Capítulo 10
Capítulo 10
Luzes Brilhantes, Cidade Grande
Chegamos tarde em Lumiose, porém a primeira coisa que fizemos foi ir para o Centro Pokémon porque 1) A parte central e norte da cidade tiveram um apagão, ou seja, o símbolo mais icônico da cidade nem dava pra ser visto, a cidade das luzes estava quase sem luzes, 2) o pé da Katheryn ainda estava dolorido e 3) a Serena teve um surto de felicidade, e começou a falar coisas sem sentido, até que desmaiou, então concluímos que o melhor a se fazer era ir para o centro, embora estivéssemos realmente tentados a fazer alguma coisa.
A
cidade era tudo aquilo que eu não imaginava. Jamais pensaria que existisse algo
tão... Extenso. Por mais que um lado meu quisesse ver as coisas ruins, pensei
em tudo aquilo que há de inexplorado. Tantas pessoas andando, tantas vidas no
mesmo lugar, cada qual com seus próprios problemas, seus próprios desejos e…
Droga, sai da minha mente, Serena.
Planejavam alugar um quarto de
hotel, mas fora tão repentino que sequer tiveram chance de procurar outro lugar
que não o Centro Pokémon. Era tarde e estavam todos exaustos, mas não
conseguiram não esboçar expressões de surpresa ao se depararem pela primeira
vez com uma das maiores cidades do mundo Pokémon.
Vários lugares abertos com luzes
brilhantes convidando novos turistas a os adentrarem, pessoas de todos os tipos
transitando pelas ruas, com roupas lindas em estilo Vintage. Cada centímetro do
chão ou das paredes bem-acabado, detalhado. Carros passando — eles mal tinha
visto carros em suas vidas. — Seus olhos não alcançavam onde as ruas cheias de
luz terminavam. Viam apenas linhas finas que ao fundo pareciam formar uma
torre, que deveria ser a tal famosa Prism
Tower, a Torre Prismática.
Por instantes assim permaneceram,
boquiabertos. Até mesmo as estrelas pontilhadas com cuidado no céu azul
meia-noite pareciam se curvar diante do brilho daquela cidade magnífica.
Sentiam todo o romance do ambiente, que parecia ser exalado das pessoas que
caminhavam pelas ruas movimentadas e logo depois desapareciam no brilho dos grandes
edifícios de Lumiose. Todos estavam sem reação.
Todos, menos Charlie.
Após perceberem que o melhor a se
fazer era irem ao Centro Pokémon e aproveitarem apenas nas noites seguintes,
logo foram ao hospital. Conseguiram um quarto no segundo andar e se espremeram
todos no mesmo, encarando pela janela o movimento inquietante da cidade grande.
De lá já conseguiam ver a outra porção da cidade totalmente enegrecida, sem
qualquer resquício de luz, o que a fazia perder a identidade.
Charlie tocou suavemente o rosto
de Serena com as mãos. A pele pálida da garota sequer se moveu com o toque, toda
a exaustão dela a fez realmente cair adormecida. Ele cobriu-a com um edredom
improvisado do Centro Pokémon e pendurou seu chapéu, deixando as madeixas
louras caírem libertas pelo travesseiro.
Aldrick fazia o mesmo com
Katheryn, enquanto Calem permanecia sentado sobre uma cadeira — coberta com um
pedaço de plástico descartável do rolo que carregava consigo, claro. —
encarando as pessoinhas andado de lá.
— Não vai querer a cama para
dormir? — indagou Charlie, sussurrando.
Uma
cama em um hospital público onde todos as pessoas e doentes de Kalos vão, por
ser na cidade mais movimentada do continente, onde quase é possível ouvir o som
da música na qual os germes estão dançando? Que ótima ideia!
— Não, pode ficar. — respondeu
Calem.
Aldrick caminhou ligeiramente até
a janela também, e admirou a vista por alguns segundos, até se pronunciar:
— Tenho de admitir que estou
deslumbrado com essa cidade. Só vimos um pouco dela, mas mesmo assim… Ainda não
acredito. Sempre morei em Santalune, então é difícil crer que há um lugar com
tamanha concentração de gente.
Calem suspirou.
— Devo admitir que sempre
encontro maneiras de criticar as coisas. — falou ele. — Mas ainda estou
procurando os defeitos daqui. O barulho é um tanto irritante, mas sinto que tem
tanto para ver por aqui…
— Não caiam nessa. — disse
Charlie.
Os dois focaram os olhos nele.
— É tudo um golpe de Lumiose.
Cartões postais bonitinhos, fotos da Torre Prismática iluminada, propagandas… O
mundo inteiro baba por Lumiose, em Kalos, mas poucos realmente a conhecem de
perto. Uma coisa é ficar uma semana em um hotel de luxo, outra é morar nas ruas
fedorentas e sujas daqui.
— Não negue que esse lugar é
lindo. — retrucou Calem. — Até eu estou começando a gostar daqui. O cheiro de
café, as pessoas bem-vestidas…
— Por favor, guarde o papo de
turista para depois. — ele fez um movimento com a mão, como se espantasse uma
mosca invisível. — Se em uma semana vocês ainda quiserem ficar aqui, eu tiro o
meu chapéu.
— Você não usa chapéu.
— Touché.
E assim, um a um adormeceram. Mas
a cidade nunca adormecia. Ela sempre estava acordada.

