1 Ano - Aventuras em Kalos

Ai que vergonha, que vergonha, que vergonha.
Como é que se esquece do aniversário de um filho? Eu não sei a resposta, mas confirmo a pergunta. Admito que eu estive tão absorvido com os planos da Aliança e com meus próprios desde as últimas noites que esqueci algo tão importante! Acreditem ou não, Kalos completa um ano dia 17/01.
Para ser sincero o tempo voa demais. Não parece que foi um ano atrás que eu comecei este projeto, que eu recebi as chaves do meu novo quarto. Parece? Estou tão deslocado... Roubei essa imagem dos arquivos do Canas, porque acho que ela define exatamente algo que está fresco em minha memória:

Vejam só, até um ano atrás mal sabíamos o nome da região! Era o "Aventuras em ???", um portal de notícias sobre a geração XY. Tudo tão novo, tão agradável. E fomos a passos lentos aguardando por 9 meses, a chegada dos jogos, como uma mãe/um pai aguardando a chegada de um filho novo na família. O nome do filho era Kalos, (o que gerou piadinhas sobre calos nos pés, obviamente ~rs), era o mais novinho, mas um dos mais apostados para o sucesso. Um dos que mais atraíam curiosidade. Para mim era um desafio, porque eu conhecia tanto quanto lhes ensinava, era um total leigo no assunto, afinal, era tudo novo.
Foi então que começou a fanfic, finalmente, o objetivo. O Aventuras em Kalos finalmente teve início. Atualmente eu amo trabalhar com ela, mas é como se às vezes eu me pegasse tentando lembrar do comecinho. Sabe quando você tem uma lembrança boa e parece que dá um arrepio, uma sensação gostosa? É exatamente assim que eu me sinto lembrando de quando inauguramos o blog, quando recebi o convite para a Aliança, conversei melhor sobre o projeto, recebi as boas-vindas...
Agradeço mais uma vez aos membros da Aliança, antigos e atuais, por terem me dado esta oportunidade, que tento sempre dar meu melhor. Eu, particularmente, adoro o que faço e tenho empolgação para planejar cada vez mais coisas longe. Fico muito feliz de fazer parte desta família, ter conhecido escritores, leitores, amigos, irmãos através dela.
Por mim passou rápido até demais! Mas agora continuemos para ter novas boas lembranças, porque "detesto" ser o primeiro a contar novidades, mas vem coisa boa aí, em Kalos e na Aliança. 2014 será ainda mais inesquecível.
E que venham os próximos anos!

Músicas dos Capítulos [Disponível para Download]

Grande parte do nome dos capítulos de Aventuras em Kalos corresponde a nomes de músicas reais, seja porque seus enredos estejam entrelaçados, ou porque sua batida ou seu ritmo seja altamente recomendável na hora de acompanhar certa parte do capítulo correspondente. Nesta página estão as músicas usadas até então, com link para download. Caso algum deles esteja falho, basta deixar um comentário avisando que procurarei corrigir.
Nome do Capítulo: Sonho Adolescente
Número: 01
Música Original: Teenage Dream
Cantor: Katy Perry
Número: 01
Música Original: Teenage Dream
Cantor: Katy Perry
Álbum: Teenage Dream
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Nome do Capítulo: Eu Quero me Libertar
Número: 02
Música Original: I Want to Break Free
Cantor: Queen
Número: 02
Música Original: I Want to Break Free
Cantor: Queen
Álbum: The Works
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Nome do Capítulo: A Contagem Regressiva Final
Número: 03
Música Original: The Final Countdown
Cantor: Europe
Número: 03
Música Original: The Final Countdown
Cantor: Europe
Álbum: The Final Countdown
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Nome do Capítulo: Não Pare de Acreditar
Número: 04
Música Original: Don't Stop Believin'
Cantor: Journey
Número: 04
Música Original: Don't Stop Believin'
Cantor: Journey
Álbum: Escape
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Nome do Capítulo: Olho do Arcanine
Número: 05
Música Original: Eye of The Tiger
Cantor: Survivor
Número: 05
Música Original: Eye of The Tiger
Cantor: Survivor
Álbum: Eye of The Tiger
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Nome do Capítulo: Garota Engraçada
Número: 06
Música Original: -
Cantor: -
Número: 06
Música Original: -
Cantor: -
Álbum: -
Link para Download: -
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Nome do Capítulo: High School
Número: 07
Música Original: High School
Número: 07
Música Original: High School
Cantor: Nicki Minaj (feat. Lil Wayne)
Álbum: Pink Friday: Roman Reloaded - The Re-Up
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Curiosidades
- O autor, de fato, encontrou uma música para o capítulo 6 com o nome Funny Girl, o que originou o nome do capítulo, entretanto, acabou perdendo-a;
- Teenage Dream é a música favorita de Haos.
