PERSONAGENS


Une histoire à partager
[Uma história a compartilhar]



Nenhuma história está completa sem personagens para protagonizá-la. São seus sonhos, ambições, medos e frustrações que movem o enredo, avançam os capítulos e provocam o leitor na história. Entende-se que a construção de bons personagens é fundamental para uma obra envolvente. Nesta seção, você pode descobrir mais sobre personalidades já apresentadas dentro da história, separadas de acordo com seu papel no enredo. É possível conferir pequenas fichas informativas que destacam os principais pontos de cada personagem, porém, deve-se ter em mente que as páginas são atualizadas conforme o andamento da fanfic, portanto, pode-se revelar spoilers caso você não esteja em dia com a história.




Pokédex


            O que acha de conhecer melhor os Pokémons da nova geração? Com a Pokédex, terá a oportunidade de acompanhar detalhes sobre as novas criaturinhas, e se familiarizar com elas. Também confira opiniões pessoais do autor, suposições e ideias da origem dos monstrinhos e comparações. 

  1. 001- Chespin
  2. 002- Quilladin
  3. 003- Chesnaught
  4. 004- Fennekin
  5. 005- Braixen
  6. 006- Delphox
  7. 007- Froakie
  8. 008- Frogadier
  9. 009- Greninja
  10. 010- Bunnelby
  11. 011- Diggersby
  12. 014- Fletchling
  13. 015- Fletchlinder
  14. 016- Talonflame
  15. 020- Scatterbug
  16. 021- Spewpa
  17. 022- Vivillon
  18. 057- Litleo
  19. 058- Pyroar
  20. 068- Flabébé
  21. 069- Floette
  22. 070- Florges
  23. 089- Skiddo
  24. 090- Gogoat
  25. 091- Pancham
  26. 092- Pangoro
  27. 093- Furfrou
  28. 114- Espurr
  29. 115- Meowstic
  30. 117- Honedge
  31. 118- Doublade
  32. 119- Aegislash
  33. 129- Spritzee
  34. 130- Aromatisse
  35. 131- Swirlix
  36. 132- Slurpuff
  37. 010- Inkay
  38. 011- Malamar
  39. 021- Binacle
  40. 022- Barbaracle
  41. 030- Skrelp
  42. 031- Dragalge
  43. 032- Clauncher
  44. 033- Clauwitzer
  45. 045- Helioptile
  46. 045- Heliolisk
  47. 054- Tyrunt
  48. 055- Tyrantrum
  49. 056- Amaura
  50. 057- Aurorus
  51. 085- Sylveon
  52. 089- Hawlucha
  53. 110- Dendenne
  54. 124- Carbink
  55. 019- Goomy
  56. 020- Sliggo
  57. 021- Goodra
  58. 050- Klefki
  59. 051- Phantump
  60. 052- Trevenant
  61. 053- Pumpkaboo
  62. 054- Gourgeist
  63. 079- Bergmite
  64. 080- Avalugg
  65. 113- Noibat
  66. 114- Noivern
  67. 148- Xerneas
  68. 149- Yveltal
  69. 150- Zygarde


Notas do Autor - Capítulo 2

Estas Notas contém Spoilers, então é sugerido ler o capítulo correspondente primeiro!

Eu achei que não ia conseguir postar esse capítulo hoje. Mas, por sorte, estamos aqui, embora não tão cedo quanto eu gostaria. Enfim, temos aqui mais uma peça sobre nossa fanfiction, e se me permitem, agora as coisas começam a fazer sentidos. Recebi vários comentários com especulações que já apontavam para algo que eu pretendia expor: Serena querendo sair em uma jornada, precisando da companhia de Calem. Parabéns para todos os Sherlock Holmes que acertaram! ~ rs. 

Devem ter percebido que os capítulos estão curtos. O prólogo foi mínimo, aumentando um pouco com o primeiro capítulo, e agora chegando ao segundo de forma mais extensa. Simplesmente porque não quero encher linguiça ou deixar tudo explicado em um capítulo para no outro não termos nada para falar. Acho que este esteve na medida certa, misturando de tudo um pouco. Agora as coisas estão começando a engrenar, podem esperar que finalmente teremos Aventuras em Kalos! ~ rs.

Tivemos pouquíssimo movimento essa semana, por minha culpa. Mas não se preocupem, estarei trazendo mais postagens esta semana, finalmente!

Ah, e por sinal, devo agradecer a todos vocês pelos comentários. De verdade, me sinto recebendo um pagamento por algo que adoro fazer ~ rs. Espero estar conseguindo atender as expectativas... E caso não esteja, se preparem, porque temos uma longa jornada a fazer, repleta de sonhos, lutas, conquistas, perdas e mistérios. E Serena e Calem também.