...
Calem acordou com dor nas costas.
Dormir sentado em uma cadeira de Centro Pokémon não era a melhor das idéias, ele
sabia, porém, antes uma dor nas costas que uma doença viral. Charlie lia um
jornal, enquanto Serena penteava seus longos fios dourados no espelho do
banheiro. O rapaz se alongou e ouviu os ossos estralarem, como alguém que
pisoteava uma caixa de cereais. O tempo estava propício para que andassem sem
se preocuparem em suar, o frio de sempre.
— Onde estão o Aldrick e a
Katheryn? — indagou ele.
— Saíram para tomar café. —
Charlie não desviou os olhos do papel.
— O que faremos hoje? — indagou o
jovem logo em seguida, sendo surpreendido por Serena, que saiu saltitando do
banheiro com empolgação.
—
TEMTANTACOISAQUEEUQUEROFAZERAQUIQUEEUNÃOSEIOQUEFAZERPRIMEIRO
QUETALSEAGENTE…
QUETALSEAGENTE…
Charlie segurou-a pelos braços,
antes que começasse a ter um surto novamente:
— Calma, princesa, teremos tempo
para fazer tudo na cidade do pavor.
— Do amor. — corrigiu-o ela.
— Foi o que eu quis dizer.
Calem pegou seus pertences para
tomar um banho, quando avistou um pedaço de papel bem dobrado e arrumado na
mochila. Ele pescou-o e releu, lembrando-se da carta que havia recebido algumas
semanas antes, em Aquacorde, do suposto professor Sycamore. E estava,
finalmente, em Lumiose, ou seja, poderia encontrá-lo.
— Charles. — chamou Calem,
estendendo o papel para Charlie. — Você sabe onde fica o laboratório?
O rapaz correu os olhos pela carta,
e procurou em suas memórias algo que dizia respeito ao suposto Laboratório
Pokémon. Ele estalou os dedos e fitou os olhos castanhos de Calem, com
perspicácia.
— O Boulevard Norte está
bloqueado, assim como a parte central da cidade… — lembrou. — Por sorte, o
Laboratório fica no Boulevard Sul, o que significa que podemos achá-lo.
Windsor acenou para ele com a
cabeça, como se insinuasse que fez um bom trabalho. Mas antes que pudesse dizer
qualquer elogio, Charlie prosseguiu:
— Talvez você precise da carta…
— Devolva.
— Desculpe.
...
Após abrirem as portas do Centro
Pokémon, correram os olhos pela enorme rua em que se encontravam. Tinham que
admitir que as ruas eram muito mais bonitas de noite, porém, sua atenção se
voltava para cada canto visível. Os carros passando, as pessoas andando
apressadas naquela manhã de quinta-feira, os altdoirs animados exibindo imagens
dinâmicas constantemente, e o tráfico de um curioso Pokémon que até então nunca
tinham visto.
Charlie bocejou.
— Vamos logo?
Os primos assentiram e apenas
seguiram o rapaz, que parecia reconhecer o trajeto de cabeça — algo
considerável, visto o tamanho da cidade. Serena estava radiante, sem saber para
onde olhar. De dentro de um quarto isolado em sua mansão, para um mundo novo
inteiro que não conhecia, e este também não a conhecia.
Charlie tinha que alertá-los
constantemente para tomarem cuidado para não serem atropelados: seja por
carros, pessoas ou Pokémons. As casinhas todas tinham um estilo diferente, embora
um pouco semelhantes às demais de Kalos: Tinham um certo ar antigo, seja em sua
construção cuidadosa ou na decoração interior e exterior nos mínimos detalhes,
com flores características.
Assim que chegaram no local
determinado, o encararam com mais calma. Uma construção grande, de três ou mais
andares, com grandes janelas de vidro elaboradas com cuidado. Árvores nascendo
ao redor, uma cerca dourada com pilastras de mármore rondando o ambiente para
demarcá-lo, com grandes Pokébolas feitas de pedra bem trabalhada. Pelo menos
por fora aparentava ser um lugar contemporâneo.
Ao entrarem, viram um piso de
mármore claro, com paredes azul-celeste. Pilastras mantinham o andar de cima
seguro. Um balcão no canto esquerdo do estabelecimento com uma secretária fazendo
anotações calmamente. Quadros de Pokémons espalhados pelas paredes. Estaria
vazio, se não fosse pela secretária e por um estranho sentado numa cadeira,
lendo um jornal tão grande que cobria todo o seu busto.
Calem aproximou-se da senhora com
a carta em mãos. Ela levantou o olhar para o rapaz de cabelos castanhos,
soltando um “Pois não?” bem desanimado. Ele simplesmente mostrou-lhe a carta
assinada para que ela pressionasse um botão e avisasse que estariam subindo até
sua sala. A mulher indicou o caminho para o elevador.
Entraram no cubículo e ficaram se
encarando, procurando o que fazer.
— Acho que a gente tem que
apertar o botão com um “três”. — comentou Calem. — Já que é o terceiro andar.
Charlie revirou o olhar.
— Então aperte.
— Eu não, todo mundo deve apertar
esse negócio com os dedos sujos.
— Posso apertar? — pediu Serena,
recebendo um aceno positivo.
Os três se assustaram quando
sentiram a “caixa” em que se encontravam se mexer. Entraram em um momento de
pânico coletivo pelos trinta segundos até o elevador parar e as portas se
abrirem. Saíram tentando manter a compostura, e se depararam com uma sala muito
bonita.
Bem extensa, com o piso de
mármore na maior parte coberto por um carpete rubro e as paredes azuis com
quadros e certificados enquadrados pregados. Mesas com laptops ligados
funcionando, mas ninguém utilizando. Estantes repletas de livros, os quais
dando uma ligeira olhada, revelaram ser todos a respeito de Pokémons.
— Como você acha que é o
professor? — indagou Serena.
— São sempre uns velhotes. —
respondeu Charlie com tranquilidade.
Alguém, de repente, apareceu. Mas
não era um velhote.
Um homem alto, de cerca de trinta
e cinco anos. Olhos amendoados castanhos, barba rala que destacava seu sorriso.
Cabelos castanhos compridos que mais pareciam não estar penteados — mas não
significava que estava feio. — que caíam em tufos um pouco ondulados pela face.
Ombros largos e um porte atlético, com um jaleco branco longo com um crachá
escrito “Professor Sycamore”. Serena soltou um suspiro involuntário, o que em
partes desagradou os dois rapazes.
— Bounjour, posso ajudá-los? — ele perguntou, com uma voz grave e
rouca, e um sotaque sedutor.
Calem esticou a carta.
— Acho que posso fazer-lhe a
mesma pergunta.
O professor pegou o bilhete e
instantaneamente o reconheceu, soltando uma gargalhada descontraída.
— S’il vous plaît, me acompanhem. — fez um sinal com a mão.
Em uma divisão ao lado da sala,
estava uma escrivaninha de madeira escura, bem organizada, e uma cadeira grande
confortável. Sycamore sentou-se nela e virou-se de costas para o trio, e de
frente para uma enorme janela que permitia a visão de todo o movimento da
cidade. Ele encarou as pessoinhas andando pelas ruas de Lumiose por alguns
instantes, e só então se virou para conversar com eles.
— Então creio que você o “Calem”
a quem me refiro. — ele sorriu e olhou para a loura. — E você deve ser a
Serena.
Ela assentiu, com uma risadinha.
— Pardon, mas acho que não ouvi a seu respeito. — disse ele para
Charlie. — Porém, você me parece familiar. Já nos vimos antes?
Charlie meio que concordou com a
cabeça.
— Já morei por muito tempo em
Lumiose, e várias vezes. Com certeza você já me viu. — ele respondeu. — Mas se
disser que me viu roubando qualquer coisa, vou desmentir.
Sycamore riu discretamente,
fingindo ter entendido a piada. Ele jogou o peso para trás e apoiou uma perna
sobre a outra, enquanto fazia uma pirâmide com os dedos, analisando Calem.
— Pois bem, temos assuntos a
tratar, enfant. — disse, correndo os
olhos por seus quadros. — Sendo direto, estou há algum tempo procurando por um
assistente em meus projetos…
Ele fez uma pausa, já deixando
subentendido o que prosseguiria dizendo.
— Vi nas notícias que vocês, os
descendentes dos Windsor, estavam deixando sua casa para uma “pequena
aventura”. Devo admitir que fiquei intrigado. — sorriu. — Telefonei para sua
mansão por alguns dias para tentar saber um pouco sobre vocês, e descobri que
você, jovem Calem, é um rapaz muito promissor.
— Eu sou? — ele indagou em
seguida.
— Excessivamente estudioso, e com
rápido aprendizado. Além disso, deixou o conforto de sua mansão para conhecer o
mundo e os Pokémons! É exatamente tudo o que estou procurando! — Sycamore
contou empolgado.
Calem olhou para sua prima, que
estava um pouco cabisbaixa, e ele sabia porque. Assim, decidiu esclarecer
aquilo.
— Na realidade, senhor, creio que
está buscando aquilo que Serena tem. Só saí de casa por causa dela, e sequer
tive vontade de fazê-lo. E aposto que ela será melhor em qualquer coisa que
precise fazer. Seja lá o que você faça.
Sycamore sorriu.
— É verdade, mlle? — ele deu uma piscadinha para ela, o que a fez corar. — Seja
lá qual dos dois tenha decidido ou deixado de decidir qualquer coisa, vocês são
alguns dos poucos jovens que realmente estão saindo por aí com o objetivo de
conhecer o mundo e os Pokémons.
— É exatamente o que eu quero! —
concordou Serena.
— Pois bem, creio
que seria uma grande falta de bom senso de minha parte querer aprisioná-los
dentro de meu laboratório, portanto. — ele depositou uma das mãos no queixo,
refletindo. — Sendo assim, imagino que
vocês poderão me auxiliar com outros
projetos.
Ele fez um sinal
para que aguardassem ali, e deixou a sala pelo elevador, indo buscar alguma
coisa.
...
— Kath, esses
croissants são caros! Vai com calma, por favor! — exclamava Aldrick,
exasperado.
Enquanto isso, Katheryn devorava o café da
manhã em um dos vários cafés de Lumiose. O local tinha um cheiro agradável no
ar, dos grãos moídos na hora, e dos pães fresquinhos que eram feitos e
vendidos. Infelizmente, nada era barato.
— Chega, vamos embora.
Assim que a garota terminou de
comer, saiu, irritada. O louro viu parte de seu dinheiro se esvair naquela
saidinha, o que o fez pensar que não devia tê-la convidado para o café.
Katheryn lambia os dedos engordurados para aproveitar os restolhos do sabor dos
croissants em sua pele.
Eles cruzaram algumas lojas na
Vernal Avenue, procurando algo para fazer. A menina aproveitava para ver as
roupas e adornos, afinal, tudo era muito refinado em Lumiose, uma das capitais
da moda de todo o mundo. Moda para humanos, moda para Pokémons, moda para
Pokébolas. Conseguiram ver a Torre Prismática, porém, estava sendo consertada,
e as obras não permitiam vê-la de muito perto. Porém, precisavam elevar suas
cabeças para conseguirem ver seu topo.
Viraram para a esquerda em
determinado ponto e chegaram no Bleu Plaza, onde um monumento em tons
azul-acinzentados se estendia — um monumento de cerca de oito metros. — em
direção ao céu. Era alto, sim, mas nem se comparava com a majestosa Torre
Prismática. De lá, viam os fundos de casarões antigos e outros
estabelecimentos, feitas com tijolos beges e janelas grandes. Pessoas
aproveitavam o dia no lugar, conversavam, ou arrumavam outras formas de se
divertir.
Os dois sentiram alguém
cutucar-lhes o ombro, e se depararam com um homem baixinho, menor que os dois,
de cabelos grisalhos e olhar suspeito. O homenzinho ficou os encarando
incomodamente.
— Hã… Podemos ajudar? — perguntou
Aldrick.
O homem olhou para os lados antes
de responder.
— Estão a fim de comprar alguma
coisa? — ele perguntou, baixinho.
— O quê? — indagou Katheryn. — Tá
pensando o quê, a gente não usa essas coisas, é errado e…
— Não, não, não é isso. — o homem
fez um “shh” com o indicador enquanto falava. — Pokémons. Eu vendo Pokémons.
— Isso é lícito? — perguntou
Aldrick desconfiado.
O homem assentiu sem convencer
muito.
— Vocês podem ter um dos mais
poderosos Pokémons de todos, por apenas quinhentos Pokédolares!
O louro quase engasgou.
— O quê? Tudo isso? É um roubo! —
ele respondeu, segurando no braço de Katheryn. — Vamos embora, Kath.
A garota permaneceu parada:
— Eu vou levar. — ela respondeu,
fazendo seu companheiro estranhar completamente e entrar em desespero. — Você
