes. — Se
pudesse escrever minha própria história, jamais a colocaria desta maneira.
Contudo, não somos totais autores deste livro que chamamos de vida. O passar
dos séculos te faz repensar algumas prioridades. — disse ele.
Após a fala agressiva, amansou um
pouco a voz — embora esta nunca fosse totalmente branda, sempre viesse em um
tom grave e carregada de ódio e rancor. Falou em um volume tão baixo, como um
último recurso — um pedido de socorro, talvez? — quase como uma súplica:
— Aceita a proposta, e sigamos
com nosso caminho.
Passados alguns momentos, falei:
— O que devo fazer?
Talvez ele tivesse sorrido. Não
tinha como saber, claro, porque vestia um enorme capacete de ferro que escondia
o rosto. Mas se eu fosse um rei de algumas centenas de anos preso a uma espada
e ganhasse uma segunda chance, eu sorriria.
— Pega a espada. — disse, por fim,
em tom confiante.
Fim do P.O.V
Calem
permanecia parado em frente à espada, enquanto todos se afastavam assustados.
—
O que ele vai fazer? — indagou Charlie.
O
garoto aproximou-se um pouco, com os braços estendidos.
—
Ele vai pegar a espada? — supôs Serena.
Ambos
tentaram impedi-lo, levando em conta o triste fim daqueles que foram seduzidos
a fazê-lo antes, mas sentiram uma energia os impedindo de correr, ficando
presos no lugar enquanto Calem se aproximava cada vez mais daquela espada
amaldiçoada.
—
Calem, pare! — gritou Charlie.
—
Primo, não encoste. — falou Serena. — Eu imploro.
O
rapaz estendeu o braço. Mais alguns metros. Um metro. Alguns centímetros. Sem
hesitar, após sua lenta aproximação, pegou a espada pelo cabo, enquanto seus
amigos soltavam um grito para que não o fizesse.
Ele
ficou por alguns instantes estático, e um silêncio tenebroso instalou-se. Em
seguida, fez um movimento único para cima, puxando a espada com enorme
simplicidade, como se pegasse uma bola de algodão, de maneira que ela se
soltasse da pedra, finalmente.
—
Ele… Conseguiu? — comentou Charlie.
Novamente
aqueles ecos e brados soavam na mente de Serena. Nos milésimos de instante em
que a menina piscava, era como se ao invés da pura escuridão, tivesse
vislumbres de um cenário muito diferente — uma batalha, sangue, espadas e
orações. A madrugada pregava peças naqueles sonolentos.
Com
a outra mão livre, Calem estendeu o braço. Ainda que o gesto parecesse
esquisito, uma Luxury Ball chegou até essa mão, como se atraída por um imã. Ele
tocou a esfera na espada, de forma que o Pokémon fosse comprimido em uma forma
de energia avermelhada para dentro. A esfera sequer vibrou, completando a
captura.
Image by Jinnoxious |
Os
moradores da vila que ainda não haviam fugido, retornaram para ver o que
acontecera. A senhora que explicara a história para Charlie e Serena sorriu,
aliviada:
—
Meus avós diziam que quem conseguisse retirá-lo era um escolhido de puro
coração. Que seria capaz de executar grandiosidade, e finalmente acabar com o
terror que assolava nosso vilarejo. — disse.
Calem
permanecia naquele mesmo ponto, estático. Após alguns segundos, todavia, sentiu
um choque, quase como se tivesse acabado de acordar e descobrisse que não
estava em sua cama. Ficou olhando para os lados, perdido, enquanto seus amigos
corriam até ele — agora sem nada os segurando.
—
Cal… O que aconteceu? — perguntou Serena, o abraçando.
—
Onde eu…
Após
começar a tentar entender o que estava acontecendo, olhou para suas vestes,
confuso.
—
Por que eu estou de pijamas… No meio do mato? — olhou para baixo. — E
DESCALÇO?!
—
Ele definitivamente voltou. — confirmou Charlie.
—
Serena, Charles, alguém me dê algo para calçar, por Arceus. Essa terra está
toda nojenta. E estou todo coçando. — gritava ele, na ponta dos pés, tentando
ao máximo não tocar em nada. — Onde está o palácio?
—
Você veio até aqui descalço, — disse Charlie, repreensivo. — agora vai ter que
voltar descalço.
