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Eevee


Após sua fuga do casamento, o grupo de Serena buscou ao máximo não ser encontrado por rostos conhecidos. Contudo, em uma rara ocasião, acabaram esbarrando com Aldrick e Katheryn. Vendo o baque pelo qual a garota havia passado, Ald entregou-lhe um ovo que havia acabado de trazer do Daycare Center. Era uma maneira de animar a garota e ocupar sua a mente - o que, de fato, aconteceu. Serena cuidou da criatura com enorme curiosidade, sem saber o que eclodiria. Antes de deixar Lumiose e em um novo reencontro com os amigos, uma Eevee nasceu do ovo, logo sendo acolhida com muito carinho por sua nova treinadora.
 
Antecedentes

Eevee nasceu em Lumiose, de um ovo entregue por Aldrick. Mais detalhes são ainda desconhecidos.

Estratégias e Envolvimento em Batalhas

Lillie não costuma se envolver em combates dentro da guilda, atuando geralmente como uma mediadora das relações.

Royal Emperium

Lillie é uma das integrantes mais novas da guilda e costuma se dar bem com praticamente todos os integrantes. Sua personalidade dócil faz com que seja sempre querida e amenize alguns dos conflitos existentes dentro do grupo. Ela costuma ser afetada pelas outras relações de seus colegas, por isso, preza pela harmonia, ainda que isso também signifique que absorva além do que deveria em meio à Royal Emperium.
Curiosidades
  • Eevee foi cogitada como inicial de Serena antes de Espurr;
  • Lillie faz referência a Lilly, uma das primeiras personagens de Haos;

Heliolisk




Heliolisk é, originalmente, um Pokémon de Marc, irmão mais velho de Charlie. O garoto o havia adotado quando ainda era um Helioptile nas ruas de Lumiose, mas não utilizava dentro de batalhas - vez ou outra, Heliolisk era convocado para auxiliar em ações da Lumiose Gang. Era um dos poucos elos que ainda lembrava Marc de seus tempos de infância e, apesar de uma relação de poucas palavras, existia um respeito mútuo entre Pokémon e treinador. Durante o atentado na Prism Tower, Marc o utilizou para enfrentar Calem. Após a derrota, acabou deixando o Pokémon para trás, "libertando-o", ao atirar-se da Prism Tower. Charlie, então, adotou o Pokémon, acolhendo aquela criatura que o lembra da humanidade que ainda via em seu irmão quando crianças.
 
Antecedentes

Heliolisk foi encontrado por Marc em Lumiose e trazido para a Lumiose Gang. Mais detalhes são ainda desconhecidos.

Estratégias e Envolvimento em Batalhas

É um guerreiro de impressionante agilidade. Apesar de ter morado nas cidades, a espécie costuma habitar terrenos áridos de Kalos e, por isso, lida bem com altas temperaturas e ambiente arenoso, sobretudo com sua habilidade Sand Veil. A pele em torno de seu pescoço consegue se abrir como uma antena parabólica, absorvendo luz e eletricidade e a emitindo, sobretudo quando utiliza o Solar Beam. Charlie raramente o utiliza em batalhas pelas lembranças que o Pokémon o traz, mas é sem dúvidas um apto guerreiro.

Royal Emperium

Ishan, apesar do acolhimento, não se sente parte de sua guilda. Devido ao sentimento que viu seu mestre nutrir por Charlie, criou uma inimizade idêntica com Thanos, Gwen e Austin. O moço é descrito frequentemente como alguém não confiável, justamente pelas atrocidades que já havia cometido dentro da máfia. Ishan tem sangue frio, e nas poucas oportunidades se mostrou um adversário de respeito. Enquanto Gwen e Austin claramente rejeitam sua presença na Royal Emperium, Thanos evita emitir opiniões - afinal, os dois cresceram juntos, como irmãos.

Curiosidades
  • Heliolisk fez uma aparição sem que fosse revelado no primeiro capítulo da Royal Emperium. Na ocasião, era tido apenas como um "homem encapuzado" que atacou o grupo de Thanos.

Royal Emperium #4

OBS: Esse episódio está localizado entre o fim da Saga X e o início da Saga Y!

ENTRELINHAS
Royal Emperium - Capítulo IV

 


— Theodore.

O faz-tudo largou o martelo que segurava no mesmo instante, obrigando-se a saltar para trás antes que atingisse seu pé. Ele olhou para o prego todo torto na parede e tentou cobri-lo com o corpo para disfarçar ao deparar-se com Neal sério atrás dele. O garoto, impassível, encarava-o de frente. Theodore colocou-se em posição de respeito, batendo continência.

— Devo ser franco com você. — continuou o Pupitar.

Oh-oh. Coisas boas geralmente não vem depois dessa frase.

— Desde que entrou você tem sido um dos guerreiros mais esforçados da guilda. — murmurou ele. — O mais esforçado, talvez. Além disso, suas habilidades de batalha progrediram em uma escala enorme.

O quê? Por um segundo Theo piscou e quis muito se beliscar. Seria mesmo aquilo? Enfim, seu trabalho quase invisível na guilda teria sido reconhecido? Acima de tudo – reconhecido por Neal, o Guildmaster. Ele não conseguiu esconder as mãos trêmulas e a hesitação na voz quando se abaixou para pegar o martelo no chão.

— Por isso, eu me sinto na obrigação de nomeá-lo… — após momentos de uma pausa mortal, ele disse as palavras: — O novo Guildmaster.

Theodore largou o martelo de novo, quase derrubando-o em seu pé uma segunda vez.

— O quê?????

Ao redor, os outros membros da guilda vieram parabenizá-lo com palavras de acolhimento e tapinhas nas costas.