passa cartão de crédito?
O homem suspeito concordou,
puxando de uma mochila uma máquina de cartão de crédito. Aldrick não parecia
compreender:
— Desde quando você tem cartão de
crédito?
— Desde que eu peguei do Calem. —
ela respondeu.
— E como você pegou do Calem?
— O Charlie pegou e deu pra mim.
— E como o Charlie… — ele
interrompeu sua pergunta ao perceber que soaria bem estúpida. — Esquece… Mas,
de qualquer forma, isso é roubo.
— Não é roubo, é pegar emprestado. — ela respondeu,
convencida. — E considero essa compra como um investimento do Calem em minha pessoa.
O homenzinho apenas sorria, vendo
que sua venda funcionara bem. Aldrick ainda não estava de acordo, mas esperaria
para ver como as coisas iriam se desenrolar. Enquanto isso, Katheryn pegou a
Pokébola que o homem lhe deu e pareceu bem contente. Bastou um instante que
desviassem o olhar, o senhor desapareceu completamente de vista — e
dificilmente o encontrariam novamente naquela metrópole, ou seja, não havia
devoluções.
— Isso não está me cheirando bem…
— comentou o louro.
— Ai, para de reclamar. —
retorquiu a menina. — Vamos logo ver do que esse tal Pokémon é capaz!
...
Sycamore trazia consigo uma caixa
com alguns pertences. Ele retirou algo que instantaneamente chamou a atenção do
trio. Um pequeno quadrado vermelho e preto, com vidro em seu centro. Após
pressionar determinado botão, as partes vermelhas se afastaram, revelando que o
pedaço de vidro era maior, e foi quando algumas imagens começaram a aparecer.
— Isso é uma Pokédex. — disse o
professor. — Normalmente os professores dão-nas para novos treinadores, porém,
estive avançando meus estudos para desenvolver esse modelo mais… Bonito.
O trio encarou-a como crianças
olhando para um brinquedo novo.
— Porém, não há dados suficientes
para completá-la, preciso que alguém colete os dados de tais Pokémons. Como nos
velhos tempos. — ele sorriu, embora eles não tenham captado a brincadeira.
— E por que você não faz isso? —
indagou Charlie.
— Não posso simplesmente colocar
Pokémons no meu laboratório e olhá-los. Preciso de dados do comportamento e
hábitos deles em seu habitat natural. E não posso deixar minhas pesquisas,
principalmente agora. — explicou.
O professor colocou o objeto na
mão de Calem.
— Você poderia fazê-lo por mim? —
pediu.
Calem olhou para a Pokédex, e em
seguida para os olhos brilhantes de sua prima. Embora fosse uma função definida
a ele, não poderia aceitar, por seus motivos.
— É quase uma honra. — ele
afastou o objeto. — Mas não acho que sou a pessoa certa a desempenhar esta
tarefa. Minha prima é muito mais apta que eu. E, aliás, tenho tentado focar nas
técnicas de treinadores, apenas.
Sycamore fez um sinal de
desculpas e colocou o aparelho nas mãos da menina, que ficou o fitando,
empolgada.
— Além disso, eu não poderia me
dar muito bem com esta tarefa. — complementou.
O professor o olhou nos olhos.
— Por quê?
— O Calem tem Pokéfobia. —
prontificou-se Serena.
Sycamore soltou algumas risadas,
aguardando ser uma piada, porém percebeu as expressões sérias esboçadas nos
rostos dos jovens, e parou de rir.
— Isso existe? — perguntou ele
Os dois olharam para Calem, que
concordou com a cabeça, embora mantivesse o olhar baixo. O professor deu alguns
passos pela sala, de forma que o som de seu sapato batendo no tapete fosse o
único som, com exceção dos barulhos do andar de baixo.
— Medo de Pokémons? Não achei que
veria alguém com isso, em toda a minha vida. — o pesquisador coçou o queixo por
alguns instantes, refletindo. — E você disse que pretende ser um treinador.
— Eu já ganhei até uma insígnia. —
ele mostrou uma caixinha com o símbolo do ginásio de Santalune.
O professor não evitou uma risada
discreta. A situação era até mesmo cômica.
— Certo, então você é um
promissor treinador com medo de seus próprios Pokémons. — ele concluiu,
tentando manter a seriedade. — Eu poderia ver seu Pokémon?
Calem puxou a Pokébola de
Larvitar e a fez lançar a criatura de pedra, que quase afundou o chão com seu
peso, ao mesmo tempo que Calem deu alguns passos para trás. Sycamore se
aproximou do Pokémon cautelosamente, o encarando bem de perto, nos olhos. Ficou
instantes analisando em silêncio, até que se levantou com um estalo nos dedos.
— Seu Larvitar tem um olhar de
impor respeito, algo bem típico de sua espécie, e talvez até um mais um pouco.
— “Mas”… — adiantou Charlie.
— Mas ao mesmo tempo são olhos
tão tristes. Olhos solitários. É como encarar uma tempestade que nunca termina.
— ele comparou.
Calem retornou seu Pokémon para a
esfera, e permaneceu cabisbaixo. Charlie e Serena se entreolharam, sem muito o
que dizer. Sabiam que o rapaz queria progredir, mas não sabiam como ajudar —
principalmente levando em conta que seu próprio Pokémon não ajudava.
— Pois bem, primeiro você deve
criar maior aproximação com os Pokémons. — disse o professor. — E apenas então
terá que buscar seu respeito, je crois.
— E como farei isso? — perguntou
Calem.
— Eu adoraria saber a resposta. —
Sycamore falou, e voltou para sua cadeira, jogando os braços para o alto. — Mas
deixemos isso por enquanto. Sei que Serena conseguirá me auxiliar com o projeto
a que me refiro, e talvez auxiliá-lo com sua fobia.
Ele assentiu.
— Só uma coisa. — interveio
Charlie. — Você falou alguma coisa sobre “outros projetos”. Não acho que estava
se referindo apenas às Pokédex.
O professor sorriu.
— Drolê, vocês não deixam passar nada, não é? — ele fez uma pirâmide
com os dedos novamente. — Infelizmente o outro assunto que eu teria a dizer
deve ser omitido, pelo menos por enquanto. Tenho pesquisado junto de um colega
a respeito de algo confidencial, e mesmo após sua descoberta, deveria ser
mantido em segredo.
— Por quê? — perguntou Serena.
— Ora, porque poderia causar a
destruição de Kalos se caíssem em mãos erradas. — disse o professor com
simplicidade.
Os três o fitaram com surpresa
nos rostos, mas Sycamore apenas se levantou e foi até o elevador. Fez um sinal,
dando a entender que a visita pelo Laboratório Pokémon havia terminado, então
os jovens apenas foram até a porta.
— Adorarei ter visitas de vocês
enquanto estiverem na cidade. — disse. — Por quanto tempo pretendem ficar aqui?
— Apenas até eu conseguir, talvez,
pouco possivelmente, mais uma insígnia.
Sycamore fez uma expressão de
compaixão.
— Pardon, jovem Calem, mas com o blecaute, o ginásio ficou sem
iluminação, e portanto demorará algumas semanas até ser consertado.
Charlie depositou a mão em seu ombro.
— Pensaremos em outra coisa. —
falou.
Sycamore deu alguns passos até a
porta, animado.
— Ah, Lumiose é fantastique! Não tenho dúvidas que
encontrarão diversos afazeres por aqui. — ele sorriu. — E Serena, não se
esqueça de voltar logo aqui para eu dar-lhe as instruções da Pokédex, droit? — e deu outra piscadinha que a
fez corar.
O trio se despediu ligeiramente e
saiu pelas ruas de Lumiose, indo de volta ao Centro Pokémon. Enquanto isso, um
homem dentro do Laboratório colocou seu jornal de lado, revelando uma cabeleira
ruiva, do mesmo tom que sua barba, e suas vestes elegantes.
— Quem são? — perguntou,
dirigindo-se ao lado de Sycamore.
— Jovens promissores. — respondeu
o professor, mantendo o olhar nos rapazes se distanciando. — Lhe interessou?
Ambos ficaram em silêncio, até
que veio a resposta:
— Aquela garota… Ela parece
intrigante. — falou.
— Sem dúvidas Serena é. — disse
Sycamore, depositando as mãos no bolso de seu jaleco. — Acho que eles comprovam
que a humanidade possui salvação. — concluiu o professor, só então olhando para
o homem ao seu lado.
— Acho que esta resposta não está
ao nosso alcance no momento. — respondeu-o.
O professor deu uma risada, se
voltando para o elevador.
— Sempre cabeça dura, não é, Lysandre? — brincou ele. — Venir bientôt, temos pesquisas a fazer.
...
Finalmente o grupo teve a
oportunidade de andar pelas ruas de Lumiose de noite. E, de fato, era muito
mais bonito. Apesar de ainda ser bem movimentado, o período da noite parecia
até mesmo… Romântico. Como se houvesse algo mais no ar, além do aroma de café.
Algo na essência daquela cidade que deixava as pessoas mais apaixonantes e
apaixonadas.
— Estou falando com uma legítima
pesquisadora, agora? — perguntou Charlie indo para o lado de Serena.
A loura deu uma risadinha.
— Eu já disse que não farei nada
específico, isso é apenas uma das várias coisas que quero fazer. E fico tão
feliz em ser parte de algo importante! — contou, empolgada.
— De fato, auxiliar o professor
representante do continente é algo para poucos. — concordou ele. — E então, o
que está achando de Lumiose? Continua gostando? — perguntou.
— Claro, olha que maravilhoso,
Charlie! Olha pra essas pessoas nas luzes da cidade, pra beleza de cada rua…
Isso é muito maior do que qualquer lugar que eu poderia imaginar estar algum
dia! — disse, com os olhos brilhando. —
Eu ainda me pergunto o porquê de você não conseguir se empolgar tanto assim.
Charlie deixou um pequeno sorriso
escapar pelos cantos de sua boca, com um olhar de compaixão.
— Eu estava errado, é mesmo
lindo. — disse, por fim, recebendo um abraço da garota.
Charles,
você pode enganar minha prima ingênua, mas não vai me enganar. O que tem de tão
podre nessa cidade, capaz de fazer até mesmo você revirar os olhos? O que é? O
que é?
— Calem? — indagou Katheryn. —
Tenho algo a lhe dizer.
— Kath. — repreendeu Aldrick,
sussurrando. — O que você pensa que está fazendo?
— Eu vou dá-lo pra ele, ué. — ela
cochichou de volta. — É a melhor ideia, até porque o dinheiro é dele.
— Não pense que me engana. Eu sei
que você só quer se livrar porque não gostou.
— Engano seu.
Aldrick pediu paciência para os
céus, enquanto Katheryn voltou a abordar o outro amigo:
— Então, hoje vimos uma promoção
super-ultra-uber legal, e compramos um presente pra você! — disse, mostrando a
Pokébola. — Um dos Pokémons mais poderosos de todos!
— Mesmo? — perguntou o rapaz, sem
relutância. — E o que isso vai fazer nas minhas mãos?
Ela deu de ombros.
— Sei que mesmo mijando nas
calças cada vez que vê um Pokémon você irá ser um bom treinador pra ele. —
respondeu.
Hã?
Sentido?
— Pois vamos ver o que é.
Aldrick e Katheryn entraram em
desespero.
— Não, não, melhor não! Não na
rua, não é? Não vai querer que ele destrua tudo, certo? — diziam os dois,
alternando entre si.
— Não tenho nada a ver com a vida
dessa gente. — respondeu ele, parando em um canto, próximo a uma loja fechada.
Ele atirou a Pokébola e saiu
correndo, já se prevenindo. Um conjunto de luzes brancas saiu da esfera
bicolor, mas ninguém se abalou ao redor, como se apenas aquele pequeno feixe de
luzes não fosse mais forte que os outros tantos da cidade para atrair sua
atenção. Aos poucos foram se materializando em uma criatura, que assumia a
forma horrenda e perturbadora, além de poderosa de um……
Peixe.
— Mas é um… É um…
— Um Magikarp. — disse Aldrick. —
Perdão, Calem, o que aconteceu foi que…
— EU GANHEI UM PEIXE, E ELE
PARECE LEGAL! SERENA, VEM VER MEU PEIXE! TENHO ATÉ VONTADE DE ENCOSTAR NELE E…
Não, não chega a esse ponto, mas é bem mais simpático que esse Larvitar
birrento. SERENA, OLHA MEU PEIXE!
Os dois ficaram encarando a cena,
completamente abismados, enquanto Calem sapateava no mesmo lugar de animação —
a cerca de dez metros do pobre Magikarp, que se debatia, precisando de água. — enquanto
Serena também parecia empolgada por ser um novo Pokémon que ela conhecia.
Charlie lançou um olhar repreendendo Aldrick e Katheryn, mas nada fez. Deixou a
dupla de primos curtirem seu mais novo peixe, enquanto apenas observavam as
pessoas irem e virem nas ruas iluminadas de Lumiose
.