Notas do Autor - Capítulo 7

Depois de um bom tempo, voltamos à ativa com um capítulo bem descontraído! A batalha está marcada para o próximo capítulo, mas será que Calem adquiriu experiência para ela?
Hoje tivemos um clima bem humorado, porque sinceramente acho que mesmo que seja trágico, é difícil imaginar uma cena como essa sem rir, ele dentro de uma escola completamente bagunçada. Tentei não enrolar muito, então as cenas ficaram rápidas. Algumas coisas que gostaria de esclarecer:
Até onde sei, alguns não estão satisfeitos com o tamanho dos capítulos, afinal, se checar Sinnoh verá capítulos enormes, e aqui eles não chegam a 4.000 palavras ~rs. Mas quero que saibam que estou evitando colocar coisas desnecessárias, e ainda temos pouco a se fazer por aqui. Quando chegarmos em Lumiose acredito que as coisas vão mudar de figura, porque teremos mais assuntos a tratar. Outro é sobre a Royal Emperium, que está no menu há um tempo e ainda não tínhamos tido muitas pistas, certo?
Como podem ver, peguei uma pontinha do Pokémon P.O.V para que pudéssemos ter apenas um gostinho do que vem pela frente. As personalidades ainda não foram bem captadas, mas foi proposital, futuramente estarei trabalhando melhor nisso. Até porque temos apenas 3 Pokémons nos protagonistas, um para cada um. Não dá pra começar uma guilda assim, não é? ~rs
Obrigado por lerem, desculpe pelo atraso, e vamo que vamo!
High School
Não citarei a música aqui porque ela não é muito "apropriada" ~rs
Capítulo 7
Capítulo 07
High School
Existem três tipos de pessoas.
As
pessoas que sentam-se na frente da classe, as pessoas que se sentam no meio, e
as pessoas que se sentam no fundo. Ou, caso você prefira, existem as pessoas
Calem, Serena e Charlie, que significam respectivamente a mesma coisa que o
dito anterior. A questão é que essas pessoas raramente se misturam, porque
vivem em planetas diferentes. Ou pior, vivem em áreas diferentes de uma classe.
Mas,
por uma ironia do destino, elas passam a viver juntas.
Calem colocava objetos aleatórios
dentro de uma pequena mochila, enquanto que supervisionava uma pequena lista.
Seus olhos se revezavam entre o pedaço de papel e os respectivos itens,
enquanto que os depositava organizadamente dentro da bolsa. Qualquer um que
olhasse acreditaria que ele estaria indo para uma expedição ou teste de
sobrevivência. Mas não, ele estava apenas indo para a escola.
— Calem, eles vão entregar os
materiais lá, não precisamos levar nada. — disse Charlie.
— Ora, eles vão entregar as
coisas vitais. — retorquiu ele, tirando os olhos do papel por um curto período
de tempo. — Eu estou levando o que eu
acho vital, e que eles não vão fornecer.
Charlie deu um passo à frente e
puxou uma caixa pequena, e após encará-la, voltou-se para o companheiro com
certo desdém:
— Kit de primeiros socorros?