—
E não tem outro caminho para voltar… Se não pelo mato. — terminou ele.
Calem
olhou para os lados, notando que em praticamente todas as direções a única
coisa que via era um matagal alto, denso e escuro. Mil perguntas rondavam sua
mente, mas principalmente “Por que eu estou aqui?”. O céu estava mais claro,
uma vez que estava amanhecendo.
—
Vocês só podem estar brincando. — resmungou. — Alguém por favor chame um
helicóptero para nos levar embora.
A
senhora inclinou a cabeça:
—
Eu apenas imaginava que o escolhido fosse… Diferente.
Hey, Haos! Tudo jóia?
ReplyDeleteDevo dizer que fiquei triste, ao chegar no blogger e perceber que deixei passar quase uma semana sem ver que já tinha capítulo :'(
Vim correndo para ler, e olha, uma captura poderosa para Calem, não?
Eu nunca fui fã de Honedge e suas evoluções, eu confesso (Embora seja apenas por ter levado várias surras no showdown antes de sua evolução final ser banida para ubers) mas achei que foi uma grande aquisição para ele!
Adorei a história do pokémon/fantasma/ex-humano e já quero gijinka dele kkkk
Enfim, é só isso. Ri bastante ao perceber que Calem tinha "voltado" -q E a reação da velhinha, acho que descreve muitas pessoas da vila ao ver o Calem.
Até a próxima o/
Hey Marco!
DeleteHuaehuahe não se preocupe, eu sei bem como é D: Como a postagem aqui é meio aleatória, fica difícil prever, né? O jeito é ficar ligado no Facebook, porque sempre que vai sair capítulo eu anuncio por lá!
Eu também não curtia o Honedge no começo, mas acabei mudando meu conceito sobre ele! É sim um Pokémon poderosíssimo, e pode ter certeza que será um grande acréscimo para o Calem. Quem sabe você não começa a curtir mais a linha evolutiva dele conforme os capítulos passam? Huaheuah Obrigadão pelo comment, Marco, e até a próxima! õ/
Eu gostei muito quando vi esse Pokémon na serebii depois que li o Capítulo e sinceramente ele é Bem massa, não tão exagerado como alguns pokemons que aparecem nas novas gerações,ainda bem, mas whatever, é fiquei decepcionada que não foi uma mulher pq na minha cabeça faria um pra perfeito com o Neal (sim eu nao shippo Nery, eu acho que eles são tipo irmãos, podem me julgar) e falando em Nery acho que tem uma música perfeita pra Mary, Dollhouse de Melanie Martinez, bem é isso desculpa por não comentar mas adoro as fica flw
ReplyDeleteHey Kitty! Acredita que eu também encaro mais o Neal e a Mary como irmãos? Vejo um relacionamento parecido ao do Calem e da Serena para os dois. Não que isso impeça a possibilidade de rolar Nery, (amei o nome, aliás HAUEHAUEH) mas pode deixar que ainda teremos oportunidades de novos personagens que até podem sugerir um romance. Afinal, a equipe do Calem está precisando de um pouco de poder feminino! rsrsrs E curti muito a sugestão da música, pode deixar que está anotada! Até mais õ/
DeleteFic*
ReplyDeleteCara,tá tudo muito certo.Esse lance da espada tá todo muito certo.
ReplyDeleteParando piadinhas,o cáp ficou bom,mas não foi bem o que eu esperava.Por que o Calem?Cara,se fosse seguir a tradicional espada na pedra,seria um(a) jovem de coração puro!E o Calem é meio...Pura chatice!Rsrsrsrs,mas bem,foi algo que saiu do clichê,e por isto é bom,além disso o Calem é tipo o cara que quer que tudo seja do jeito que ele quer,tipo um nobre,sacas?Por isso faz com que combine ele com este Honedge,personagem ao qual o Gijinka me interessa.
Posso dizer apenas mais uma coisa:Serena e Charlie tiveram muito trabalho pra achar Calem...E terão mais ainda para leva-lo de volta!
É isso e té mais!
Ass:
Supremo Líder da Ordem Da-Qual-Fazem-Parte
Sir Naponielli
Hey Siiir!