Pokémon Omega Ruby & Alpha Sapphire
Como Hoenn está desativada por enquanto, vim fazer cobertura desta notícia.
Vi que muita gente aguardava, e finalmente podemos esperar pelos remakes de Hoenn! Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire. Marcado para Novembro de 2014, já temos as capas dos novos jogos e um mini-trailer mostrando-as, apenas. Agora é só esperar as notícias irem chovendo aos poucos, desde scans, vídeos, e tudo mais. Não ficarei encarregado por isso, mas pelo menos tive que compartilhar minha ansiedade ao dizer que Hoenn volta. E provavelmente com a onda das Mega Evoluções (vide as capas).
Não tenho palavras pra dizer como isso me deu uma sensação de nostalgia. Poxa, um ano atrás éramos nós loucos atrás de notícias, ansiosos cada vez mais com cada segundo de cada trailer de Pokémon X & Y. Pela primeira vez uma aventura de Pokémon pisaria no 3DS, com gráficos renovados, novos sistemas, novos tipos... Que saudade. Vou ficar lendo as notícias antigas pra relembrar ~rsrs. Pois é, gente! Hora de ir guardando dinheiro de novo.
O quão ansioso você está agora?
Bem-vindo à família, Ransei!

Estamos voltando a aumentar a Aliança. Se antes Sinnoh começou com um novo template e Kalos aderiu, agora há coisas ainda mais novas: Uma nova região da Aliança, um novo blog, uma nova escritora e novos temas!
Ransei é a região onde se passa o jogo Pokémon Conquest. Havia planos antigos de incluir a região na Aliança, mas acabamos abandonando-os por um tempo. Foi então que surgiu a ideia do estagiário em Sinnoh, com um concurso bem original para eleger um contribuidor para o maior blog da Aliança. Até onde sei, estava cheio de gente capaz, mas apenas alguém poderia ocupar a vaga. Lembro de ter dado uma olhada na ficha da Lux em determinado ponto, e soube que o Canas fez a escolha certa. A criatividade, misturada com singeleza e organização.
Infelizmente demorou um pouquinho, mas as ideias foram se desenvolvendo até escolhermos por abrir um blog próprio para Ransei. Porém, com a mudança prevista, Ransei tardou um pouco a surgir. Por sorte, finalmente o blog está sendo inaugurado, junto com nossa nova companheira, a Lux, que agora está não como estagiária, mas sim como responsável pelo próprio blog.
Ainda não tive a oportunidade de conhecê-la direito, Lux, mas pode contar comigo para apoiá-la no que precisar. Kalos estará aqui, junto de Sinnoh para contribuir com o que for necessário. Portanto, seja bem-vinda!
Por que não dão uma olhada no novo blog, para dar as boas-vindas oficiais para nossa nova companheira?
AVENTURAS EM KALOS