Com um movimento rápido, o rapaz
quase conseguiu pegar seu item de volta, se não fosse pelo fato de Charlie ser
muito mais habilidoso em pegar pertences alheios. Ele abriu a caixa e começou a
revirá-la, não escondendo certa surpresa:
— O que você pensa que vai fazer?
— indagou gritando. — Normalmente os kits de primeiros socorros tem curativos e
comprimidos pra enxaqueca... Não bisturi e adrenalina injetável. Meu Arceus,
isso é uma broca?
— Tire essas mãos do meu kit
médico. — ele pegou a caixinha de volta e colocou-a na mochila.
Não
sei qual ideia é mais aterrorizante: Ter uma crise e estar à beira da morte, ou
ser operado pelo Calem.
Ouviram um suave toque na porta,
e Aldrick entrou, acompanhado das duas garotas. Ambas riam ao papearem, de
forma que ele parecesse um tanto quanto excluído. Charlie se voltou para
Serena:
— Por onde andou, princesa? Te
procurei a manhã toda. — ele falou.
— Precisava de um momento com a
Katheryn. Ela têm me ensinado várias coisas legais. — respondeu, sorrindo.
— Então quer dizer que você nunca
tomou Milk-shake até seu cérebro congelar? — recebeu um aceno negativo. — Nem
nadou em um lago? Nem coçou o pé com os próprios dentes?
— Kath, ninguém faz isso.
Aldrick com certa curiosidade se
aproximou de Calem, que arrumava alguma forma de fazer seu aspirador de pó
portátil caber dentro da mochilinha, mas não obtinha sucesso. O loiro
abaixou-se e escondeu o riso:
— Você sabe que só vamos passar algumas
horas lá dentro, certo? — perguntou.
— Sim. Algumas horas. — respondeu.
— Acho que você não vai precisar
de um “Guia de Sobrevivência ao Apocalipse Zumbi” neste meio tempo. — falou,
pegando o livro.
Calem se sentou no chão,
suspirando.
— Eu não faço ideia de como é uma
escola, nem o que acontece dentro dela. — disse, fazendo uma pausa. — Então não
sei ao certo o que fazer.
— Bem, para começar, por que não
esvazia a mochila e trás apenas alguns cadernos para anotação? — aconselhou. —
A batalha contra a Viola é em seis dias, então você precisa aproveitar para
estudar o máximo que puder.
— Eu não tenho cadernos.
— Você tem comida racionada para
dez dias, mas não tem cadernos? — ele riu. — Vamos logo.
...
Dia
1
Aula teórica
Aula teórica
Ao se inscreverem, os cinco foram
encaminhados para uma sala. Calem parou de andar assim que viu uma bola de
papel sento atirada para fora da porta. Quando olharam para dentro, perceberam
várias pessoas atirando coisas, conversando alto, escutando música, brigando, e
fazendo qualquer coisa que Calem não estaria aprovando.
Alguns
programas onde morei faziam com que crianças recolhidas na rua tivessem que,
obrigatoriamente, freqüentar aulas. Foi esse o motivo pelo qual eu fugi depois,
mas isso não vem ao caso. Só sei que fiquei com um pouco de pena de Serena e do
Calem, mas eles teriam que se virar sozinhos.
— Este. Lugar. Não. É. Pra mim. —
falou Calem.
— As pessoas parecem divertidas.
— sussurrou Serena.
Katheryn naquele momento saltou
encima da suposta mesa do professor e gritou, chamando a atenção de todo mundo.
— Oi cambada! Eu sou a Kath, e
esses são meus amig…
Antes de terminar a frase, foi
interrompida, recebendo uma chuva de bolas de papel amassadas e copos cheios de
bebidas, assim como os outros quatro. Ela soltou outro grito.
— Vocês acabaram de deixar Kate
Berry brava, MUITO BRAVA!