DeleteOlha cara, deixa eu explicar essa coisa de "por que o Calem?" que acho que pode ter ficado a dúvida mesmo HAUEHAUEHHUAE
Seguinte: Este capítulo é bem amplo para interpretações em vários pontos, e esse é um deles. Essa coisa de "escolhido", "coração puro" e tal é como uma história antiga do vilarejo, uma forma como eles interpretavam a história do Honedge que “assombrava” os moradores. Se de fato é tudo verdade, aí já não dá pra saber. É uma leitura que nós fazemos levando em consideração o que a senhora disse, mas se formos analisar o que aconteceu em outro ponto de vista (na mente do Calem) vemos que tudo um jogo de interesses. Se o Calem capturou o Honedge porque tinha um coração puro como na história (porque vamos concordar: ele pode ser chato, mas é um chato do bem HAUEHAUEHAU E isso vocês ainda verão mais para frente!), porque o próprio Pokémon queria, porque ele controlou o Calem (!!!) , ou porque Arceus quis, cada um acredita no que preferir! Eu não sei vocês, mas acho mais legal enxergar isso como um acordo temporário do Calem e do Honedge HAUEHAUEHAU
Valeu pelo comentário, cara, e espero ter esclarecido melhor minhas intenções. Abraços, e até mais õ/
(Gota)Cara,o comentário foi mais na brinks mesmo,e o meu ponto de vista sobre porque o Calem é porque ele exala uma certa essência de superioridade,uma essência de nobreza,como descrevi acima.Mas muito obrigado por levar meu comentário em consideração.
DeleteTé mais!
Huahreuahue Não se preocupe, sei que você falou numa boa. Mas de qualquer forma achei legal explicar direitinho, para caso alguém tenha mesmo a dúvida. Até mais! õ/
DeleteAEEE BICHO! Olha eu aqui! :D
ReplyDeleteCara, esse capítulo lotado de referências foi um dos mais divertidos que vi em Kalos até agora! Sério, a maneira como ele prendeu a minha atenção foi fantástica. Claro que isso é algo comum nos seus capítulos, prender a atenção dos seus leitores, mas esse foi diferente. Eu não sei explicar, foi mal. :v
Esse Honedge com certeza vai ser um dos grandes astros da história. Ele é o primeiro Pokémon dos nossos protagonistas que se comunicou diretamente com seu treinador, vai ser uma das powerhouses da Royal Emperium e do time do Calem, e teremos como cereja do bolo essa história dele caçando seu inimigo até o fim. Ele só precisou mencionar que seu inimigo estava nesse mundo para que eu pudesse começar a pensar em quem se encaixava melhor nessa pista, e antes mesmo da informação seguinte me confirmar isso eu já desconfiava de alguém em particular...
Agora por favor, arrumem um chuveiro pro Calem. Não quero que esse menino morra antes de competir na Liga!
Hey man! õ/
DeleteAgradeço pelos elogios, e fico feliz que esse capítulo tenha prendido sua atenção! Ele teve uma dinâmica mais diferente, então fico contente de saber que acertei! E sim, o Honedge vai ser um cara importantíssimo para o time do Calem, só de ver o fuzuê que esse cara causou em um capítulo já dá pra imaginar a relevância dele HAUEHAUEHAHU E poxa, eu deveria ter deixado então a informação de onde está o inimigo dele para uma próxima, e deixado quem já sacou pelas entrelinhas na vantagem! Hhauehaueha Droga, você anda sacando meus planos muito rápido :v AHUEHAUEHAUE
Abraços, cara, e até a próxima! õ/
Haos!!!! Me desculpe por demorar esse tempo todo para comentar!!!! Não abandonarei a fic nunca, então não se preocupa com essa minha demora. O que aconteceu é que esse ultimo mês estava meio puxado para mim e ficou difícil de vim aqui ler e comentar, me desculpe mesmo pela demora.
ReplyDeleteAgora sobre o capítulo, devo dizer que ele foi bem diferente, mas foi ótimo. O Honedge será uma bela adição ao time do Calem, já prevejo Calem boladão na liga com um Tyranitar, Gyarados e Aegislash, aposto que o time dele vai chutar bundas rsrsrsrs!
O legal é que o Calem meio que já disse que vai lutar com 3 membros da elite 4, isso se incluirmos Diantha. Já prevejo um bela luta entre espadas, digo fantasmas, digo pokémons, não sei o que aquilo é, deixa Aegislash mesmo, assim fica mais fácil rsrsrsrs.