— Parabéns, Theodore. — comentou Neal abrindo um raro sorriso.

— UHUUUL, THEO, ORGULHO!! — comemoravam as crianças.

— Não esperava menos! — elogiou Mary.

— Já era hora! — Eryx acompanhou.

Ainda que com os protestos de Theo, eles o levantaram acima da cabeça, empolgados, carregando-o até um pedestal. O garoto coçava a cabeça, sem jeito com tamanha atenção. Nunca haviam prestado tanta atenção em si, ele parecia passar despercebido pelos corredores da guilda. Porém, dessa vez, todos o aplaudiam e soltavam assovios, observando-o falar ali naquela posição. Ansiosos por suas palavras, incentivaram que fizesse um discurso. Théo, tímido, começou.

— Hm… Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos. — ele deu uma risadinha. — Meu Arceus, isso parece um sonho… É como se…

— THEODORE!

...

O garoto deu um giro tão rápido que caiu da cama. Ele colocou-se de pé no mesmo instante, coçando o lugar do rosto machucado pela queda. Olhou pela janela e encontrou o sol já a uma altura considerável. Desesperado, começou a se vestir, colocando as peças de roupa em ordem completamente trocada e sendo obrigado a recomeçar tudo de novo.

— Oh céus, já é cedo! — reclamou ele, nervoso.

— Já é tarde! — resmungou Neal, entrando no quarto. Théo logo fez uma posição de respeito. — Estive o aguardando há horas no salão principal, e nada!

— Senhor Neal, peço perdão!

Neal olhou para Théo com uma cueca na cabeça – possivelmente confundida com o chapéu na hora da pressa – e não escondeu um pequeno sorrisinho. Em seguida abanou uma das mãos, com leveza.

— Tudo bem. Acontece. Só espero que não se repita, por favor.

Théo respirou fundo e se olhou no espelho, tirando no mesmo instante a cueca da cabeça. Ele esfregou a mão no rosto, envergonhado. Por que essas coisas acontecem comigo?

O dia de Theodore seria cheio. Ainda mais com seu atraso nas tarefas, ele precisou ajeitar a Sala de Armas. Outros guerreiros como Neal, Tiberius, Agnes e Durendall haviam praticado bastante nos últimos tempos e estava tudo uma bagunça. Ele respirou fundo e colocou um avental de limpeza, pronto para tirar o pó de todo aquele amontoado de coisas.

Em dado momento, Théo procurou onde pendurar uma das espadas. Ele ficou intrigado com o peso daquele objeto. Levantou-a usando as duas mãos e admirou seu reflexo na lâmina polida. Passou um dos dedos pelo metal gelado, morrendo de medo de se cortar – ainda que aquela área não fosse de corte. Théo levantou o objeto e o estendeu frente a um inimigo imaginário, ensaiando alguns golpes desajeitados, mas estampando um sorriso no rosto.

— Ei, Théo!

Com o susto, ele acabou derrubando a espada, que fez um estrondo metálico ao redor. Corado, ele olhou para a porta da sala, deparando-se com Agnes, suada e agitada.

— Estamos fazendo um treinamento para o próximo ginásio! — comentou ela.

Théo abriu um sorriso empolgado.

— Sim…?

— Será que pode emprestar uma vassoura? Eu quebrei algumas coisinhas sem querer…

O Magikarp não conseguiu esconder a decepção no olhar. É claro. Dã. O que ele esperava que ela fosse falar? Convidar ele para treinar junto? Ele não seria útil. A não ser, claro, quando ficava de segurar os alvos – mas isso já havia se mostrado perigoso outras vezes. Ele procurou com o olhar uma vassoura e entregou-a para a garota, que saiu no mesmo segundo pronta para continuar.

Théo colocou a espada no lugar dela e prosseguiu com a arrumação. Quando concluiu, estava tudo brilhando. Ele soltou um longo suspiro de missão cumprida e partiu para a próxima etapa de seus afazeres. O garoto passou pelas Oficinas, onde Eryx cuidava de algumas das belas plantas floridas de sua floricultura.

— Ei Theo. — murmurou o rapaz. — Qual é o problema?

— Nenhum, Eryx. — disse o Magikarp, ajeitando as coisas ao redor. — Está tudo uma enorme paz.

— Eu consigo sentir suas emoções, Theo. — comentou o outro. — Desculpe, não quis invadir sua privacidade… Mas achei que talvez precisasse conversar?

Theo sentou-se ali mesmo. Os pés batiam um no outro, tímido.

— Sabe… Eu sou uma pessoa engraçada. E geralmente sei bem lidar com ordens, consigo fazer bem minha função...

— Me parece uma coisa ótima. — sorriu Eryx.

— …Só que eu queria ser mais que isso, entende? Parece que ninguém consegue me ver como nada além disso!

— Você sabe que não tem nada de errado com o seu jeito de ser, né? — comentou Floette.

— Eu sei, mas… Ninguém reage desse jeito quando o Neal entra. Ou o Durendall. Ou o Tiberius. Ou a Gwen. Mas quando eu passo, só conseguem ver um ajudante desengonçado que nunca vai ser nada além disso. E... Eu também sou do Mestre Calem, parece que todo mundo esquece isso.

Eryx colocou a mão no ombro do amigo.

— Só porque você acha que é assim que te veem agora, não significa que você não pode ser mais que isso. Não significa que não podem te ver diferente. Ou que você se veja diferente.