Foi quando um senhor entrou na
sala e o silêncio tomou conta. Todos se sentaram nas carteiras, Katheryn e
Charlie no fundo, Serena e Aldrick no meio e Calem na frente. O homem escrevia
na lousa e explicava, mas não recebia muita atenção.
— Portanto, se você multiplicar
por três o HP máximo e subtrair por duas vezes o HP atual, multiplicando por…
Bla
bla bla bla bla
Katheryn acordou quando o braço
que apoiava sua cabeça escorregou, e ela foi de cara à mesa. Serena, Aldrick e
Calem deveriam ser os únicos que, de fato, prestavam a atenção, e o último
ainda fazia anotações de cada palavra na aula.
Charlie lhe atirou uma bolinha de
papel na cabeça, fazendo-o se virar:
— Qual é o seu problema? —
sussurrou.
— Isso está me matando, eu não
tenho nada pra fazer. — falou.
— Por que não tenta estudar? —
respondeu Calem. — Onde foi parar minha borracha…?
— Ah,desculpe. — disse Charlie
puxando-a do bolso e a jogando de volta para o dono. — Força do hábito.
Calem o fitou, incrédulo.
— Mas estamos a cinco cadeiras de
distância… Ah, deixa pra lá.
Calem compreendia tudo na teoria,
mas sabia que teria problemas de aplicar na prática. Entretanto, agora
cometeria menos erros, esperava-se. Ficou por anos estudando com livros e
professores particulares sobre o mundo em geral, mas agora finalmente estudava
para si mesmo e para seu futuro. Seria perfeito, se não pelos murmúrios altos
no fundo e a guerrinha de giz.
— Alguém quer demonstrar o
cálculo para o envenenamento na lousa? — perguntou o professor, sem receber
muita atenção.
O rapaz levantou a mão, sendo o
único, e então se levantou para ir à lousa.
— Ele acabou de assinar o
atestado de óbito, certo? — cochichou Serena a Aldrick.
— Certo.
O professor estendeu o giz para
Calem, que recuou um passo.
— Não tem nenhum outro giz, não? Sulfato de cálcio hepta-hidratado me dá alergias. — falou, recebendo um aceno
negativo.
Em seguida, foi para sua mochila
e pegou um par de luvas de borracha, que fez seus amigos esfregarem a palma da mão
no rosto. Todos gargalhavam do jeito do jovem, ainda que ele não tivesse
percebido, ou ligado. Mal sabia ele que certas coisas dentro de uma sala de
aula eram suicídio.
...
Durante o intervalo, os quatro
amigos o encararam, sérios:
— Você precisa entender uma
coisa. — falou Charlie. — Nós não nos importamos com suas maluquices, mas as outras
pessoas não aceitam elas tão bem.
— O que o Charlie realmente está
tentando dizer — interveio Aldrick. — é que a melhor política é ficar em
silêncio e não se destacar. Porque nem todos são legais como parecem.
Logo que Aldrick falou aquilo, um
pequeno grupo chegou e cercou o amigo, que correu os olhos pelas faces maliciosas.
— Algum problema? — perguntou.
— Bem, tem um sim. Você. Deixa de
ser ridículo.
— Posso lhe pedir o mesmo favor? —
sugeriu.
Os amigos tentaram entrar no meio
da roda para tirá-lo de lá, mas não obtiveram sucesso.
— Repita. — desafiou um deles,
certamente muito mais alto que Calem, se aproximando dele.
— Sua audição é ruim ou é uma
deficiência de entendimento, mesmo? — perguntou, tentando se afastar. — O que
vai fazer, vai me bater?
— É.
A última coisa que se lembrou foi
de ter levado um soco no meio da face, antes de desmaiar.
...
Quando abriu os olhos, tinha um
loiro o encarando.
— Graças a Arceus. — disse
Aldrick. — Vou avisar a Serena, ela estava muito preocupada.