Bonjour et bienvenue à Kalos!
[Olá, e bem-vindo(a) a Kalos!]
Serena esteve sua vida inteira aprisionada dentro da mansão de seus familiares, e quer sentir o gosto da liberdade pela primeira vez. Conforme em um acordo com seu pai, aos quinze anos, ela sai em uma jornada buscando encontrar a si mesma e aproveitar cada detalhe que o vasto mundo tem a oferecer. Entretanto, está prestes a descobrir que Kalos esconde desde as maravilhas mais fantásticas até os segredos mais nefastos.
Calem, seu primo, nunca quis sair de sua casa para uma jornada, mas acaba cedendo para que Serena possa realizar seus sonhos sob sua proteção. Disposto a aceitar o desafio de tornar-se um treinador, Calem terá que enfrentar seu maior inimigo: seus próprios medos e angústias, principalmente quando sua capacidade de proteger Serena for colocada à prova.
Charlie não teve uma vida privilegiada como Calem e Serena, mas nem por isso se abateu. Na companhia dos novos amigos ele passa observar o mundo de outro ângulo. Entretanto, não se pode negar o passado para viver o futuro, e no caso de Charlie, o passado está vivo e o atormentando constantemente.
Afinal, a vida é feita de pares e de opostos, como a vida e a morte, o sonho e a realidade. Enquanto escolhemos um lado para acreditar, não podemos negar o outro. O que deveria ser simplesmente uma jornada atrás de realização de desejos se torna uma lição de vida inesquecível.
Onde estou?
Esta é a Aliança Aventuras, um conjunto de blogs de variados assuntos. Este sote e, que você se encontra agora é Kalos, um dos integrantes da Aliança, um blog integrante da Aliança Aventuras. Cada blog fala de assuntos específicos, e dá continuidade a um conjunto de fanfictions interligadas. Aqui, em Kalos, encontrarão o melhor de Pop Music, como nossa representante, Katy Perry, séries, curiosidades, livros, e a própria história Aventuras em Kalos!
O que é a Aliança Aventuras?
Este blog é parte integrante da Aliança Aventuras, um projeto que reúne vários autores diferentes, cada qual com sua devida região e função, onde podem falar sobre temas e assuntos à sua própria maneira. Você pode acessar cada um dos blogs integrantes clicando nos slides principais. Procure pelo assunto que mais lhe agradar, identificando-se com o estilo, linguagem e a proposta de cada autor.
Nossa Proposta
Este projeto é realizado por amigos que se conheceram na internet e começaram escrevendo fanfictions sobre Pokémon. Hoje, cada um continua seguindo seu caminho, e mesmo que a proposta de escrever fanfics não seja mais o foco principal, é uma maneira de manter contato com todos e ainda aprender algo a mais. A Aliança é como um condomínio onde você pode visitar cada casa, de repente ela se torna a sua favorita por ter exatamente o seu estilo, de modo a manter-se sempre atualizado do que quer que se tenha a oferecer. Nossa proposta é manter esta equipe unida mesmo depois de tanto tempo, elaborar projetos e interligações entre os membros, e inclusive manter contato com os leitores que criamos um vínculo especial nos longos anos deste projeto.
Tenho certeza que você também encontrará um lugar só seu em nossa Aliança! Viaje por todas as páginas, e boa aventura.
Origem
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| Selo criado por Little Celeby, para os primeiros blogs da Aliança. |
2011, As Fanfics de Pokémon em Blogs