Theo ficou pensativo. Fazia muito tempo que ele não participava de um combate de verdade – era como se ninguém esperasse nada dele. Um dia após o outro se afastando dos outros, ele não se deu conta quando estava longe demais. Quando percebeu, já não havia muito o que fazer – já haviam absorvido que ele era alguém que estaria ali apenas para servir e ajudar. Théo gostava de fazer os outros se sentirem bem, mas como avisar que ele não queria ser para sempre assim?

Ele tinha medo de batalhas, tinha medo de enfrentar guerreiros fortes demais. Contudo, seu medo o paralisou a ponto de não conseguir progredir como os outros colegas. Quando se deu conta, ele estava estagnado frente a diversos amigos mais experientes, enfrentando adversários ainda mais difíceis. Como enfrentar o medo a essa altura?

— Você é incrível, Theo. — continuou Eryx. — Essa guilda não existiria se não fosse por você. Agora que estamos inaugurando tudo fica nítido como você foi importante. Se todos fossem iguais ao Neal, ou ao Durendall, ou mesmo igual a mim… Nunca sairíamos do lugar. Precisamos que todos tenham suas particularidades.

Theo sorriu, agradecido. Mas ele não sabia como dizer a Eryx: ele não queria ser assim. Ele queria acordar e não ser mais Theodore, não queria ser diferente. Queria ser igual aos outros. Queria acordar em outro corpo.

— Você é incrível. Mas não significa que você não possa se transformar para ser aquilo que você sonha em ser.

Theo saiu agradecendo Eryx. Porém, o guerreiro, com suas habilidades do tipo Fada, ainda conseguia ler suas emoções. Não sabia ao certo o que se passava ali, mas entendia que não havia ajudado muito. Floette suspirou, vendo o guerreiro continuar suas tarefas ao longe.

...

Uma batida na porta ecoou pelo salão. O som da madeira era evidente, mas sobretudo o som metálico da mão que batia. Neal abriu a porta e deparou-se com Durendall. Sinalizou para que entrasse e o guerreiro fez uma reverência honesta.

Era uma relação curiosa. Durendall era séculos mais velho e mais experiente que Neal. Ainda assim, ele exercitava certo respeito pelo Pupitar em sua posição de Guildmaster. Ambos sentaram-se à mesa. Neal não era do tipo que hesitava em conversar com outros, mas havia um quê intimidador no jeito de Durendall. Afinal, era impossível saber se havia algo por trás daquela armadura e, se houvesse, como aquele sujeito reagiria. Não havia qualquer sinal mínimo de expressão. Nenhum movimento. Poderia ser apenas uma das armaduras que enfeitava o salão.

— Qual a questão, jovem rapaz? — indagou o Honedge.

Neal voltou à realidade. Levantou-se e caminhou, a fim de ficar de costas para a mesa. Ele também não queria exatamente demonstrar expressões, naquele momento.

— Um dos membros da guilda... Pascal, o Kecleon. Ele era um infiltrado com más intenções.

Silêncio. Pupitar ouviu um ruído metálico; Durendall havia se movimentado.

— Um traidor. — disse o murmúrio por trás do metal. — E onde se encontra agora?

— Distante. Não sei onde.

— Em meus tempos de império, não haveria dúvida. — argumentou Honedge. — Buscávamos pelo traidor, onde quer que fosse, oferecendo uma recompensa por sua cabeça. E quando o traziam…

O silêncio falou por si. Neal continuou reflexivo, olhando por uma das janelas. Dali, conseguia admirar a guilda; Agnes enchia o saco de Tiberius. Gwen, Thanos e Austin discutiam, ao longe. Durendall se levantou em um movimento só, pronto para rumar em direção à porta.

— Precisa ser mais firme, garoto. És demasiado frouxo para o líder de um império.

As palavras foram simples e diretas.

— Não posso fazer os demais membros pagarem pelo desvio de caráter de um idiota, senhor Durendall. — respondeu o rapaz com a voz firme.

— Quando és temido, pupilo… És respeitado. Ninguém ousa fazer-te de tolo. Espalhe o temor… E não terás que te preocupar com a ordem tanto quanto necessitas hoje.

Honedge saiu da sala, deixando-o em um absoluto silêncio. Neal cerrou os punhos, nervoso. Alguém havia entrado na Guilda e traído sua confiança. Debaixo de seu nariz. Para sua sorte, aquele Kecleon não havia feito grandes estragos – queria apenas informações. Contudo, da mesma forma, poderia ter sido alguém que colocaria tudo a perder. Alguém que poderia ter machucado seus colegas. E ele seria o maior culpado.

Por um momento, pensou se havia errado em comentar a falha com Durendall. Neal não gostava de contar quando havia algo errado a ninguém, embora o Honedge estivesse em uma posição de mais prestígio. Ainda assim, temia ser visto como um líder incapaz de guiar o restante dos guerreiros. A última coisa que ele queria era que duvidassem de si.

Naquele momento, Mary apareceu caminhando pelo corredor, após ter ouvido tudo.

— Neal, você não está realmente ouvindo ele, certo? — comentou a menina.

Aquela era a única que conseguia fazê-lo desarmar. Ele encostou-se na cadeira, permitindo um pouco sua expressão descansar.

— Mary, o senhor Durendall liderou um império por décadas… Suas opiniões são válidas.

— Mas ele era um tirano odiado por todo o seu povo...

Neal encarou as próprias mãos. Em seguida, cerrou os olhos, dando um soco na mesa.

— Se eu não tivesse deixado aquele Kecleon…

Mary correu para abraça-lo. Alguns segundos depois, ele a puxou de volta para afaga-la também. Não era muito confortável encostar nele com tantas camadas de armadura metálica por cima, mas ela não parecia se importar. Ela era a única que via por debaixo daquela proteção.