Calem tocou o nariz com a mão
direita, mas a recuou após sentir uma grande dor. Estava em um ambiente
pequeno, deitado sobre uma cama, Aldrick de pé ao seu lado. Quando o foco de
sua visão voltou, conseguiu ler “enfermaria”.
— O que aconteceu? Os trogloditas
se sentiram ameaçados pela minha inteligência? — perguntou, a voz falha.
— Foi quase isso.
— Eu apanhei?
— Feio.
Silêncio.
— Aldrick, preciso dizer uma
coisa. — pediu Calem fazendo uma longa pausa.
— Sim? — perguntou ele.
Silêncio de novo.
— MAS QUE DROGA DE IDEIA DE
JERICO VOCÊ TEVE!! — gritou ele. — VOCÊ ME ARRUMOU UM PESADELO DE CINCO DIAS AO
INVÉS DE UMA SEMANA DE APRENDIZADO!!
— Ah, desculpe, falha minha
mesmo. — disse, coçando o ouvido, que vibrava com o tom de Calem. — É que não
achei que você fosse ser tão… Você.
— Por que isso é um problema? —
questionou. — Vejo pessoas ridículas o dia inteiro, mas não preciso falar isso
pra elas.
— Na verdade, você fala.
— Mas não é a mesma coisa. — ele fez
mais uma pausa. — O que eu tenho é meio… Involuntário.
— Eu sei. — concordou o loiro. — Só
que você precisa aprender a ceder um pouco. Nem sempre você vai ter tudo limpo
e livre de germes como gostaria.
Ele assentiu suavemente com a
cabeça.
Serena entrou naquele instante,
puxando um par de cortinas que cobriam as camas, se deparando com o primo e
fazendo uma grande expressão de susto.
— Meu Arceus, seu nariz… — ela
viu Aldrick sinalizando para não falar nada.
— O que tem ele?
— Nada…
O rapaz se levantou e fitou um
espelho, soltando um enorme grito.
— Parece uma batata. — disse.
— Fique calmo, ainda tem mais quatro
dias para você sobreviver.
Dia
2
Aula Prática de Batalhas
Aula Prática de Batalhas
— Como devem saber, nestes cinco
dias vocês serão apresentados a diferentes assuntos para terem mais afinidade
com os Pokémons. — disse uma moça, a professora. Ela abriu uma das janelas.
Em
seguida, ela retirou seu jaleco e o atirou pela janela.
— Mas esse sistema é uma droga,
então vamos logo para a prática. — disse, soltando o cabelo. — Lancem seus
Pokémons, e vamos batalhar aqui mesmo!
Por um segundo todos ficaram em
silêncio, mas atiraram seus Pokémons e começaram uma verdadeira guerra,
atirando carteiras e materiais para todos os lados. A professora apenas
incentivava o combate e ainda exigia mais ação. Katheryn lançou seu Spinarak,
que saiu voando no primeiro segundo, e Charlie e Serena a acompanharam, com
Pancham e Espurr, o último assustando os treinadores que o viam.
Calem ficou tentando assimilar
tudo, e olhou para Aldrick:
— É sempre assim?
— Só quando é aula dessa
professora. — ele riu, mas foi atingido por um golpe especial e logo desmaiou,
fazendo o amigo gritar.
— Droga, eu deveria ter trazido
meu kit! Eu sabia, eu sabia!
A professora se aproximou dele,
os cabelos todos espalhados:
— O que está esperando para
lançar seu Pokémon? — perguntou com naturalidade.
— Não querendo questionar seus
métodos de ensino mas… Mentira, estou questionando sim. Não faz sentido nenhum.
— Batalhas não fazem sentido,
elas são espontâneas mesmo. — explicou, se desviando de uma bola de fogo. — Esteja
sempre preparado, é o que eu digo!
Ele encarou a esfera bicolor em
sua mão e a atirou, fitando Larvitar com certa incerteza. O Pokémon tentou entender
o que acontecia ao seu redor, ouvindo seu treinador:
— Eu não sei o que está
acontecendo aqui, só sei que você tem que lutar. — falou acompanhado de gestos.