I Want to Break Free


Acho que essa música tem muito a ver com o que lemos hoje. Libertação, essa é a palavra. Serena quer se libertar, quer arrancar as correntes e viver. Na época da ditadura algumas pessoas usaram esta música como sua mensagem. Se Sonho foi a palavra de ontem (ou da semana passada), a de hoje é Liberdade. Essa música não é muito nova, mas acho que grande parte já ouviu. 

Nota: Este capítulo foi nossa centésima postagem!

Capítulo 2



Capítulo 02
Eu Quero me Libertar

O belo Sol saía por detrás das nuvens, que eram poucas naquela manhã. Kalos não estaria fria como de costume, mas também não faria calor. Vaniville teria um tempo bom naquele dia, que afinal de contas era tão especial.

Serena sentiu os raios de luz solar atravessando as cortinas e chegando à sua cama espaçosa, e mesmo sendo cedo e tendo dormido pouquíssimo, conseguiu despertar cheia de energia. Abriu os olhos com tranquilidade e fitou seu imenso quarto semi-iluminado. Finalmente. Pensou.

A menina se levantou e dobrou as cobertas da cama extensa, arrumando com calma cada detalhe, ouvindo algumas batidinhas na porta. Pediu para que entrassem, e se deparou com uma das empregadas, que a encarou com surpresa, logo a empurrando com calma e repreendendo-a.

— Senhorita, já disse para que não dobre as cobertas! Lembre-se, este é nosso trabalho. — alertou. — Não queremos que vossa senhoria tenha uma reação alérgica causada pelos ácaros.

— Não acho que alguma coisa dessas vá acontecer comigo, dona Cida. —respondeu a garota rindo levemente.

— E se vosso pai vir que estás fazendo meu trabalho ao invés de mim, irá me dar uma bronca daquelas! — a senhora balançou o dedo em sinal de repreensão.

— Sendo assim…

Dona Cida era uma das empregadas da família, provavelmente uma das mais antigas. Serena a conhecia tanto quanto conhecia o próprio pai. Era já uma senhora em seus cinquenta, sessenta anos, cujos cabelos castanhos emaranhados estavam sempre presos em um coque. Ela usava um par de óculos, e a pele tinha marcas de expressão que delatavam sua idade e cansaço. Serena gostava muito dela, em particular.

A garota foi para o closet, procurando alguma roupa para vestir, o que para ela seria uma grande tarefa, visto que seu armário possuía uma infinidade de roupas. Ela selecionou um vestido de tons suaves, bem bordado e altamente detalhado. Sapatos que combinavam, e em seguida se voltou para a penteadeira, escovando os longos cabelos louros.

— Sabe se o Calem já acordou? — indagou com doçura, encarando-a pelo reflexo do espelho.

Ela sequer retirou os olhos da tarefa.

— Desculpe, não sei, — respondeu. — mas ouvi vozes do escritório do seu pai.

Uma luz se acendeu na cabeça da garota.

— Perfeito! Perfeito, perfeito, perfeito! — exclamou, saltintante. — Talvez amanhã, Dona Cida, eu esteja por aí…

— Por aí onde, senhorita? —questionou, ajeitando os óculos.

— Essa é a melhor parte: Eu não sei! Posso estar em qualquer lugar, entende? —ela sorriu.

— Você e suas ideias, Serena…
...

Certo, sendo altamente sincero, como sempre, todos percebem que não sou a melhor das pessoas desse universo para falar sobre justiça e outras baboseiras sobre igualdade. Não conheci muitas, mas pelo que me dizem, não sou. Entretanto, mesmo não sendo uma dessas pessoas, sei que sofrer por causa de outra pessoa não é lá uma das coisas mais justas. Ou é?

— Calem, acho que devo lhe explicar a situação novamente. — Stevan não o encarava de frente. Estava na enorme janela de seu escritório, que dava uma vista para o jardim da mansão. O cômodo era grande e espaçoso, focado para os negócios e o trabalho do homem.

— Não é necessário, ambos sabemos muito bem o que estamos discutindo há tempos.

— A saída de Serena em uma jornada por Kalos. — disseram em uníssono.

Sim, é isso que me atormenta há anos. Desde que ela cismou que quer fazer isso, tagarela e tagarela sobre esse sonho estúpido. Eu, sinceramente, não me importo e não tenho nenhum motivo para influenciar na escolha dela. Porééééém…

— Você deve acompanhá-la. — disse Stevan, citando o calcanhar de Aquiles de todo aquele sonho. Aquele era o único motivo pelas tantas discussões geradas entre os três.

Calem estava sentado em uma poltrona, com braços e pernas cruzados. Ele agitava o pé com velocidade, como se estivesse dando uma sequência de chutes em uma bola imaginária. Ele levantou uma sobrancelha e soltou um suspiro longo e debochado.

— Chegamos ao impasse novamente. Não importa quantas vezes repetir isso, o problema vai continuar existindo. — riu. — Para quê a necessidade de eu, que em momento algum me manifestei ou me envolvi com esse sonho dela, ter que ceder?