Sendo um membro da extinta Pokémon Darkay, Little Celeby foi convidado a tornar-se escritor do site, onde começou seu projeto com o Aventuras em Johto em um blog paralelo e sem grandes anseios. Celeby também era escritor do Nyah!, onde já possuía muitos fãs e admiradores. Foi lá onde recrutou três membros que viriam a compôr sua equipe no início tão incerto e cheio de dúvidas que a Aliança Aventuras viria a trilhar. As regiões da equipe foram surgindo aos poucos, começando por Johto, Hoenn, Kanto e Sinnoh em sua estréia.
A ideia de ter um blog para falar essencialmente sobre fics de Pokémon dava uma incrível versatilidade aos escritores, de modo que pudessem postar histórias especiais e paralelas ao enredo principal, episódios para download, notícias e fichas de personagens. O menu lateral tornou-se referência, e em pouco tempo muitos visitantes ficaram maravilhados com as aventuras dos treinadores que conheciam tão bem através dos Games e do Anime da série Pokémon, mas ao mesmo tempo tivemos a oportunidade de conhecê-los de novo com atitudes tão naturais e humanas, característica de cada membro que era refletida em seus personagens.
2011 foi marcado pelo crescimento contínuo da ideia de criar blogs voltados especialmente para fanfics de Pokémon, uma ideia que foi levada adiante e aperfeiçoada a cada iniciativa.
2012, Fama e Ascensão
Em 2012 a Aliança enfrentou seus melhores anos com criações de projetos incríveis com tantas novidades no mundo Pokémon. Assim como novos autores, blogs e regiões, também surgiram os Gijinkas Pokémon, obra de Canas Ominous que se tornaram um registro da equipe. A frequência das postagens semanais, as ideias inovadoras e a colaboração dos membro fazia com que todos se interessassem cada vez mais por este projeto que só tendia a crescer.
Com a ascensão e a popularização de fics de Pokémon entre os blogs da área, a Aliança Aventuras foi um exemplo de insistência e qualidade para os leitores. Mais tarde a Aliança contou com a inserção de Unova após a chegada da 5° Geração, e também recebeu novos componentes como as Ilhas Laranja, Almia e Oblivia. A abertura de um concurso para novos membros marcou uma nova fase para a equipe que crescia cada vez mais, mas também trouxe a saída de Little Celeby. Uma Nova Johto foi inaugurada, e toda a equipe estava disposta a dar o seu melhor para continuar vendo o projeto crescer.
Com a ascensão e a popularização de fics de Pokémon entre os blogs da área, a Aliança Aventuras foi um exemplo de insistência e qualidade para os leitores. Mais tarde a Aliança contou com a inserção de Unova após a chegada da 5° Geração, e também recebeu novos componentes como as Ilhas Laranja, Almia e Oblivia. A abertura de um concurso para novos membros marcou uma nova fase para a equipe que crescia cada vez mais, mas também trouxe a saída de Little Celeby. Uma Nova Johto foi inaugurada, e toda a equipe estava disposta a dar o seu melhor para continuar vendo o projeto crescer.
2013 começou como um ano promissor com o anúncio da 6° Geração e, consequentemente, a chegada de Kalos como região principal e centro das atenções.
O ano que começou tão bem começou a sofrer um deslize perto de seu fim O fechamento de Unova acarretou na desistência das Ilhas Laranja e de Kanto, além da completa desestabilização de toda a equipe que remanesceu. Houveram indícios também de que Ransei seria criada, mas a região não chegou a ser lançada e ficou somente nos planos, pelo menos até então. Todos os membros continuaram seguindo com suas histórias até que a ausência da antiga colaboração que existia começou a prejudicar a Aliança como um todo. O tempo e a disponibilidade começava a afetar o andamento das histórias que cada vez mais foram comprometidas.
Passando por sua fase de criação em 2011 e o ápice em 2012, o ano de 2013 foi marcado por uma ligeira queda que só tendeu a despencar. A Aliança enfrentou seus piores anos com problemas internos, desistências e a saída de membros mais antigos.
O ano que começou tão bem começou a sofrer um deslize perto de seu fim O fechamento de Unova acarretou na desistência das Ilhas Laranja e de Kanto, além da completa desestabilização de toda a equipe que remanesceu. Houveram indícios também de que Ransei seria criada, mas a região não chegou a ser lançada e ficou somente nos planos, pelo menos até então. Todos os membros continuaram seguindo com suas histórias até que a ausência da antiga colaboração que existia começou a prejudicar a Aliança como um todo. O tempo e a disponibilidade começava a afetar o andamento das histórias que cada vez mais foram comprometidas.
Passando por sua fase de criação em 2011 e o ápice em 2012, o ano de 2013 foi marcado por uma ligeira queda que só tendeu a despencar. A Aliança enfrentou seus piores anos com problemas internos, desistências e a saída de membros mais antigos.
2014, Nova Fase e Novos Temas
Em Abril de 2014, a Aliança Aventuras enfrentou uma reforma completa em sua mecânica de postagens, colocando as fanfics de Pokémon em segundo plano e dando espaço para novas postagens, novos assuntos e novos visitantes. Um pedaço da essência permaneceu, mas a verdadeira função da Aliança Aventuras sempre foi manter unidos os leitores e escritores que, tendo algo em comum, desenvolveram uma intensa amizade.
Mesmo com tantas diferenças e desavenças, enfrentando tempos maravilhosos tais como os piores possíveis, a Aliança é um símbolo de comunhão e carinho por parte daqueles que fizeram parte dela, seja como leitor, escritor, um comentarista frequente ou invisível, um visitante momentâneo ou de tempos imemoriais. Muito ainda está por vir, e vamos trabalhar juntos para que a Aliança Aventuras continue crescendo e melhorando cada vez mais para os leitores.
Template dos Blogs
A Aliança sempre possuiu um padrão de template para seus blogs, de modo a facilitar a identificação das respectivas regiões. Cada membro possui a sua cor e seu estilo, assim como a própria linguagem na escrita. Abaixo você confere todas as regiões, conforme o nosso segundo padrão de template, utilizado de Abril de 2012 à Abril 2014.
Mesmo com tantas diferenças e desavenças, enfrentando tempos maravilhosos tais como os piores possíveis, a Aliança é um símbolo de comunhão e carinho por parte daqueles que fizeram parte dela, seja como leitor, escritor, um comentarista frequente ou invisível, um visitante momentâneo ou de tempos imemoriais. Muito ainda está por vir, e vamos trabalhar juntos para que a Aliança Aventuras continue crescendo e melhorando cada vez mais para os leitores.
Template dos Blogs
A Aliança sempre possuiu um padrão de template para seus blogs, de modo a facilitar a identificação das respectivas regiões. Cada membro possui a sua cor e seu estilo, assim como a própria linguagem na escrita. Abaixo você confere todas as regiões, conforme o nosso segundo padrão de template, utilizado de Abril de 2012 à Abril 2014.
Membros Antigos
Com um total de 10 regiões, dentre as quais diversos autores entraram e saíram, a Aliança deu continuidade ao ciclo de sua existência. Abaixo você confere a nossa lista de companheiros que de alguma maneira colaboraram para o nosso crescimento, mas não encontram-se mais em nossa equipe.
- Little Celeby (fundador da Aliança Aventuras, autor da primeira Johto e membro até Julho de 2012);
- Lino New (autor da primeira Hoenn, da segunda Kanto, e membro até Dezembro de 2011);
- Shiny Suicune (autor da primeira Unova, e membro até Novembro de 2013);
- Thiago Rosendo (autor da extinta Almia e Ilhas Laranja, e membro até Dezembro de 2013);
- Lord Meganium (autor da terceira Kanto);
- Aipom de Coroa (autor da quarta Kanto, e membro até Janeiro de 2014).
Equipe da Aliança Aventuras