— Faça alguma coisa, não sei, lance aquelas pedras em todo mundo.
Larvitar suspirou e pulou sobre a
carteira de Calem, a única que ainda não havia sido atirada para longe. Em
seguida se concentrou, levantando algumas rochas do chão e as disparando em
direções diversas. A professora aplaudiu.
Pokémon
P.O.V
Larvitar, mesmo com pouquíssima
experiência, conseguia peitar os adversários que lhe apareciam aleatoriamente.
Apenas um chamou sua atenção, um Aron dotado de um capacete de metal que
escondia parte de seu rosto. Ainda que tenham se encarado por um curto espaço
de tempo, foi como se tudo tivesse parado ao redor.
— Olá. — cumprimentou o Aron. —
Devo saber o nome da guilda que estarei enfrentando agora…? — tinha certo tom
de deboche.
Larvitar alongou o pescoço.
— Magnar. — sua voz era grossa,
um pouco rouca, principalmente para alguém jovem. — Pensei que tivesse sido
comprado há um bom tempo. E não, eu não tenho guilda.
— Não tem graça acabar com alguém
independente. — falou, fazendo uma pausa. — Sinta-se honrado em ser massacrado
pela Iron Helmet, a nova guilda que
irá se tornar a mais poderosa de todas.
Na realidade, eram como dois
adolescentes brigando por uma coisa mínima, donos de uma rixa antiga desde
ainda mais novos, e agora, por uma ironia do destino, se encontravam mais uma
vez. Magnar, o Aron, agora já participava de uma equipe e inclusive fundara uma
guilda junto de seu novo treinador.
— Neal, como estão as coisas
aqui? — disse Espurr a passinhos curtos.
— Não se aproxime, Mary, esta
será uma batalha das boas. — falou, afastando-a.
Ela era pequena se comparada a
Neal, e era uma verdadeira criança, se não fosse por seus olhos
consideravelmente grandes que chamavam a atenção e por algum motivo assustavam
as pessoas. Ela riu:
— Precisa de ajuda? Se precisar,
eu poderia… Matar alguém. — disse, com uma voz assustadora que o fez finalmente
olhá-la. — Estou brincando. — concluiu com uma risadinha meiga.
Foi
quando o sinal tocou, encerrando a aula.
Fim do P.O.V.
Dia
3
Aula de Analises
Aula de Analises
Aquela
seria uma das aulas mais interessantes de todas. Pela primeira vez estávamos
fora da classe, em um campo atrás da escola. Tínhamos que analisar Pokémons
pré-definidos quanto a aparência, comportamento, e outras bobagens. Recebi um
Elekid, Serena uma pequena Skitty, e Calem — não consegui deixar de rir. — Um
Voltorb.
Serena acariciava a pequena
Pokémon, que demonstrava gostar, e vez ou outra lhe dava um pequeno bolinho.
Ela fazia anotações em um pequeno bloquinho, mas era como se tivesse uma
energia que conseguisse cativar até mesmo os Pokémons. Charlie lidava bem com
Elekid, pois aparentemente já tinha certa experiência com Pokémons emburrados. Porém,
para Calem as coisas não iam tão bem.
Ele ficou observando a esfera
bicolor, sem ter muito o que escrever.
— Hã… Você bem que poderia fazer
alguma coisa, não? — pediu.
Viu o Pokémon começar a brilhar
um pouco, e percebeu que não era coisa boa, o fazendo sair correndo. Cada vez
mais ele ficava claro, até que KABOOM.
Explodiu.
— Será que posso pegar outro Pokémon?
Acho que não terei esse de novo tão cedo. — pediu ao professor.
Dia
4
Vantagens e desvantagens.
Vantagens e desvantagens.
Mais uma vez, perceberam a
professora excêntrica adentrando a classe, o que fez com que todos — com
exceção de Calem. — se animassem.