Stevan nada disse, deixando um silêncio perturbador na sala. Calem, entretanto, não era do tipo que se rendia fácil em uma discussão, portanto aquele debate poderia durar um bom tempo.

Duas condições implicavam na proibição de Serena. Primeiro: Ela deveria ter completado quinze anos, o que já aconteceu. Segundo: Ela deveria estar acompanhada por “alguém”, que mais tarde se desdobrou de tal forma que se tornou “Calem”. Não se trata de egoísmo, só que meu sonho não é me arrastar igual uma besta pelos cantos de Kalos para conseguir emblemas e treinar bichos com poderes sobrenaturais. Me processem, crianças de dez anos.

— Sabe, Calem… — disse o homem. — Serena é como um diamante. Brilhante, mas frágil.

— Na realidade os diamantes são o material mais resistente encontrado na natureza…

— Detalhes sem importância. — Stevan fez um gesto com a mão como se expulsasse a ideia. — Nos preocupemos com o principal: Ela precisa de proteção.

— E por que eu? — indagou. — Convenhamos que qualquer um aqui é mais forte que eu. Contrate um segurança, ou sei lá o quê.

— Acha que vou mandar minha princesa para os confins de Kalos junto de algum homem qualquer? De forma alguma.

Neste exato instante, as portas do escritório se abriram, e Serena caiu para dentro, segurando um copo. Aparentemente deveria estar escutando do lado de fora e se apoiado na entrada, mas esta acabou cedendo e a derrubando para dentro. A menina corou por estar interrompendo, e recebeu um olhar reprovador do pai.

— Sinto desapontar, mas imagino que você não ouviu nada relevante. — Calem disse.

Stevan pigarreou, agora ele indo em direção das portas. Ele olhou para a filha, caída, e fez um sinal para que se levantasse. Ficou alguns instantes assim, apenas fitando o rosto dos garotos, e depois checou seu relógio de pulso — que pelo tamanho mais parecia um relógio de parede preso por uma corrente dourada — e abriu a porta do cômodo:

— De qualquer forma, não poderíamos prolongar muito mais nossa conversa. Receberei convidados aqui mesmo, então peço que se retirem. — pediu. — E me encontrem no jantar.

Sem dizer duas vezes, ambos os garotos saíram do escritório do homem. Serena parecia desapontada, visto que não estava funcionando exatamente como ela gostaria. Em sua imaginação, acordaria e saltitaria ao receber o aval e finalmente seguir no que alguns ainda chamavam de “jornada”. Mas ainda não tinha recebido a resposta positiva.

Calem evitou conversar, como sempre, mas Serena puxava assunto para tentar convencê-lo de forma indireta, como se o rapaz não pudesse perceber. Rumavam para o jardim da mansão, um dos locais favoritos da garota, embora tivessem que passar por uma boa dose de corredores até, enfim, encontrar o local marcado. Com uma vida inteira morando lá, sabia o caminho sem errar.




Apesar de terem um paisagista encarregado, Serena adorava cuidar das plantas, ou mais especificamente observá-las e analisá-las. Ela descobria coisas que já haviam sido descobertas, mas para ela era tudo novo. Tinham de todos os tipos de plantas e flores: desde arbustos até roseiras.

— Você não está mesmo disposto a aceitar. — observou a menina. — Vou fazer o possível para te tirar dessa. Pode deixar.

Calem arqueou as sobrancelhas, levantando o tom de voz.

— Você não percebeu que é isso que o seu pai quer? — reclamou. — Ele não quer que você vá, e sabe que eu não vou concordar, então prefere me incluir, para parecer que eu sou o vilão da história. Percebe?

— E qual o problema em sair em uma jornada, Cal? Inúmeras crianças fazem isso bem mais cedo do que nós! — argumentou

— Qual é o problema em não sair em uma jornada? — questionou. — Eu não sou uma das inúmeras crianças. E nem você.

— Eu já estou cansada de ficar aqui. Enjoada de viver todos os dias igualmente, sem sentir nada novo ou ver nada novo. Eu estou morta por dentro.

— Me convide para o enterro.

— É sério.

Ele coçou a cabeça. Serena apontou para o Grande Portão, como chamava. Do jardim era possível avistá-lo. No ponto onde todas as mansões se uniam, ficava um portão que dava para a Route 1. Mas Serena e Calem não sabiam disso, e nunca haviam sido autorizados a ir atrás dele. Viam este abrir apenas quando chegavam entregas, já que a família nunca saía sequer para fazer compras.

— Está vendo aquele portão? Nós nem sabemos o que tem atrás dele. Não te deixa louco não saber coisas tão simples porque nos foi imposto isso? — perguntou de forma ríspida, deixando um pouco de lado seu lado delicado, o que era raro.

— Se nossos familiares já viveram fora e preferiram morar aqui e construir família aqui é porque fora é bem pior. — se defendeu.