Para um projeto com tantas histórias é necessário uma equipe grande. Abaixo você confere um breve resumo dos nossos membros atuais e as vagas que eles ocupam nas regiões que estão sendo escritas.
• JanjoVS - Kanto

Nasceu em 1997, 2 dias antes do primeiro aniversário da franquia de jogos que mais iria jogar na sua vida, e se orgulha de falar isso, mesmo que não signifique nada. Seu primeiro jogo foi uma cópia de Pokémon Gold em japonês que o moleque não sabia ler, mas se divertiu horrores e depois disso se tornou um colecionador compulsivo de itens Pokémon.
Com o passar dos anos se apaixonou por outros jogos, livros e pela ciência. Largou duas faculdades antes de finalmente se formar em Biomedicina. Atualmente é mestrando em Tecnologias em Saúde, e se interessa por divulgação científica. Nada a ver com fanfics, mas o coração é grande e tem espaço pra tudo.
• Dento - Johto
Dento, oficialmente Willian Teodoro, é um estudante de Música que reside em São Paulo, capital. Nutre paixão por Pokémon desde os áureos tempos de 1999 — mesmo tendo trocado a série por Digimon na Globo em meados de 2000.
Com tendências a fazer piadas sem graça, é apaixonado por música, fazendo carreira artística. Em sua playlist, toca de Zé Ramalho, passando por Queen, Beatles e chegando a Zezé Di Camargo e Luciano. Caseiro, é um rapaz que não curte sair para baladas, preferindo ficar em casa tocando ou escrevendo.
Escreve o que hoje é conhecido como Aventuras em Johto desde 2010, passando por muitas modificações até 2012, quando o primeiro capítulo ficou pronto. Após alguns poucos anos em hiato, a história foi retomada sendo moldada ao que é apresentado hoje. Tímido, ainda acredita na humanidade.
• ShadZ - Hoenn

Começou a escrever em 2010, e migrou para a categoria de Pokémon poucos meses depois, ainda no mesmo ano. Entre alguns projetos que nunca foram pra frente, finalmente se estabeleceu com Aventuras em Hoenn, encontrando na região a sua favorita e na equipe da Aliança um suporte pra continuar firme no seu objetivo de conseguir escrever uma história até o final.
Formado na área de TI, não exerce a profissão, mas segue sendo um entusiasta no assunto. Adora comer besteira e ficar sem fazer nada. Introvertido, mas basta o mínimo de conversa pra já se soltar e mostrar seu lado retardado e falador de abobrinha.
• CanasOminous - Sinnoh

Apaixonado por jogos, filmes, música e cultura geek, está sempre conectado na internet alimentando um hobbie que vem cultivando com o passar dos anos: o poder das palavras. Tem publicado um livro de sua autoria, e é possível encontrar algumas histórias suas perdidas na internet.
Estima especialmente o poder que os desenhos têm de mostrar uma visão única, e está sempre dando o seu melhor para ver a Aliança como um todo ao lado dos amigos que cultivou na internet ao longo dos anos.
• Jolly - Unova

Em 2012, ainda sob o pseudônimo de Garota Enderman, se tornou uma leitora de Aventuras em Sinnoh, o que intensificou ainda mais seu amor pela franquia, e começou a acompanhá-la oficialmente após jogar Pokémon White 2 em 2013.
Escreveu sua primeira fanfiction em 2011, e não parou desde então. Seus interesses são animações (orientais e ocidentais), jogos de qualidade questionável, criar personagens originais, colecionar tranqueiras, testes de personalidade e assistir longos vídeos de análises no YouTube. Seus maiores sonhos são virar aquela pessoa da família que se mudou pra outro estado e quase ninguém tem muita notícia, e ter um apartamento maximalista pra causar dor nas vistas alheias.
• Haos Cyndaquil - Kalos