— Droga, a maluca de novo. —
balbuciou ele.
Ela colocou seus pertences na
mesa.
— Fiquem calmas, crianças, hoje
não iremos fazer batalhas dentro da sala de novo. — falou. — E nem fazer bombas
caseiras igual semana passada, porque eu fui processada por um dos pais.
Metade da sala fez “Ahhhh” em
sinal de tristeza.
— Mas vamos falar sobre vantagens
e desvantagens dos tipos. Ao todo, existem dezoito tipos conhecidos, e um
desconhecido. Por enquanto. E…
— Como pode haver um desconhecido especificamente? —
indagou Calem. — Ou você conhece, ou não conhece. Não se pode contar uma coisa
que não existe.
— Cala a boca, babaca. — disse um
dos valentões, com um olhar ameaçador.
A professora fez um “pare” com a
mão.
— Não, ele tem razão. — disse. —
Peguem as tabelas que vocês receberam, classe, e rasguem o “Desconhecido” de
vocês. Vamos, é pra hoje!
Todos hesitaram, mas obedeceram. Ela
passou folhas de papel para todos, e ao terminar de entregar, chamou a atenção
batendo palmas.
— Isso que eu entreguei a vocês é
um teste que lhes responderá com qual tipo vocês tem mais afinidade. — disse. —
Ou de qual tipo vocês seriam, como eu gosto de pensar.
Calem se voltou para os amigos
atrás, cochichando.
— Isso é ridículo. — disse. —
Como posso ter afinidade com um tipo, e com outro não?
Ouviu uma voz falando em seu
ouvido, o que o fez ter um susto.
— Ótima pergunta, como sempre,
garoto com TOC. — disse. — Mas você só saberá ao responder o questionário.
Ele soltou um longo suspiro e
cedeu.
...
Calem
|
Rock
|
Serena
|
Fairy
|
Charlie
|
Fighting
|
Kate
Berry ♥
|
Electric
|
Aldrick
|
Ice
|
— Pedra? Como assim pedra? Isso é
uma insinuação, por acaso? — questionava Calem.
— Fada, que legal. Eu adoraria
ter um Pokémon deste tipo! — exclamou Serena.
— ELÉTRICO? COMO ASSIM ELÉTRICO?
EU SOU UM INSETO! INSETO! — gritava Katheryn incrédula.
— Gelo? Mas… Mas… — se
interrompeu Aldrick.
— Lutador? Mas eu sou tão
pacífico… — opinou Charlie.
A professora prosseguiu.
— Agora, classe, quero que vocês
se baseiem neste tipo para as próximas tarefa, onde vão estudar um Pokémon
deste mesmo tipo. Por favor, vamos para fora.
...
Recebi
um outro Pancham. Que beleza. Serena ganhou uma Clefairy. E claro que o Calem
recebeu um Onix.
— COMO VOCÊS ESPERAM QUE EU DOME
UMA COISA DESSAS? — indagava ele, escondido.
— Onix são bonzinhos, eles só tem
tamanho. — disse a professora, o acariciando. — Viu só? Você precisa parecer
confiante se quiser que os Pokémons o obedeçam. Isso serve para seu Larvitar.
Por um instante ele prestou a
atenção de verdade na professora, pois viu algo útil, que foi a citação de seu
Larvitar.
— O que tem ele? — perguntou.
— Ora, vocês mal tem intimidade,
como espera ser um treinador decente se você não confia em seu Pokémon e ele
não confia em você? — perguntou. — Precisa conhecer seu próprio Pokémon se
quiser vencer a Viola daqui a três dias.
— Como você sabe que eu vou
enfrentar a Viola?
— Ah, eu coloquei uma escuta em
você no segundo dia. — disse, mostrando um pontinho preto preso em suas costas.
— Como eu não percebi isso?
— O que importa é que você quer,
mas não se dedica. Você precisa perder sua “Pokéfobia” e começar a encarar os
Pokémons de frente.