— Familiares nossos viveram e morreram aqui, Calem, sem conhecer o que tinha fora, se contentando com o que viam ou liam. — observou ela, cerrando suavemente os punhos. — É isso o quê você quer? Morrer sem sequer saber o que tem atrás do portão da sua casa? Porque não é o que eu quero.

Ela saiu de lá, nervosa, a passos rápidos e entrou novamente na mansão. Calem ficou ali, refletindo sobre a discussão, e pensando no por que deveria ceder se nada seria vantajoso a ele. Não fazia sentido em sua mente, mas teve que admitir que os argumentos de Serena lhe fizeram efeito.

Sua vida inteira foi ensinado que o que estava fora era perigoso, e permanecer dentro era o certo. Ele nunca desejou sair, nunca foi como Serena, que sempre procurava uma forma de pedir para sair. Mas talvez fizesse sentido, talvez o que sua prima queria não fosse algo tão anormal.

Certo, antes que digam que tenho coração de pedra, admito que me senti mal pela Serena. De verdade, não imaginava que a tal “jornada” tinha um valor tão vital. A ideia não me agrada nem um pouco, mas talvez ela não estivesse errada. E para mim estar dizendo isso, é porque é especial mesmo. Acabei tendo uma ideia, que me entreteve naquela tarde inteira.
...

Toda a família estava disposta na mesa de jantar de forma organizada. A mesa era longa, e estava muito bem arrumada, com serventes e empregados à sua volta, servindo a família Windsor. Stevan na cabeceira, e Serena e Calem um de frente para outro, quase que na outra ponta. Já escurecera, mas ainda não era muito tarde.

A menina estava quieta, tocando na comida levemente com o garfo. As conversas prevaleciam, mas para ela não passavam de murmúrios como um som de fundo para o barulho de sua mente. Seu silêncio não significava que estava totalmente silenciada, pois ainda pensava muito e tinha muitas coisas em mente. Até que não resistiu.

— Papai, cansei de esperar. — disse, fazendo com que todos se calassem. Precisou falar alto para ser ouvida do outro canto da mesa. — Prometeu falar comigo no jantar. Estou aguardando.

O homem olhou de canto, tomando um gole de sua bebida como se tivesse sido colocado em uma saia justa. Alguns sussurros puderam ser ouvidos, mas nada relevante. Ele pigarreou e falou como se discursasse, olhando para o rosto de todos, ao invés de apenas para a filha.

— Durante minha reunião hoje percebi alguns contratempos. Parece que uma organização recentemente está ganhando forças e causando problemas em alguns lugares de Kalos. Alguns estão atrás de dinheiro, nos tornando um alvo. Entretanto, estamos protegidos o suficiente. Porém…

Ela engoliu em seco.

— Porém… — reforçou, soluçante.

— Vocês fora daqui seriam iscas fáceis para qualquer um destes criminosos em potencial. Portanto, se não vejo total segurança dentro de minha própria casa, jamais terei ao soltar minha filha sem rumo em Kalos. — houve peso em suas palavras. — Sinto muito, Serena, mas não será desta vez.

Ela se levantou da mesa, apoiando as mãos na mesa. Elas suavam de nervosismo. Todos a fitaram, já que queriam seu próprio bem, mas não sabiam exatamente o que dizer. Ouviam a tempos seu desejo em deixar aquela casa, portanto não puderam evitar certa tristeza.

— Você… Você prometeu… — as palavras não saíram com a força que queria.

— Nem todas as promessas do mundo podem ser cumpridas. — Um dia você entenderá.

Bateu as mãos com a maior força que pôde.

— Você disse que minha mãe era uma treinadora, não era? Que ela também saiu em uma jornada, não saiu? — questionou retoricamente. — Ela é a única que eu gostaria de seguir o exemplo nesta família.

— Sua mãe não está aqui. — rebateu Stevan.

— E eu também não queria estar. — disparou.

— Não levante a voz para mim, mocinha. — alertou o pai.

— Para mim chega. De tudo. Se você tem medo do mundo, se defenda. Mas não proteja quem não quer ser protegido, porque eu quero viver e realizar os meus sonhos. — ela gritou, não conseguindo impedir que certas lágrimas escorressem de seus olhos.

Ela saiu correndo para fora, deixando Stevan com uma expressão amarga no rosto, de completo desgosto. Os murmúrios agora eram mais altos, e não teriam uma boa impressão da relação dos dois depois daquilo. Seus olhos se reviraram.

Naquele momento Calem se levantou e bateu suavemente com o talher em seu copo, para chamar a atenção de todos. Os olhares se voltaram para ele, inclusive de Stevan, que não disfarçou a agonia. O rapaz soltou um sorriso cínico, levantando o copo.

— Senhores, acho que agora a palavra é minha.
...

Meia hora se passou.