"— Alguém por favor chame um helicóptero para nos levar embora." rsrsrsrs, só o Calem para dizer isso rsrsrs. Estou com um pouco de pena dele, realmente seus pês devem estar todos sujos, do jeito que ele é vai ficar lavando os pês 24 horas por dia durante uma semana inteira rsrsrsrs.
Ótimo capítulo Haos! Adorei tudo nele! Continue essa fic incrível, que mesmo que eu demore para comentar por algum motivo, lerei ela até o fim! Tudo de melhor e até mais!
Hey Zoaroark!
DeleteTinha sentido sua falta por aqui, cara! Mas não se preocupe, resolva sempre o que precisar primeiro, porque Kalos estará aqui quando você terminar kkkkkkk
Sim, se você reparar bem, já dá para ter uma ideia bem vaga de como será na Elite. Inclusive dá pra imageinar essa relação dentro do universo dos Pokémons (acho que muita gente já tem uma imagem de quem é o inimigo do Honedge kkkk). Agradeço pelo comentário, cara, e até a próxima! õ/
Hi!
ReplyDeleteEna Haos, que belo capítulo! Adorei mesmo, foi diferente e muito criativo e original.
Com certeza esse Honedge vai ser uma grande ajuda para a equipa de Calem, veja só os estragos que ele fez num capítulo!
Muitos parabéns pela escrita magnifica e apaixonante! Continue!
Hey Ângelo!
DeleteVocê captou bem a ideia que o capítulo passou! O Honedge vai ser um cara muito importante para a equipe do Calem. Talvez não tenhamos a ideia da proporção das habilidades desse cara por enquanto, mas quando pudermos testemunhar sua verdadeira força... Aí a casa vai cair! HAUEHAUEHA
Obrigado pelo comentário, e até mais! o/
epa, por essa imagem inicial.... imagino que teremos a aparição de certas espada amaldiçoada
ReplyDeleteenfim
eta porra, o treco tá chamando o calem?? OLOCO
(e justo o calem né asdhasudasudhasduahsd)
((mas zoeras a parte, um chamado assim não costuma ser ao acaso...... hmmmmmm))
ele tá até em hipnose, eitcha '-' (quero ver a hipnose durar se ele pisar na terra descalço /qq)
legal que a serena é tão preocupada com todo mundo que até sente quando alguém tá em risco
"então vou lá sozinha" *charlie pula da cama* ela sabe ser convincente asdhaudahsudhas
nota mental: não visitar lugares historicos de noite. vai que tem uns fantasma amargurado das épocas de guerra, né? /qqq
eta vento forte pra abrir aquelas portas imensas ein >.>
noss véi a hipnose daquela espada realmente é forte demais pro calem não ter acordado aos berros quando pisasse na grama descalço
eitcha, ainda tem um culto todo pro treco?? cada vez aumentando mais o status de poder :v (e me deixando com mais medo tbh)
ai ai, inocente serena, nem todo mundo tem tanta grana quanto sua família que possa se mudar quando bem quiser
toda vez que penso que pokemon é um jogo pra criança fico lembrando sobre certas descrições na pokedex (tipo a do honedge) e né .----.