— Não foi culpa sua. Nós confiamos nele. A gente confia nos amigos. E isso nos torna vulneráveis por um lado... Mas somos igual a uma família pelo mesmo motivo.

Neal deu um sorrisinho para ela. Ainda assim, ela não ficou feliz. Ela odiava aquilo. Odiava quando ele agia como se ela estivesse falando alguma bobagem engraçadinha. Mary sabia que ele tinha muitas coisas em sua cabeça e não queria ser mais alguém a sobrecarregá-lo, mas sempre que o assunto apertava, ela deixava de ser alguém com quem ele ligasse para a opinião. Parecia ingênua demais para ele.

Mary virou as costas, pronta para deixa-lo. Ela olhou para trás uma última vez.

— Por favor, Neal... Não vira um tirano.

E o deixou sozinho com seus pensamentos flutuando pela sala. O Pupitar voltou a encarar a janela, vendo a noite chegar, enquanto seus companheiros passeavam pelo pátio de forma descontraída, divertindo-se entre si. Tenso, o rapaz soltou um logo suspiro, retornando às suas atividades.

NOTAS DO AUTOR

Bem, faz bastante tempo que não temos um episódio da RE... Pior é que esse rascunho estava há muito tempo comigo (tanto que ele fala de uma época antes da Saga Y), e não queria desperdiçar tudo contido nele. Acho que traz aquela energia gostosa e bobinha do começo, e escolhi que o capítulo ficasse nessa duração mesmo. Os capítulos recentes da historia central têm passado as 5 mil palavras, então acho que tudo bem termos uns episódios mais curtinhos pra dar uma diferenciada e ainda assim pegarmos gosto pelos guerreiros da guilda!

Só para lembrar: o Kecleon ao qual eles se referem é o Pascal, Pokémon do Elliot (aquele que os acompanhou na época de Shalour mas era um traidor, enviado pelo Stevan). Só para dar contexto!

Fennekin


Fennekin é um dos três iniciais da região de Kalos, representando o elemento Fogo. Quando Calem encontrou-se com Sycamore em Shalour (Capítulo 28), o professor incentivou-o a um novo recomeço ao lhe apresentar os três iniciais, deixando-o escolher um deles, tal como os jovens de dez anos que chegam em seu laboratório. Apesar de não ter tido a oportunidade de fazer essa escolha quando mais novo, Calem decidiu que Fennekin seria uma excelente escolha para sua equipe, e desde então a criatura se mostrou uma poderosa aliada. Oficialmente, Calem a utilizou pela primeira vez em uma batalha contra Ramos (Capítulo 34), sendo peça fundamental para a conquista da insígnia. Apesar do receio de Calem em lidar com Pokémon, Fennekin é uma das com as quais ele tem mais abertura, especialmente pela natureza afável da espécie, que costuma viver com treinadores mais inexperientes.
 
Antecedentes

Enquanto um inicial, Surya foi criada no laboratório do professor Sycamore. Mais detalhes são ainda desconhecidos.

Estratégias e Envolvimento em Batalhas

Surya, como uma guerreira jovem, ainda luta para encontrar seu estilo de batalhas. Sua habilidade com o manejo do elemento Fogo a tornou uma peça fundamental na equipe, cobrindo fraquezas de outros membros. Aos poucos ela revela habilidades ainda imaturas com o tipo Psíquico, mas não consegue controlá-las muito bem. Ela busca entrar em batalhas sempre que possível, mas por ser ainda uma das mais inexperientes do time, às vezes acaba sendo subestimada.

Royal Emperium

Fazendo jus ao seu elemento, Surya é uma garota agitada e intensa. Quando se deparam com ela, não raro a julgam como frágil ou delicada - mas leva apenas alguns segundos para que ela desmanche essa percepção. Frequentemente é vista desafiando Agnes e, por ter uma fraqueza em seu tipo, às vezes acaba derrotada e, por consequência, frustrada. Ela não tem medo de enfrentar guerreiros mais velhos, maiores ou mais experientes; o desafio é o que a movimenta. Por isso, em alguns momentos, acaba sendo vista como insolente por membros como Neal e Durendall. Ainda assim, é extremamente carinhosa, e seria capaz de dar a vida por seus amigos da Guilda.


Curiosidades
  • Apesar de Calem receber Surya implicitamente no Capítulo 28, levaram 2 anos e meio para que finalmente fosse revelado qual dos iniciais ele havia escolhido;
  • O design de Surya foi baseado em personagens de anime "Magical Girl", especialmente da série Tokyo Mew Mew.

Spritzee

 


Spritzee é um Pokémon capaz de produzir diferentes tipos de aromas de suas penas. Ela foi encontrada por Calem durante uma passagem por Coumarine, especialmente quando ele e Charlie visitaram uma loja de incensos. A dona da loja, que abrigava diversas criaturas da mesma espécie, aproveitava-se de suas habilidades aromáticas para persuadir viajantes. A essência de Spritzee causou um grande desentendimento no grupo. Desde então, o Pokémon tem sido carregada por Calem - às vezes provocando conflitos entre seus aromas adocicados e a rinite do rapaz.
 
Antecedentes

Spritzee vivia com outros de sua espécie em uma loja de incensos em Coumarine, mas não pertencia a nenhum treinador. Mais detalhes são ainda desconhecidos.

Estratégias e Envolvimento em Batalhas

Volva atua como uma curandeira da equipe. Apesar de ter golpes ofensivos, geralmente usa de suas habilidades para cuidar de outros membros durante confrontos. Seu manuseio de aromas e ervas terapêuticas também permite que confunda e manipule outros guerreiros desavisados. Seu conhecimento de itens da natureza se mostra uma poderosa arma para conhecer os adversários.