Serena estava no pequeno lago de sua mansão, chorando, misturando suas lágrimas com as águas claras que refletiam o luar naquela noite. Estava tudo silencioso, se não fosse por seus soluços abafados, enquanto ela se esgueirava para frente no parapeito da pontezinha. Ela queria gritar, queria chutar tudo, mas sabia que nunca conseguiria ser assim tão rebelde.




Ouviu alguns leves passos, e sentiu uma mão tocando-lhe um dos ombros de forma suave. Virou e deparou-se com a figura de Calem, que também fitava a paisagem noturna. Tinha que admitir que durante a noite o ambiente ficava ainda mais belo. Ela parou de olhar para o primo.

— Veio aqui jogar na minha cara? — questionou, meio rouca.

— Uau! A imagem que você tem de mim é tão degradante assim? — questionou, baixando o tom de voz. — É, eu não me surpreenderia se eu mesmo fizesse isso.

Ele fez uma pausa.

— Espero que você desmarque os compromissos nos próximos dias, porque nós iremos viajar. — avisou.

— Para onde?

— Para onde você quiser. — Calem revelou um sorriso de canto. — Digamos que finalmente terá sua “jornada”.

Ela pareceu ser tomada por uma luz naquela hora, se levantando e abraçando o primo.

— M-Mesmo? — mais lágrimas escorreram por seu rosto pálido.

— Achei que isso fosse uma coisa boa para você. — observou. — Por que está chorando?

— São lágrimas de alegria. — Serena riu de forma simpática. — Como você conseguiu convencê-los? Como você se convenceu?

Calem fez um gesto com os ombros como se insinuasse que não deveria subestimá-lo, e foi para o outro lado da ponte, observando o imenso jardim até, enfim, decidir se pronunciar. Serena, por outro lado, estava saltando de alegria, ainda que não conseguisse acreditar com toda a fé que seu desejo se realizaria.

— Eu sei que amanhã eu vou me arrepender disso. E vai ser seu castigo ter que me aguentar nessa viagem maluca. — prontificou-se, fazendo-a rir. — Mas acabei ficando um pouco tocado com o que você disse hoje de manhã, e acabei decidindo pesquisar mais. Eu encomendei dois Pokémons: um pra você e um para mim.

Ela ficou ainda mais feliz, correndo pela ponte para abraçá-lo com todas as suas forças. Não resistiu à pergunta.

— Para você? Você nem gosta de Pokémons! Mesmo que nunca tenha visto um fora da tevê. — brincou.

— Isso é verdade. Mas talvez eu também tenha encontrado um objetivo, pelo que procurei aí. — contou. — Algo me interessou um pouco, embora eu tivesse sido possuído pelo seu espírito, e tenha certeza que vou me arrepender depois.

— E que tipo de Pokémon você comprou para mim? — indagou, animada.

— Ah, isso vai ser surpresa. — disse, quase sendo esganado. — Chegam em três dias. Acha que consegue aguentar até lá?

— Posso fazer um esforço.

Ele riu, beijando suavemente sua testa e se retirou do lugar, voltando para dentro e para o jantar. Serena deveria se desculpar, mas com tanta felicidade, para ela não seria difícil. Foi tomado por seus pensamentos no caminho.

Devo dizer que até eu me surpreendi comigo mesmo. Acho que algum espírito bom se infiltrou em mim hoje e fez todas essas bondades. A ideia de sair ainda não me agrada, agora que a animação passou, mas acabei concordando, de qualquer forma. Mas por um segundo tudo valeu a pena quando escutei a energia e a felicidade que Serena colocou em seu grito.

— Eu vou sair em uma jornada!!

    

Notas do Autor - Capítulo 1

Estas Notas contém Spoilers, então é sugerido ler o capítulo correspondente primeiro!

Finalmente começamos essa jornada! Finalmente começamos esse compromisso que estamos há tanto tempo esperando. Agora não há mais aguardo, finalmente estamos dando início à essa longa corrida, esse conto que certamente passaremos um bom tempo ouvindo. Agora é a vez de Kalos começar também. Gente, não tenho palavras para dizer como estou feliz ~rs. Mas, seguindo as palavras do Canas, é agora que a brincadeira de verdade começa.

Bem, acho que foi um começo, no mínimo, inesperado. Não tivemos o clássico início com os iniciais no laboratório, nem lendários, vilões, batalhas, previsões... Foi uma simples festa de aniversário, compartilhando a alegria de uma jovem garota e o incômodo de um jovem rapaz. Calem, Serena. É engraçado, porque esta ideia de começo surgiu na minha mente há meses atrás, mas nunca saiu dos planos.

Daí você fala: "Mas tio Cyndaquil, estamos há quase dez meses esperando essa fanfic e você nem pra cortar os mistérios?" ~rs. Bem, se chegamos até aqui, não tem porque correr agora. Vamos com calma, com muita calma. Este primeiro capítulo serviu para situá-los no enredo, dar um ponto de início e para que formulem algumas opiniões. Aos poucos perceberão as personalidades dos protagonistas e quais suas ambições. Isso está previsto para os próximos capítulos. E não se preocupem com os suspenses pequenos, não tenho por que esconder nada nas próximas semanas. 