Libriano, nascido em 1998, possui uma grande paixão pela escrita, música, cinema e teatro. Gosta de descobrir coisas, conhecer o mundo e a vida. Pretende seguir carreira dentro da área cinematográfica ou de artes cênicas, ainda que deixe guardada uma paixão pelas ciências. Ama mover o pensamento das pessoas, causar reflexão. Esse é seu maior objetivo.
• Jamal - Alola

Apesar do coração de exatas, tem uma paixão enorme por música, mistério, ficção científica, heróis e piadas sem graça. Cursa Engenharia Elétrica, mas seu maior sonho é trabalhar como detetive, resolvendo crimes e mistérios. Tagarela, adora conversar, conhecer novas pessoas e sair com os amigos, seja para uma festa ou para um rolê família.
Vidrado em jogos, seus favoritos são os que pode exercitar sua imaginação ou o raciocínio, mas vez ou outra sempre está jogando algo para distrair a mente. Conheceu Pokémon pela televisão quando criança e jogou pela primeira vez Black & White em 2011, quando se apaixonou completamente pela franquia e os jogos.
• Angie - Galar

Entrou no mundo das fanfictions em 2012, quando encontrou a primeira versão da Aliança Aventuras numa tarde aborrecida de Outono. A partir daí, tentou ter os seus próprios projetos, mas todos eles acabaram por falhar. Atualmente, o autor de Aventuras em Galar promete não desistir e dar tudo de si para todos os leitores da Aliança se divertirem com ele.
• Shiny Saturn - Paldea

Tem como principais paixões e atividades de tempo livre desenhar e escrever coisas aleatórias. Desde muito nova, sempre adorou inventar e desenhar as suas próprias personagens fictícias, além de suas histórias retratando então aleatórios universos de fantasia.
Sempre foi apaixonada pelo universo da animação. Sonha em um dia conseguir criar seu próprio de alguma forma.
• Zyky - Oblivia

Estuda Ciências da Computação, mas já passou 16 anos da vida pensando em ser veterinária... Fazer o quê? Os números falam mais alto. Não sabe ao certo em que área da informática quer trabalhar, mas sabe que tem que mexer com códigos para ser feliz.
Leitora compulsiva e amante de jogos em geral, descobriu que aprendeu sobre videogames desde bebê, vendo o irmão mais velho jogar. Não se acha particularmente boa em nenhum tipo ou estilo, mas sim uma jogadora mediana. Adora RPGs e nutre um amor incondicional por Just Dance. Adora Pokémon, principalmente a série Ranger. Mas seu jogo favorito se chama Solatorobo: Red the Hunter. Nas horas vagas faz o que dá na cabeça, seja jogar, ler, assistir, escrever ou brincar com a cachorrinha que ela deu o nome de Sapphire. Casada com o Panda.
• White - Mystery Dungeon

Seu primeiro jogo foi o Pokémon Mystery Dungeon: Blue Rescue Team, que coincidiu com seu cargo como escritora de Aventuras em Mystery Dungeon. Desde então, passou por quase todas as regiões.
Adora desenhar e contar histórias, e quer levar seu hobby a sério. Às vezes, faz algum cosplay e acompanha os animes das novas temporadas.
I'll make it like your birthday everyday - Novo Clipe de Birthday!
Conforme divulgado em um teaser, a data de lançamento oficial do clipe do 4º Single do álbum Prism, de Katy Perry, era hoje (24/04), e Katy trouxe algo bem diferente do que está acostumada. A própria cantora disse que não queria aparecer sexy neste vídeo também, portanto trouxe o mais louco de sua carreira! E realmente foi algo diferente!
Katy encarna cinco personagens diferentes, classificados como "Os Piores Animadores de Festa do Mundo", entra em cinco festas de aniversário diferente, e promete causar em todas. O clipe é formado com vídeos feitos através de câmeras escondidas, e sem dúvidas ficou muito divertido: Divertido como a própria música.
Novo Lyric Video de "Birthday"
O canal da Vevo de Katy Perry disponibilizou hoje um novo Lyric Video. Desta vez de "Birthday", o 4º single do 4º álbum de estúdio da cantora, que ainda não começou a ser divulgado. No vídeo, Katy é uma confeiteira, e as legendas aparecem de uma forma bem dinâmica: Numa confecção de bolos de aniversário.
Kalos 2.0

Para quem já ficou surpreso com o novo visual de Sinnoh, agora novidade: Kalos também mudou! E não é só uma mudança estética, tem muita novidade por aí. Espero estar respondendo as perguntas de vocês ao longo deste post. Caso estejam curiosos, continuem com a leitura!
A Aliança tem três anos e alguns meses. Muita coisa mudou desde seu surgimento, como por exemplo a inserção dos Gijinkas, uma coisa que praticamente revolucionou as fanfictions de Pokémon. A Aliança sempre cresceu muito, mas chegou uma hora que já não tinha mais pra onde crescer. Sinnoh está em seu finalzinho. Autores saíram da Aliança, e outros estão prestes a entrar. A empolgação já não era totalmente a mesma, de ambos os lados: Ninguém aguenta só falar de Pokémon por três anos. Leitores vieram e se foram, escritores vieram e se foram. Tempos difíceis, e precisávamos de uma injeção de ânimo.
Não sei se vocês estão cientes, mas os posts de variedades nos blogs de Aliança chamaram a atenção, e foram alguns dos mais lidos. Seja sobre livros e filmes, Harlem Shake, clipes bizarros, ou os padrões injustos da sociedade. Alguns de vocês nos conheceram exatamente daí, desses assuntos complementares. Queríamos continuar nosso trabalho, porém assim estava complicado. Portanto tomamos uma decisão bem nova.
Os blogs agora serão blogs de variedades, o que nos abrirá portas para várias novidades, e inclusive para vocês, leitores. Falaremos cada qual sobre os assuntos preferidos, que somando, ao todo, serão vários. Diversos. Essa linda Katy Perry e esse Mad Hatter sinistro já dão uma pista? ~rs
Calma, as fanfics não vão acabar. Isso garanto ao menos por mim. A diferença é que ao invés de Pokémon ser 95% do tema do blog, ele será apenas uma das atrações. Se você acompanha a fanfic, mas não gosta dos temas que abordo, você pode continuar frequentando, pois poderá continuar a acompanhando. E se você não gosta da fanfic, mas curte os temas daqui, também pode visitar para vê-los.
E as mudanças vão ir ocorrendo agora gradualmente. Os blogs antigos (no caso Hoenn, por exemplo) terão a devida reforma, e os novos já começarão neste novo esquema. Espero que gostem das mudanças. Sei que é algo radical, mas garanto que será bem proveitoso!











