Royal Emperium

Volva possui uma tenda na Guilda focada em tratar os guerreiros que precisam de alguma ajuda. Contudo, sua personalidade excêntrica e agitada faz com que muitos tenham receio de visitá-la por seus métodos serem sempre imprevisíveis. Apesar de seu jeito extravagante, ela revela uma natureza carinhosa e acolhedora. Possui uma grande proximidade com Eryx, sobretudo pelas afinidades de ambos em seus poderes.

Curiosidades
  • Apesar de originalmente ter sido pensada para reproduzir a ideia dos Médicos da Peste, foi transformada para diferenciá-la de outros gijinkas, aproximando-a a da figura dos curandeiros, presentes em diversos RPGs e também como uma figura central dentro de várias culturas.

Notas do Autor - Royal Emperium #3


Olá, pessoal!

De volta com mais um curto capítulo da Royal Emperium, hoje nos aprofundamos um pouco em alguns personagens. Só como esclarecimento, esse capítulo teoricamente se passa entre os episódios 26 e 27, entre a evolução do Pupitar e a batalha com a Korrina. Eu não o havia terminado antes de postar o capítulo 27, portanto coloco ele depois, mas sei que vocês entendem o contexto! Aos poucos vamos conhecendo os personagens da guilda, especialmente uns novatos que ainda não haviam aparecido, como a Skrelp, o Tyrunt, e o Kecleon. Espero que gostem do especial!!