"Haos, os capítulos serão postados de sábado?".
Não quero me firmar a um compromisso que não posso cumprir, mas sim, pretendo estar postando semanalmente a partir de agora. Não posso prometer, mas farei o possível para trazer um a cada sete dias. Caso não consiga, deixarei um aviso, porque não quero ter que correr só para postar, pretendo manter certo nível de qualidade ~rs. Bem, AeXY está aí, e não será como nenhuma outra fanfic de Pokémon por aí. Prontos para essa aventura? 





Happy B-Day, Canas!

Tenho certeza que hoje será um dia cheio: BGS, Enem, entre outros compromissos. Também temos outro momento importante nesta data, e que não poderia passar em branco. Dou meus sinceros parabéns para CanasOminous, autor de Sinnoh e um grande amigo. Alguém que, com tanta proximidade fora do computador, fui conhecer apenas na vastidão que é a internet. (Em um grupo de mil pessoas e um de bilhões, nos conhecemos pelo de bilhões ~rs.) Enfim, parabéns, Canas, que o sucesso continue batendo em sua porta, e que continue cativando as pessoas com sua personalidade, sua dedicação e seu conhecimento. Fico feliz em dizer que você se tornou praticamente um irmão mais velho para mim neste tempo, compartilhando experiências e me orientando. Obrigado por me fazer crescer, e espero que você também nunca pare.



Teenage Dream


Aqui está uma curiosidade que fica apenas como um "extra", nada que vá mudar o enredo. Certos capítulos farão referências a músicas em seus nomes, isso porque o enredo dentro de cada um possa ter a ver com alguma delas. Ouvir a música seria apenas um complemento, e colocarei nas notas quando houver alguma. Talvez porque trechos tenham a ver com o que tenho em mente, ou porque esta música carrega a mesma energia que pretendo transmitir. Neste, peguei a canção de minha cantora praticamente favorita, Katy Perry, um de seus mais famosos Sigles que também é nome do respectivo álbum. O nome simplesmente resume o que virá pela frente, e parte do que vimos hoje. Sonho de Adolescente. Qual é o sonho de Serena? Qual é o sonho de Calem? E o seu, qual é?

Capítulo 1



Capítulo 01
Sonho Adolescente

— Tem certeza que você ainda vai? — indagou a mulher, com a porta entreaberta.
Uma bufada e uma expressão de desagrado já foram suficientes para responder a pergunta, mas mesmo assim ela recebeu uma conclusão em palavras.
— Eu vou depois.
— Mas você é sempre tão organizado, tão metódico… Já estamos atrasados, e você ainda mal se trocou!
— Eu vou depois. Prometo.
E a porta se fechou, ainda que com um toque de dúvida.
Calem suspirou, observando estar sozinho no cômodo da casa. Já era noite, e a única luz que iluminava a sala era a da televisão, no mudo e com legendas. O frio clássico de Kalos o deixava mais confortável debaixo das cobertas, e dali não pretendia sair. Não naquele dia. Mas, afinal de contas, não se pode servir um bolo perfeitamente sem a cereja. Ou sem a cobertura onde a cereja fica em cima. Isso resumia o motivo pelo qual deveria ir.
Seus pais haviam acabado de sair arrumados, pouco antes da hora para o compromisso, e ele sequer havia se trocado. Uma cena em que não fazia sentido nenhum Calem ser o protagonista. A cara emburrada, no entanto, era uma característica  já de seu feitio, e ele cumpria com perfeição.
Checou o horário no relógio preso na parede, que indicava que ainda faltava meia hora para aquilo. Sua casa era linda, impecável, podia-se dizer. Não era a maior da família, mas ainda mantinha a beleza das mansões da família Windsor. Um lustre luxuoso pendia no teto, acima da cabeça do rapaz, quadros dos mais renomados pintores de Kalos.
O menino virou-se no sofá-cama em que estava deitado, tentando dormir, mas o peso na consciência não o permitia fazê-lo. Acabou optando por se levantar e enfrentar o problema de uma vez, afinal, de qualquer forma seria cobrado ainda naquela noite.
Trocou-se com agilidade, mas ainda sem deixar nenhum detalhe para trás. O Smoking ficou impecável, e penteou seus cabelos castanhos com o máximo de cuidado, não deixando nenhum fio fora do lugar. Apenas alguns detalhes, e estava pronto. Exatamente na hora.
Sua família toda morava em um conjunto de casas, que poderiam ser melhor descritas como “casarões”. A família Windsor era uma das mais ricas e poderosas de Kalos, e viviam dentro de um verdadeiro reino, uma cidade inteira para eles, apenas de mansões interligadas. Sequer precisavam sair de sua moradia, visto que tinham tudo o que precisavam lá. E isso incluia um salão de festas imenso.
O tempo estava propício para um evento daquele porte. Para muitos estaria um pouco frio, mas para aqueles já acostumados com o clima de Kalos, estava tudo normal. O céu continuava estrelado, embora não se comparasse à visão que se tinha direto da natureza. Lá, o céu não era tão belo, mas era o único que tinham.
Chegou lá, e todos ainda esperavam, o que era surpreendente, já que estava consideravelmente atrasado. Sua família estava lá, o que era óbvio, já que moravam a maioria no mesmo lugar. Alguns parentes de fora também estavam lá, todos vestidos de forma elegante, conversando como verdadeiros lordes, cheios de pose. Empregados rodeavam o ambiente para cumprirem suas respectivas funções. Como pessoas que se viam todos os dias tinham assunto Calem não sabia responder.
Uma decoração impecável, de tons claros, principalmente voltados para o rosa e para o prata. Mesas organizadas, um salão em perfeito estado, mesmo sendo usado em raras ocasiões. Uma orquestra tocando em um ritmo tranquilo, apenas para deixar o ambiente mais confortável ainda.
Ninguém notou que o rapaz se aproximava, principalmente quando a orquestra começou a mudar o ritmo da música, e todos focaram seus olhares em uma escadaria encaracolada no centro, vendo que o momento chegara.
Passos sutis ecoaram com o tamanco batendo nos degraus, um a um, e já era possível ver um vestido lindo de tons róseos que se arrastava conforme o andar da moça. Seu andar era delicado, como de uma garota, mas com a pose de uma mulher.
Cada vez mais a figura descia, encantando os presentes com o lindo traje. Já era possível ver um par de mãos com unhas impecáveis azuladas escorrengando pelo corrimão com leveza, acompanhando o ritmo apaixonado da música.
Lá havia uma garota de rosto angelical. Maquiada da maneira perfeita sem pecar na falta ou no excesso, sequer era preciso embelezá-la desta forma, pois já era linda. Um rosto cheinho na medida certa, olhos expressivos esverdeados, como duas esmeraldas muito bem lapidadas que reluziam com os flashes emandados pelas câmeras. Cabelos louros que lhe desciam os ombros como cascatas de ouro escorrendo, e brilhavam refletindo a luz da lua. Mas o mais belo em si era seu sorriso, capaz de roubar o brilho daquela noite.