— E como eu faço isso? —
perguntou.
— Comece com esse Onix. —
aconselhou ela.
— Você tem razão. — ele
concordou, se aproximando. — Venha aqui, Onix!
Ao se aproximar, só se lembrou de
ter levado um Head Smash antes de
apagar pela segunda vez.
Dia
5
Batalhas
Último dia
O
último desafio seria aplicar o que foi aprendido ao longo da semana apenas
naquele dia. Cada um pegaria um Pokémon temporariamente mais uma vez e o
utilizaria para batalhar contra os demais, em duplas sorteadas. Cada um de nós
pegou uma Pokébola sortida.
Serena recebeu uma Lopunny, Charlie um Graveler e Calem um Timburr.
Todos tinham dez minutos para
interagir ou preparar os Pokémons antes das batalhas, onde haviam sido
estipuladas regras, mas ninguém se dera ao trabalho de ouvir ao certo. Calem
foi colocado contra o responsável por apagá-lo na primeira vez, o que o fez
titubear um pouco.
— Se não é o mocinho que foi pra
enfermaria. Como está o nariz? Se a dor for igual ao tamanho, então deve estar
doendo bastante. — provocou.
Calem arrumou seu chapéu.
— Aconselho que se concentre
apenas na batalha por enquanto, e não no meu nariz.
O rapaz se virou para seu grupo,
que gargalhou e lançou mais provocações, mas Calem parecia nem ouvir. Ele
fitava o Pokémon lutador, e conforme havia estudado ao longo da semana e recebera
seu Moveset, antes da batalha, já não estava tão perdido.
— Irá enfrentar meu parceiro de
hoje, o Ursaring.
Serena sussurrou a Charlie:
— Ele está conseguindo se
concentrar. Quando ele se concentra, ele se sai melhor nas coisas.
Charlie concordou.
A
verdade é que eu estava torcendo fervorosamente para aquele idiota cheio de
manias. Ele era um saco como pessoa, mas sinceramente eu queria que ele
ganhasse. Merecia, até que pra alguém como ele, estava lidando bem com o mundo
fora da mansão dele.
— Damas primeiro. — falou o
valentão.
— Agradeço pela gentileza. —
disse Calem. — Leer.
Timburr fitou com concentração o
Ursaring, mas o treinador apenas gargalhou com aquilo.
— Você não fez nada, que idiota. —
ele riu. — Vai Ursaring, acaba com ele com o Fury Swipes
O urso imenso soltou vários
arranhões no pequeno lutador, mas não causou muitos danos. O menino comemorou,
mas Calem fez um sinal de reprovação.
— Golpes normais em um tipo
lutador? Francamente, você poderia ter usado o que resta da sua inteligência
para prestar atenção nas aulas. — falou. — Low
Kick.
Com um chute rápido em um local
estratégico, combinado com o Leer e a vantagem de tipos, Timburr derrotou instantaneamente
o Ursaring, deixando o adversário completamente confuso. Calem retornou o
próprio Pokémon e lançou um risinho de confiança.
— Você pode ser forte, mas a
força sucumbe à inteligência. Lembre-se que seu próprio braço obedece o seu
cérebro. — falou Calem. — Não que seja uma grande vantagem pra você.
Todos aplaudiram, e pela primeira
vez, Calem não foi crucificado. Ele foi parabenizado por todos, inclusive pelo
professor responsável. E ouviu uma voz sussurrar um parabéns em sua orelha, o
assustando, logo em seguida percebendo se tratar da professora maluca.
— Como ele fica lindo confiante! —
exclamou Katheryn, fazendo Aldrick suspirar.
Ele voltou para a roda de amigos,
mais alegre.
— Autógrafos só depois, por
favor. — disse.
— Você está pronto. — disse
Aldrick. — Você está pronto para enfrentar Viola amanhã!


