Royal Emperium #3

Capítulo 3 - Royal Emperium
Noite

— Senhor.
Após as três leves batidinhas na porta de madeira do dormitório, a torre ficou inundada por um silêncio mortal. Theodore balançou de um lado para o outro, nervoso, batucando com os dedos inquietamente a bandeja branca cheia de alimentos recém-preparados por ele mesmo. Mary encostava na parede ao seu lado, a boca aberta e uma expressão de expectativa.
— Senhor. — repetiu o Magikarp, batendo novamente. — Trouxe algo para comer.
Desta vez a porta foi aberta, fazendo um rangido das fechaduras. Theodore deu inevitavelmente um passo para trás ao se deparar com seu líder em um olhar tão fechado que sentiu as pernas bambearem. O rapaz parecia maior que o usual, mas estava sem sua costumeira armadura, vestindo algo como um pijama despojado, unicamente. A expressão era de profundo cansaço e decepção.
— Obrigado. — disse, a voz mais grossa que geralmente, com um tom sério tão amargo que o Magikarp ficou sem saber o que dizer.
— Eu… Hm… Queria parabenizá-lo por, sabe, evoluir. — falou, tropeçando nas próprias palavras.
Neal pegou a bandeja e acenou com a cabeça, sem energias.
— Obrigado, Theodore.
Em seguida, fechou a porta mais uma vez. O bobo-da-corte ficou parado, cabisbaixo enquanto fitava a porta, como se aguardasse que seu líder a abrisse e dissesse “está tudo bem, não se preocupe. Entrem, vamos conversar”. Mas sabia que aquilo não aconteceria, poderia ficar ali parado a noite toda esperando, que teria apenas a porta para observar.
— Eu nunca o vi assim. — murmurou ele.
— Nem a minha brincadeira de sempre fez ele rir. — comentou Mary, frustrada. — E funcionava todas as vezes.
— Ele queria muito vencer o grande Magnar. E quando o dia chegou… Não foi capaz de defender a guilda. — suspirou o Magikarp.
Magnar era o líder da Iron Helmet, uma guilda quase tão nova quanto a Royal Emperium, mas que ascendera em tão pouco tempo que se tornou um destaque entre as guildas jovens de Kalos. Sobretudo, o guildmaster era um antigo rival de Neal, desde que eram apenas crianças em outros tempos. No primeiro combate de verdade entre os dois, tempos depois, a derrota do Pupitar foi inevitável, mesmo com sua evolução.
— Só espero que ele melhore logo. — disse Theodore. — Logo terá uma batalha decisiva no Ginásio de Shalour, e não sei se ele suportaria outra derrota.
Nas fronteiras da Royal Emperium, o clima era consideravelmente mais leve. Tiberius, o segurança e guardião da guilda, permanecia estático em sua posição de vigília – o corpo enorme estufado e uma expressão neutra na face, monitorando os arredores caso alguém ameaçasse uma invasão, o que não se esperava que acontecesse. A noite estava em uma agradável temperatura, e àquela distância apenas os barulhos da natureza o tiravam da quietude noturna. A lua tinha um tom forte de amarelo, envolta por várias estrelas distribuídas pelo céu como uma malha toda pontilhada.
O silêncio foi interrompido quando de súbito ouviu um grito em sua direção.
— AHHHHHÁ!!!!
Alguém saltou na direção do guarda, atingindo-lhe com o pé em um golpe. Tiberius, todavia, sequer se importou muito, apenas virando suavemente a cabeça para ver de onde era atacado. Em seguida, levantou o invasor com uma das mãos, pendurado. Era uma garotinha de tranças, cujo chapéu caiu quando foi erguida de ponta-cabeça. Ela se debatia inquietamente, sem muito sucesso.
— Ei! Me solta, seu… Seu… Gigante de milênios atrás! — reclamou ela, dando socos no ar.
— Destruir inimigos. — murmurou o guarda.
— Eu não sou inimiga, seu infeliz! — ela retorquiu, nervosa. — Sou da guilda!
Tiberius ficou a ponderá-la.
— Por que amiga ataca guilda? — indagou.
— Porque… Bem… — a própria menina ficou sem uma resposta imediata. — Porque eu estava testando sua segurança. E ela foi aprovada. Por enquanto.
Agnes era incapaz de ficar quieta em seu canto. A todo momento gostava de estar em atividade e às vezes acabava por provocar os outros, apenas para estar em uma luta. Ainda era uma novata dentro da guilda, mas chamava a atenção por suas habilidades, sendo tão apta guerreira da água, como hábil com venenos.
Enquanto os dois debatiam, Austin, o Skiddo, apareceu correndo portão afora. O rapaz não tinha uma expressão muito contente no rosto, andando a passos rápidos, quase trotando.
— O que está acontecendo aqui exatamente? — inquiriu. — Não podem esperar para invadir a guilda quando meu turno acabar?
— Guardião da Torre! — gritou Agnes, apontando para ele. — Eu o desafio para uma batalha!
Mason levantou uma sobrancelha, apoiando as mãos nos joelhos para ficar na altura da garota ainda suspensa no ar pelo guarda.
— Ei, calma lá. O que que eu tenho a ver com isso? — reclamou ele.
— Me enfrente, bode! Quero ver se é capaz de defender sua guilda. — falou ela, com a confiança de quem não estava sendo imobilizada por um guerreiro de dois metros.
— Eu não estou aqui para defender nada. — disse, dando de ombros. — Por isso temos o grande Tiberius cuidando de nossa fortaleza.
— Então você se rende? — perguntou ela.
— Quem é você, mocinha, para desafiar um membro veterano? — perguntou ele, arqueando as duas sobrancelhas.
Tiberius, naquele momento, soltou a garota, de maneira que caísse no chão. Contudo, ela se levantou tão rápido que sequer poder-se-ia dizer que sofreu algum dano com o impacto. Ela apoiou as mãos na cintura, confiante, o peito estufado e cheio de pompa.
— Eu sou Agnes, a besteira mais poderosa da região. — disse, com um sorriso firme.
— Besteira? — perguntou Austin.
O guerreiro de grama começou a gargalhar com o nome, enquanto a menina ficou a observá-lo a princípio confusa, mas em seguida furiosa. Ela desferia alguns soquinhos no ombro do rapaz, que não conseguia parar de rir.
— EU ESTOU FALANDO SÉRIO, SEU DESGRAÇADO! — disparou a menina. — Besteira, de quem usa uma besta!!
O Skiddo parou por um momento e a observou, mas bastaram poucos segundos para que continuasse rindo ainda mais, precisando agachar no chão para tentar se conter. A garota quase soltava fogo pelos olhos, mas nada que fizesse impedia que o garoto gargalhasse espontaneamente.
— É UMA ARMA! Essa daqui, ó! — resmungou, estendendo o objeto que carregava consigo.
Passaram-se mais alguns bons instantes até que o rapaz conseguisse se conter um pouco, limpando as lágrimas que formaram inevitavelmente no canto do olho. Agnes ainda tinha um olhar fuzilante em seu rosto. Ele se levantou, afagando o cabelo da menina.
— O.K., então vou te chamar de Bestinha agora.
Agnes vociferou, chutando a canela de Austin. Tiberius abriu um pequeno sorriso, parecendo se divertir.
— Bestinha. — repetiu consigo, parecendo gostar da brincadeira.
Austin voltou a rir alto, enquanto ela se voltava agora nervosa com o segurança.
— EU NÃO TE DEI AUTORIZAÇÃO PRA ISSO, BODE! — disse, para Austin.
— Pirralha, você está atrapalhando o trabalho do senhor Tiberius. — falou o garoto, agora recuperando o fôlego depois de tanto rir. — Deixe ele cuidar do trabalho, que meu turno acaba em… — ele olhou com desdém para um relógio. — Agora.
— Mas não é só você que cuida da torre? — indagou Agnes.
O rapaz preparava-se para ir embora, mas voltou.
— Por isso mesmo, eu que determino meu horário de descanso. — falou, bem articulado. — E é cruel fazer alguém trabalhar direto por… Hm… Quarenta minutos.
— Eu vou dedurar você para o Guildmaster, dizer que não está cumprindo seu trabalho. — falou a garota, confiante.
— E eu vou dizer que você está sendo ótima no seu. — respondeu Austin. — Que é ser uma Bestinha.
— Bestinha. — repetiu Tiberius, sorrindo.
— AHHHHHHHHH SEU DESGRAÇADO!