E ainda tinha a pose e delicadeza de uma... Princesa.
Todos aplaudiram sua chegada, mas ela apenas sorriu e fez gestos de agradecimento para os presentes com doçura. Era  humilde, acima de tudo. Pacote completo. Alguns dos parentes a deram os parabéns por aquela data tão especial. Afinal, todos sabiam que era um dia memorável apenas pela placa.

FELIZ 15 ANOS, SERENA!

          Uma festa de quinze anos com toda a pompa, por insistência de sua família. Afinal, agora estava se tornando uma mulher formada, que levaria os negócios da família para o futuro. Fotógrafos transitavam, tirando fotos da aniversariante, conforme pedido. Não tinham dificuldades, pois era como se a câmera a adorasse, e saísse bem naturalmente com aquele sorriso brilhante em qualquer pose
Calem localizou seus pais e sentou-se na mesa com eles, desanimado, não se esforçando para fazer uma cara menos desagradada. Encontrou os mínimos erros na decoração do ambiente como passatempo, e logo a aniversariante veio cumprimentá-lo. Ele não conseguiu retribuir sua felicidade.
— Calem… Primo… Você veio… — ela sorriu.
— Olá, Serena. — respondeu. — Seria ilógico faltar a um evento no qual você tagarela em meu ouvido há quinze anos sendo que somos vizinhos.
Recebeu uma cotovelada da mãe, e tentou disfarçar, muito embora fosse da natureza do garoto tal nível de sinceridade. Alguns não apreciavam, mas ele era do tipo que não se importava com isso. O importante era que a verdade fosse dita e os erros concertados. A prima deu uma risada simpática, acostumada.
— Obrigado pela presença, de qualquer forma. — concluiu. — E… Você não esqueceu daquilo, certo?
Ele se incomodou.
— Acho que minha frase dita anteriormente se enquadra bem aqui. — respondeu diretamente. — Não haveria como esquecer.
Serena tentou rir, mas a voz não saiu. Era algo importante demais para disfarçar, e se sua educação e respeito não fossem tão fortes, certamente teria chacoalhado o garoto até que falasse o que ela tanto queria ouvir. Muita coisa estava em jogo.

— Serena, querida, venha aqui tirar uma foto! — pediu uma das tias, recebendo um aceno positivo.

A garota voltou seu olhar novamente para Calem, sussurrando um “pense com carinho” e saiu, tomando o cuidado para o vestido não ir limpando o chão do salão. Calem suspirou de maneira singular, como só ele era capaz de fazer sempre que se irritava ou estava desapontado. Pelo visto sua noite não estava poupada de encontros desconfortantes.