Quando alguém tenta tocar um Honedge sem sua permissão, o espírito drena totalmente a energia de vida da pessoa > NÉ :'D
GENTE QUANDO O CALEM ACORDAR DESSE TRANSE ELE VAI PASSAR UNS CINCO ANOS SE DESINFETANDO ASDHSADASHDIASHDSAHDUASHD
O ESPÍRITO FALANDO COM ELE OLOCOOOOOO
ignorando o fato que tu é um espírito extremamente bitter e meio aterrorizante, até dá pra se doer com essa história trágica
Sonhos às vezes são bizarros > kkkkkk tu vai ver o ~sonho
ai arceus, ele vai envolver o calem nessa jornada vingativa....... FOGE ENQUANTO É TEMPO, MOLEQUE (na vdd não dá pra fugir né, mas enfim, TENTA /Q)
VÉI A ELITE SOSSSSS JÁ TAMO MARCANDO UNS EMBATES ÉPICOS ASSIM??? AAAAAAAAAAAAAA
*medo de mais um megalomaniaco ascender na familia da aliança apitando*
btw sinto que neal e esse honedge vão se dar bem :v (se não tiver treta pela liderança, mas a ambição deles devem guiar uma boa amizade (ou ao menos parceria))
e a serena com essas "visões"....... só observo
eu disse que ele ia dar um ataque quando se visse descalço ali asdhasudhsaudhsaud
ALGUÉM CHAMA UM HELICOPTERO ASDHASDUASHDUASHDASUDHASU GENTE RICA É UMA COISA A+ NÉ NOM
maravilhoso escolhido, ikr xD
Sobre as descrições da Pokédex::::::::: SIM! Até eu fico com medo, imagina pras crianças :v
DeleteNo caso do Honedge, para montar a história do Pokémon eu aproveitei um pouco do que o próprio jogo fornecia mesmo, por mais creepy que seja HAUEHAUEAH Você falou sobre o Honedge envolver o Calem nessa vingança, e achei interessante: é bem isso. No final das contas fica uma dúvida: será que o Calem o capturou como uma relação treinador/Pokémon ou o Honedge está exatamente onde queria? Na dúvida, consideramos por enquanto uma relação de parceria. HAUEHAUEHAU
~esperando o 17 ;-;~
ReplyDeleteNOCTOWL-KUN! Garoto, sai daqui, devia estar escrevendo, e o 17 tá chegando <3
DeleteFinalmente né sr. Haos ¬,¬ Afinal, o que o senhor tá fazendo comigo, um jogo? Minha mente já passa por hiatus das séries (faz um ano sem Sherlock, que antes do epi de natal tava três anos) ai as fics começam a fazer hiatus tbm
#EuNãoMereço :'( Mas sexta tá vindo <3 Então te perdoarei
HUAHEUAHEUAH Foi mal, galera, por esse (super) hiatus, mas prometo que sexta tem coisa nova! E não é pouca coisa: é o maior capítulo até agora! Aguardo vocês por aqui õ/
DeleteTenho uma curiosidade para compartilhar: este é o terceiro ou quarto capítulo desde que voltei a ler que você começa falando sobre o clima estranho, meio nublado e com ventania. ISSO É TÃO A NOSSA CIDADE, CARA! É tudo tão perpetuamente cinza que somos afetados! haha
ReplyDeleteOlha, eu estava curioso para conferir esse capítulo. Ótima escolha de capa e título, foi uma baita referência à Excalibur e Rei Arthur de um jeito meio cômico e divertido por causa do Calem, mas que ainda carrega todo o peso da responsabilidade de ter um novo integrante poderoso na equipe.
O Honedge é um dos meus Pokémon favoritos da sexta geração, fiquei contente quando soube que o Calem traria um para seu time (alguém precisa colocar ordem na Royal Emperium kkk). O jeito dele de falar vai ser um pouco difícil para você trabalhar, ainda mais com outros Pokémons zoeiros, mas acho que você poderá tirar proveito disso. Sei que vai fazer um bom trabalho! Ainda não fui conferir o Gijinka dele, mas tenho certeza que será um dos mais épicos da guilda. Só de antecipar a batalha final dele na Liga, Aegislash x Aegislash, suponho, já sinto um arrepio na espinha kkkk Siga firme, meu caro, quando você menos esperar vai conseguir chegar lá e dará um baita show! O Grande Honedge terá sua vingança.
Cara, às vezes passava tanto tempo entre a escrita de um capítulo e outro que acho que eu perdi a noção de quantas vezes comecei do mesmo jeito. É uma mania, sempre começo falando do clima, e geralmente ele acaba ficando parecido UAHSDUASHDU É um detalhe que preciso prestar atenção, talvez você ainda esbarre com outros vários capítulos que começam com um típico clima mogiano AUHSDUAHSD
DeletePois é, o Honedge é um Pokémon que eu planejava desde o lançamento (nem sei se você vai lembrar, mas nas notas ainda comentei que conversei contigo sobre muuuito tempo atrás! UAHSDUAHS) Ele foi um dos mais trabalhados em questões de história e tudo mais, e considero um puta acréscimo para o time do Calem. Ele é um dos mais fortes, não só por tudo aquilo que ele representa, mas também por causa do próprio Pokémon. Eu treinei um Aegislash no meu Pokémon X e achei sensacional!!