...
O deslizar do pincel pela tela áspera acalmava Vincent. Ele adorava a paz do período noturno. A guilda era interessante durante o dia, mas sempre cheia de obras, crianças brincando, Theodore correndo para lá e para cá. Quando o sol se punha, todos focavam mais em suas próprias atividades e viviam em seu tempo. Vincent, sobretudo, era um dos membros que gostava de aproveitar seus picos de inspiração para ficar às vezes praticando suas atividades artísticas de madrugada, quando tinha a oportunidade. Ainda era relativamente cedo, os membros concluíam seus afazeres para então relaxar.
O rapaz encarava um vaso enquanto cuidadosamente reproduzia desenhando aquilo que via. Misturava as cores com calma, tinha toda a cautela do mundo para adquirir o tom desejado. Uma lanterna velha iluminava exatamente o ponto que desejava para o vaso, e se não por uma outra luz fraca presa ao teto, seu ateliê estava inundado em uma penumbra. Ele gostava disso, deixava tudo mais reconfortante. O espaço era pequeno e bem bagunçado – tintas para todos os lados, quadros antigos, esculturas não terminadas, materiais de desenho e por aí vai. Mas ele gostava, era seu pequeno refúgio dentro daquela guilda que só crescia a cada dia.
— Que belo uso das cores.
Vincent deu um salto com o susto. Não tinha ouvido ninguém se aproximar, e a porta estava fechada. Correu os olhos arregalados pelo espaço pequeno, mas não encontrou nenhuma pessoa. De repente, parecia ver um par de olhos em um ponto do ateliê, e antes que soltasse um berro de susto, viu um ser tomando as formas aos poucos de um rapaz de mesma estatura que ele, vestido em uma capa que parecia ajudar em sua camuflagem. Seus grandes olhos verdes se escondiam entre as vestes.
— Desculpe, não quis assustá-lo! — disse o moço.
— Bem, deveria ter pensado nisso antes de entrar escondido no meu ateliê. — rebateu Vincent, colocando a mão no peito para sentir as batidas aceleradas de seu coração.
— Queria apenas observar um pouco, mas fiquei fascinado com suas habilidades, e esqueci que estava meio que escondido. — o outro deu uma risada. — Meu nome é Pascal, e sou Pokémon do jovem Elliot, novo amigo dos outros garotos.
— Um membro novo. Por isso não o conhecia. — comentou o Smeargle. — Eu sou Vincent, muito prazer. — e apertou sua mão. — Deixe-me dizer que sua habilidade também é notável. Consegue se camuflar em qualquer tipo de cenário?
— Praticamente. — assentiu o outro.
— Incrível. Deve ser ótimo para fugir de reuniões quando você precisa terminar uma escultura e não teve tempo para fazer isso. — ponderou o pintor.
O Kecleon coçou a cabeça.
— Eu nunca tentei com esse propósito, mas…
— Senhor Vincent? — uma voz chamou por trás da porta de madeira.
O Smeargle caminhou tranquilamente até a entrada, revelando um jovem pálido e de roupas claras e limpíssimas. O menino corou, um pouco tímido, enquanto carregava um buquê de flores.
— Desculpe, eu só queria deixar essas flores que você encomendou para uma pintura… Perdão por atrapalhar. — disse Eryx, entregando o buquê.
O Smeargle pegou o ramalhete, com flores imensas em um tom de amarelo vivo. Eryx entendia como ninguém de flores devido ao seu tipo e sua espécie, e conseguia cultivar as mais belas plantas para propósitos decorativos para a guilda.
— Imagina, eu estava só procrastinando. — comentou o rapaz, colocando as flores no vaso que antes pintava. — Esse é o Pascal, um membro novo.
Eryx encarou aqueles olhos verdes reptilianos com curiosidade.
— Ah, sim. Bem-vindo. — acentou, tímido.
— Obrigado. — respondeu ele, possivelmente sorrindo, mas era difícil dizer com sua boca coberta. — Já está ficando tarde, vou deixá-los fazerem seu trabalho. Uma boa noite!
Após uma simpática despedida dos demais, o Kecleon saiu caminhando rumo aos dormitórios. Eryx auxiliou Vincent a arrumar as flores de uma maneira mais bonita para que fossem pintadas. Ele havia especialmente usado seus poderes para que elas durassem um pouco mais de tempo e não murchassem rápido, sem que a pintura estivesse concluída. Quando percebeu que estavam sozinhos, Eryx levantou o olhar.
— Ele está há muito tempo na guilda? — inquiriu, com a voz forçando naturalidade.
— Algum problema? — indagou por cima o Smeargle.
— Não sei, tenho um pressentimento estranho sobre ele. — falou, acanhado. — Desculpa, meus poderes ficaram meio confusos desde a evolução, ainda não sei controlá-los direito.
— É um guerreiro que se camufla, deve confundir suas habilidades Fairy-type. — argumentou Vincent. — E obrigado pelas flores.
Após um sorriso, Eryx se retirou. Não era o tipo de membro que admirava muito o período noturno, mas precisava realizar mais uma entrega especial naquele dia antes de finalizar sua oficina. Foi para uma área mais importante dos dormitórios, encontrando Mary sentada pensando em uma escada.
— Mary? — perguntou.
A Espurr revelou um sorriso ao encontrar o amigo, correndo para abraçá-lo.
— Eryx!
Ele puxou um pequeno buquê simples de flores, mostrando para ela.
— Você pediu que eu trouxesse isso? — perguntou.
— Sim, eu queria dar para o Neal de presente.
— O efeito delas é bem curto, não acho que vá resolver muitos problemas.
Mary cheirou as flores.
— Está perfeito.
Ela admirou as plantinhas. Tinham um cabo liso, mas as delicadas pétalas se acumulavam aos montes, deixando-a cheia e exuberante. Havia só umas três ou quatro, era um arranjo bem simples, prendendo todas com uma fitinha roxa. Mas Mary achava perfeito, justamente por sua delicadeza.
— Sabe, tenho sentido uma energia muito forte dele ultimamente. — disse Eryx. — E não é só pela evolução. Ele está passando por um momento muito difícil.
A garota assentiu, e permitiu que ele se retirasse. Em seguida foi até o quarto de Neal, saltitando enquanto cantava. Sabia que não eram flores quaisquer. Elas haviam sido encantadas pelos poderes de Eryx. O garoto era capaz de trazer diferentes efeitos a partir das plantas que cultivava. Apesar de não serem fortes o suficiente para vencer uma guerra, poderiam causar pequenas surpresas para que recebia, e trazer sorrisos singelos para as pessoas.
— Ei, Neal. — ela bateu na porta.
O Pupitar a recebeu, com a mesma expressão desgastada de antes. A menina não se abalou, piscando os grandes olhos púrpuros para ele.
— Trouxe isso pra você. — ela estendeu o buquê.
Ele apanhou, tentando ser gentil.
— Obrigado, Mary.
— É uma flor encantada. — disse a garota. — As brancas trazem paz e prosperidade.
Neal sentiu o aroma doce das flores. Notou, ao segurá-las perto de si, um efeito curioso, como se as pequenas partículas que inspirava dançassem em seu interior. Aquelas flores que Mary havia pedido tinham esse efeito. Elas eram capazes de tranquilizar, trazer um pequeno êxtase a quem recebia. E a menina queria muito que seu amigo tivesse esse sentimento naquele momento.
— Elas são muito bonitas. — ele admitiu. — Obrigado.
— Eu sei que você tá triste. — falou a menina, acanhada. — Mas não precisa ficar.
— Eu sei, Mary. — ele abriu um sorriso fino e frágil.
— Você é o guerreiro mais forte que eu conheço. — ela saltitou. — Vai dar um jeito de vencer o Magnar na próxima vez. Como você fala? “Perdemos a batalha, mas não a guerra”.
Neal sabia que muito em breve o efeito passaria. Logo voltaria a pensar em Magnar, e que suas estratégias estavam falhas – e o pior, antes de uma batalha decisiva em um ginásio. Ele sabia que as preocupações de sempre não demorariam a voltar à sua mente. Mas permitiu aproveitar-se daqueles curtos instantes de felicidade para esquecer de tudo, sentir aquele cheiro docinho e o carinho de sua melhor amiga lhe permitindo dar um sorriso sincero como há muito tempo não fazia.
— Obrigado, Mary.