Um senhor se aproximou dele, remexendo o vinho de dentro de sua taça e com pose de um verdadeiro lorde. Cumprimentou o garoto e seus pais, fitando toda a decoração da festa e lançando um sorriso de satisfação ao checar a aparência linda de Serena A festa estava sendo um sucesso, e a aniversariante era a estrela daquela noite.

 — O que está achando da festa? — indagou, provando de seu vinho.

— Eu retiraria meu chapéu a você se eu usasse chapéu. — admitiu o garoto. — Valeu a pena planejar esse evento por quinze anos, certo?

— Certíssimo. Serena não fez questão de uma festa de tal magnitude, mas fiz questão de fazer um evento, no mínimo, histórico para minha princesa. — o homem se gabou, endireitando a gravata. — Afinal, jamais poderíamos fazer algo simples e imaginável.

Stevan Windsor era o mais rico dentre os cinco irmãos que viviam em Vaniville Town, e basicamente haviam comprado a cidade inteira e construído um conjunto de mansões que se interligavam. Este era o pai de Serena, tio de Calem. Um dos mais ricos de todos os parentes.

— Suponho que saiba do por que de minha filha estar tão aflita para com você. — bebericou mais um pouco, recebendo mais um dos suspiros do sobrinho.

— Impossível não saber quando se é lembrado a cada hora de cada dia de cada ano de sua vida. — resmungou. — Apenas vejo, com todo o respeito, uma decisão totalmente sem nexo, já que sequer tenho relação com o desejo dela.

Stevan ouviu, mas permaneceu quieto, aguardando que a situação se voltasse e ele saísse por cima, como já era de costume. Depois de tantas riquezas, você passa a achar que o mundo tende a mudar conforme você gostaria, e as pessoas mudarem suas ideias para agradá-lo.

— Tens dinheiro mais que suficiente para contratar qualquer segurança de Kalos. —prosseguiu o jovem. — Então me pergunto qual minha função por aqui. É apenas essa a minha dúvida, tio. É apenas isso que nunca fez e nunca fará sentido.

— Sabe, jovem — começou. — dinheiro compra material, mas não compra confiança ou segurança. Nunca se pode ter total certeza de algo que se obteve com pedaços de papel, principalmente se comprar algo vindo de uma pessoa.

— Estes pedaços de papel construíram sua vida.

— De qualquer forma, não estou disposto a permitir que Serena esteja acompanhada de alguém que não seja de confiança, ou que não seja você. — brincou ironicamente. — Também não sou apaixonado por esta ideia maluca de minha filha, mas promessa é promessa, e foi o que prometi. É claro, se eu for convencido amanhã.

Calem cruzou os braços.

— Prometeu algo por outra pessoa? — indagou. — No caso, por mim.

Stevan pigarreou e ajeitou seu terno, aproximando os lábios do ouvido do sobrinho, que tremeu. Calem ouviu uma voz silenciosa, mas carregando ódio e segurança capazes de fazê-lo ficar em silêncio, o que não era seu costume.

— Não iremos brigar neste evento tão importante para Serena. Amanhã esteja presente em meu escritório, e vamos decidir isso de uma vez por todas. — e saiu com passos tranquilos, para buscar mais vinho.

Calem viu a felicidade da prima naquele evento tão importante, e se sentiu culpado por não poder compartilhar a mesma felicidade. Tentou seguir o conselho do tio, mesmo não gostando, e observou o céu estrelado que se estendi até onde seus olhos alcançassem. Até onde eles ainda iriam alcançar?


[...]

Já era tarde madrugada quando a festa acabou. Serena estava completamente exausta, deitada em sua cama,  agora vestindo um pijama confortável, feito de uma das melhores malhas de todas, como já era de se esperar. Ela puxou a gaveta do criado mudo ao lado da cama e pegou um humilde caderninho com uma capa básica de cor coral, e puxou uma caneta estilizada com plumas no topo.

Seu traço era inocente, letras arredondadas e corações no lugar dos pingos dos “is”. Começou com uma saudação, e sua escrita tornou a fluir conforme as palavras saíam da ponta da caneta para serem registrados em um verdadeiro santuário de Serena, que para alguns poderia ser visto como um simples caderno. Entre os parágrafos escritos, os últimos foram enfatizados e relidos antes de fechar o caderno e dormir para ter uma noite descansada. Afinal, o dia seguinte seria importante.

Hoje foi um dos melhores dias da minha vida, um dia que esperei muito, e que acho que muitas garotas esperam quando é com elas. Eu quero dias melhores, mas não como esse. Quero dias melhores não por seguir os mesmos passos, e sim, por serem totalmente diferentes.

Amanhã será tomada uma decisão importantíssima, e espero que ela vá para o meu lado. Porque, conforme já disse inúmeras vezes aqui, esta princesa já está morta por dentro de tanto aguardar um final feliz.

Que dias melhores venham                 
                            

Serena   


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