Kecleon



Pascal é o Kecleon de Elliot, e primeiro Pokémon do garoto. Encontrou com Serena e sua Espurr enquanto enfrentava uma horda de Roggenrola sozinho, sendo derrotado e salvo pelas duas.

Antecedentes

Sabe-se que foi recebido por Elliot quando mais novo. Mais detalhes são ainda desconhecidos.

Estratégias e Envolvimento em Batalhas

Raramente entra em batalhas, apenas quando essencialmente, por conta de ser o primeiro Pokémon de Elliot. Suas técnicas de camuflagem e adaptação a depender do ambiente e do adversário o tornam um guerreiro muito versátil e imprevisível.

Royal Emperium

Pascal é um membro recente e curioso da guilda. Levando em consideração que seu treinador ingressou apenas recentemente no grupo, alguns membros ainda não tem conhecimento de sua presença. Devido às habilidades de sua espécie, é capaz de se ajustar a vários contextos e serviços dentro do grupo, sendo um membro notável desde sua entrada. Por este mesmo motivo, é difícil que os demais Pokémon definam sua personalidade e gostos, uma vez que é completamente adaptável.

Pupitar



Pupitar é o principal Pokémon de Calem. O garoto encomendou um Larvitar ao decidir seguir jornada com Serena, porém, não se deu bem com este a princípio, diferente da menina e sua Espurr. Neal costuma ser bem centrado em seus objetivos e extremamente crítico, portanto, ao perceber que seu treinador possuía total inexperiência para o cargo, o subestimou. Ambos, apesar dos raros momentos de consonância, são geralmente afastados e mantém uma relação quase que apenas de batalhar no mesmo time, às vezes Pupitar desobedecendo a Calem.

Antecedentes

Neal vivia em uma loja junto de Mary, a Espurr. Mais detalhes são ainda desconhecidos.

Estratégias e Envolvimento em Batalhas

Neal é atualmente o Pokémon mais poderoso de Calem, e um dos mais fortes de todos os outros Pokémons do grupo. Possui o ataque Stone Edge, que só pode ser aprendido por meio de Breeding, o que o torna um Pokémon raro, além de não ser comumente visto em Kalos. Com sua evolução, passou a valorizar mais habilidades defensivas de sua nova forma.

Royal Emperium

Ele é o Guildmaster da Royal Emperium, por ser um dos Pokémons mais antigos e também mais poderosos. Um jovem a princípio da velha geração, com valores também não muito novos. Ele raramente é visto se divertindo com os outros integrantes, permanece apenas em sua zona, planejando como expandir a guilda para que se torne um verdadeiro império. Alguns dizem que Neal é frio, e busca apenas tornar a guilda mais poderosa, sem se importar com os guerreiros que a integram. Porém, é inegável o fato de que, mesmo jovem, é extremamente habilidoso em estratégias e luta com todas as suas forças para proteger seus ideais e aqueles que ama. Praticamente todos os membros o respeitam e reconhecem sua importância como chefe.

Larvitar e Evolução

Apesar de menos experiente, como Larvitar já era um guerreiro de reconhecimento e belo estrategista. Mesmo sendo novo, era visto como um prodígio entre a Royal Emperium, conseguindo fazer a guilda ascender entre as demais novatas da região de Kalos.

Teve uma rivalidade desde a infância com Magnar, um Aron. Após encontrar seu inimigo em uma batalha e enfrentá-lo em sua forma evoluída, também acabou por adquirir uma nova forma, tornando-se Pupitar. Contudo, a evolução não impediu a derrota de Neal, de maneira que o garoto se tornasse ainda mais fechado e calculista após esse enfrentamento, aguardando pela próxima vez que se depararia com Magnar.



Curiosidades

  • Neal é um nome de origem celta, que significa "campeão";
  • Larvitar foi um Pokémon escolhido sem muitas complicações para Calem como inicial.
  • Foi o Pokémon mais votado em uma enquete perguntando qual dos Gijinkas deveria ser apresentado primeiro. Portanto, é a primeira ficha publicada, em 17 de outubro de 2014.

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